A casa do penhasco · A casa do penhasco - Agatha Christie · cultura pop · Editora L&PM Pocket · Histórias de Detetives · Mistério · Resenhas · Romance Policial · [Agatha Christie] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [Pretty Little Liars] · [Sara Shepard]

A casa do penhasco – Agatha Christie

“Adoro esses pequenos fatos curiosos. Dizem muita coisa. Eles nos mostram caminhos”.

A primeira vez que li Agatha Christie, tinha apenas 13 anos e foi amor à primeira vista. Já contei a minha experiência aqui no blog com os livros da escritora e é necessário dizer que sou super fangirl de suas obras. Agatha Christie tem o dom de escrever histórias intrigantes com finais surpreendentes e enredos muito bem construídos. O mais difícil para os seus leitores é descobrir a identidade do assassino do crime. Já perdi a conta de quantos livros da autora que li, mas só descobri o assassino de um deles depois de quase 13 anos lendo seus livros. Descobrir a identidade do vilão é aquele típico caso que acontece dentre um de um milhão haha. Mas esse post fica para outro dia.

Em A casa do penhasco publicado pela L&PM Pocket, temos o detetive Hercule Poirot que está passando as férias na praia com o seu parceiro, o detetive Hastings. Tudo seria perfeito, senão fosse pelo fato dos dois esbarrarem com uma jovem chamada Miss Buckley que conta para eles sobre as várias tentativas de assassinato que vem sofrendo nos últimos dias. Curioso, Hercule Poirot percebe que o mistério o chama, não perde tempo, cancela suas férias e se encarrega de descobrir o que se passa na misteriosa casa do penhasco. A partir daí, a história começa a ficar interessante. Poirot é um detetive inteligente, brilhante e tem um faro terrível. De repente, todos se tornam suspeitos. Da melhor amiga até os vizinhos de Miss Buckley. Mas por quê tentariam assassinar essa jovem? A situação aponta para um caminho, mas durante a leitura surgem outras direções. Jogo de intrigas, enigmas, mentiras e charadas sempre tão presentes na atmosfera de Agatha, se encontram nesse livro.

O mais interessante nas histórias da autora é que  “as coisas nunca são como aparentam”. Em seus livros, os personagens vão além das aparências, sempre há algo mais. Chegamos a conclusão de que todos no universo da Agatha Christie carregam segredos. E com mais segredos, mais pistas e verdades escondidas.

Elementos como o mistério e o suspense são o ponto alto da trama, o que faz com que o leitor fique preso a narrativa e não descanse enquanto o criminoso não for revelado. Hercule Poirot é um personagem fascinante que investiga a fundo quem poderia querer se livrar da garota. Enquanto Hastings é uma figura pra lá de engraçada com a sua inocência e bondade fora do comum, o que rende boas risadas no decorrer da trama. A relação dos dois é muito cômica. Hercule e Hastings possuem duas personalidades diferentes que complementam um ao outro e mesmo que o detetive bigodudo insista em chamá-lo de cabeça dura, acredito que não chegaria ao veredito sem a ajuda do amigo.

Outro destaque no enredo de Agatha é a presença do psicológico. Os crimes estão sempre ligados a algum motivo que é psicologicamente explicado. Nenhum crime é à toa, tudo tem um porquê. Em A casa do penhasco, a autora não deixou a desejar no final. As revelações conseguem sempre ser impressionantes por conta dos plot twists que viram a trama de cabeça para baixo levando o leitor a loucura, assim como nessa história. Ela consegue enganar o leitor direitinho com uma resolução coerente e lúcida.

Mesmo não esperando o tipo de desfecho que há em A casa do penhasco, fiquei de cara com o final. Como não podia deixar de ser, o livro entrou para a lista dos meus favoritos. Agatha é o tipo de autora que independentemente de descobrir o final ou não, nunca vai perder a graça. E seus leitores sempre vão ler e seguir as suas histórias.

Durante a leitura, pude notar um paralelo com a série de livros Pretty Little Liars que também virou série de TV. Tenho a sensação de que a autora Sara Shepard se inspirou em Agatha para escrever as suas histórias. Não sei se esse é o caso, mas é uma feliz coincidência de se ver. Prova viva de que a obra da escritora vai sempre influenciar os outros escritores e estará mais viva do que nunca na cultura pop.

Vocês já leram esse livro? Me contem nos comentários. Espero que estejam curtindo os posts quase todos os dias. Estou amando poder retornar e produzir coisas novas para o blog. Como podem ter observado, tem muita coisa mudando para melhor por aqui. Quero que o site fique cada vez mais a minha cara e acho que vocês estão conseguindo captar isso ❤ Obrigada pelos comentários, curtidas e compartilhamentos. Foi por vocês que voltei ❤

Beijos,

Ju.

P.s: Essa é uma das resenhas que recuperei do meu antigo site e não é que ficou bacana? ❤

Editora Fundamento · Geek Girl · Holly Smale · Infantojuvenil · Nickelodeon · Resenhas · Teen · [Disney] · [Literatura] · [Livros]

Geek Girl – Livro 01 (Holly Smale)

Caso você tenha caído de paraquedas por aqui, saiba que apesar de curtir muito ficção sombria, também sou muito fã de comédias. Sejam elas românticas, teens, young adults, etc. É claro que foi amor à primeira vista por Geek Girl que é um livro muito fofo. Apesar de ter o público infatojuvenil como alvo, a galera não só pode, como deve se aventurar por essa série que é pura diversão!

Geek Girl é um livro escrito pela Holly Smale (que é uma fofa e já me respondeu no twitter <3) publicado pela Editora Fundamento e narra a história de Harriet Manners, uma garota inteligente que sofre bullying por “não se encaixar” entre os adolescentes da sua idade. Nat, sua melhor amiga sonha em ser modelo e a arrasta para ajudá-la a realizar o seu sonho. Harriet só não esperava que o jogo mudasse e ela entrasse no meio do caminho (e do sonho) da melhor amiga. Em pouco tempo, a personagem é jogada no meio do mundo da moda sendo vista como uma promessa e tendo que trabalhar com um modelo muito gatinho. Seu pai comemora a novidade enquanto a sua madrasta reluta em aceitar. A relação dos pais dela (sim, a madrasta a criou como filha) rende muitas risadas, os dois são muito engraçados e fogem um pouco do “estereótipo” de pais comuns.

Apesar de não ter sido nerd durante a adolescência e nem uma ótima aluna em matemática e álgebra como a personagem, me identifiquei muito com a Harriet. Principalmente na parte desastrada. Assim como ela, tenho o dom de sair caindo por aí. Somos um imã para esse tipo de coisa. A Harriet é uma jovem ingênua, simples e fiel aos seus amigos e família. A personagem quer viver a sua vida comum, mas é contagiada pelo “E se…” e decide apostar em um futuro diferente. De início, é claro que ela fica com receio com a vida nova. Afinal, Harriet desconhece esse universo da moda, ela vem de outro mundo: o dos livros. A história é muito divertida, bem estruturada e possui uma narrativa super gostosa. A escrita da autora é viciante e a composição dos personagens faz com que os leitores se identifiquem com eles. É um daqueles livros que perdemos a noção do tempo e só notamos quando chegamos ao fim.

Geek Girl é o primeiro da série que leva o mesmo nome do título. Ou seja, têm muitas aventuras da Harriet por aí. A história possui vários plot twits, o que talvez seja surpreendente para muitas pessoas por conta do gênero. Como um bom livro para adolescentes, é claro que não poderia faltar aventuras e muitas confusões. GG também aborda questões importantes como amizade, família, bullying, padrão de beleza e identidade. Geek Girl é um livro bem no clima das séries da Disney e nickelodeon, não duvido nada que no futuro uma dessas emissoras faça uma adaptação para a TV. Aliás, os livros funcionariam muito bem como série de TV, até mesmo por conta da forma como o romance foi criado. Um detalhe que me deixou curiosa é que na época em que li o livro, a capa era igual a que postei lá em cima, mas vi vários blogs e sites divulgando a capa abaixo como a capa do livro 1 (que por sinal é igual a capa original e achei o máximo, porque ela é mil vezes mais linda <3). Que bom que a Editora modificou, já que as capas originais são muito bonitas, divertidas e funcionam bem em grupo.

Acho que ficou claro que me diverti muito com Geek Girl. Foi uma história que me ganhou e deixou um gostinho de quero mais, estou doida pra ler a continuação e saber o que acontece com Harriet e cia. Tem alguém aí que já leu esse livro? Conta para mim, estou doida para saber o que acharam ❤

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha foi postada anteriormente em meu skoob e blog, mas achei legal compartilhar com vocês e claro, com o texto adaptado ❤

Playlist da felicidade ♡ · Spotify · Tags · [Músicas] · [Top]

Playlist da felicidade ♡

Depois daquele texto que postei sobre ser feliz e cultivar good vibes, tive a ideia de compartilhar com vocês uma das minhas playlists. Afinal, tem coisa melhor que música? Eu sou a louca do Spotify, amo criar listinhas musicais e há um tempinho fiz uma playlist super alto astral para me divertir. Todo mundo pode ouvir no carro, enquanto está na internet, faz faxina, etc. Enfim, só tem som maravilhoso que eu amo ❤ Espero que se divirtam muito e que essas músicas animem vocês!

Estou amando postar todos os dias aqui e solta o som, DJ! Bom sábado, amores! Divirtam-se e me contem o que acharam das músicas ❤

Beijos,

Ju!

Autoajuda · Brida (Paulo Coelho) · Editora Planeta · Misticismo · Paulo Coelho · Resenhas · [Editora Rocco] · [Literatura] · [Livros]

Brida (Paulo Coelho)

Cresci lendo as colunas do Paulo Coelho em jornais e pessoas viviam me indicando os seus livros quando descobriam que era devoradora de livros. Eu cresci, nunca li e ouvia muitos comentários sobre as obras do Paulo Coelho. Alguns anos atrás, me deram um exemplar de Brida bem velhinho, com a capa antiga ainda e bateu AQUELA vontade de ler. Enrolei um pouco por causa do TCC, mas no mês passado criei coragem e li. Não poderia ter feito coisa melhor!

O livro conta a trajetória de Brida, uma jovem Irlandesa de 21 anos  que deseja encontrar seu lugar no mundo. Brida está em um processo para se encontrar e quer aprender mais sobre a magia e a wicca. Ela procura o mago de folk, um homem misterioso e respeitado como sábio que a aceita como discípula. No decorrer da narrativa, a personagem descobre que precisa passar por muitos obstáculos e superar os seus medos. O mago explica a garota, que a magia pode ser ensinada através da tradição do sol e da tradição da lua.

Acompanhamos o crescimento da personagem ao descobrir a sua identidade. Brida se encontra na wicca com a ajuda do mago. Juntos, eles aprendem muitas coisas e acabam ensinando um ao outro, coisas que haviam esquecido.

Tenho muitas coisas para falar sobre esse livro e a primeira é que a minha experiência com essa história foi incrível. O livro superou as minhas expectativas. Sempre tive muito receio com literatura de autoajuda e não vou negar, julguei muito. Mas se alguém, algum dia me dissesse que em 2017 leria um dos maiores autores de autoajuda que existe e me tornaria fã dele, riria na cara dessa pessoa. Só que as coisas mudam e como mudam…

Primeiro preciso dizer que o leitor pode ler Brida de diversas formas, assim como fiz. Primeiro como leitora, aberta para a criação de Paulo Coelho, sua ficção, ensinamentos sobre a wicca e lições de autoajuda. Segunda como uma autora de fantasia/ mística; Paulo não cria uma mitologia, mas é interessante como ele conecta a magia a trama, de uma forma que a torna crível para a história, sem soar clichê ou falso. Terceiro como admirador da wicca/ wiccano; eu não sou wicca e desconheço a religião, mas foi bacana ler a respeito, saber mais sobre as tradições do sol e da lua, sobre os rituais e sobre como tudo na vida é importante. O que fazemos aqui, o quanto nos doamos pelas pessoas que amamos, pelas pessoas que ajudamos e etc, tudo isso é válido como experiência e conta muito se você quer encontrar o seu lugar no mundo. Se você se encaixa em alguma dessas opções, acredito que terá uma experiência muito bacana com Brida.

Terminei de ler Brida muito rápido e lamentei muito, porque é aquele tipo de livro que você não quer acabar. A leitura é envolvente, gostosa e o vocabulário do autor e sua linguagem são bem simples, mas que DE forma alguma diminua sua importância. Pelo contrário, isso a torna mais aberta. As mensagens que Brida passa podem não ser novas, pode estar escrito ou dito em algum lugar – como a bíblia – por exemplo, mas é incrível como Paulo consegue atrelar isso a trama de forma única. Sei que Brida não é o livro queridinho de quem curte as obras do escritor, mas mesmo sem ter lido suas outras obras, tenho um carinho imenso por Brida, já que foi o meu primeiro contato com o autor e que ensinou muito sobre literatura, vida, amor e sobre mim mesma. Brida carrega uma dose forte de misticismo, mas não é preciso ser religioso para ler. Só é necessário querer ouvir a história da personagem, que nada mais é do que a jornada do herói, do ser humano pela busca da sua identidade, para ter uma vida melhor e poder fazer a diferença, com boas ações. Para quem não sabe, Brida foi inspirada em uma bruxa que Paulo Coelho conheceu em suas andanças pela Irlanda. O livro foi um sucesso e também foi adaptado para a TV manchete em formato de novela nos anos 90.

Ler esse livro foi uma oportunidade incrível para quebrar preconceitos, iniciar uma nova jornada nesse gênero e por que não com os livros do autor? É um livro que sem dúvidas me transformou e trouxe muitas questões e pensamentos para a minha vida. Brida tem muito good vibes e me foi aquele livro que li feliz da vida, sabe? Trouxe aquele quentinho para o meu coração ❤ Já estou louca para ler O alquimista e o diário de um mago.

Apesar da foto do livro ser da Editora Planeta, li o exemplar da Editora Rocco. Esse da foto bem velhinho e que se tornou meu queridinho. 

E aí, curtiram o post? Não se esqueçam de comentar. Estou amando postar todos os dias, está sendo uma experiência fantástica para mim e espero que para vocês também ❤

Beijos,

Ju.

 

Galera Record · Insaciável · Insaciável #01 (Meg Cabot) · Paródia · Resenhas · Sobrenatural · [Literatura] · [Livros] · [Meg Cabot]

Insaciável #01 (Meg Cabot)

Se tem uma coisa que sempre curti muito foram histórias de vampiros. Sou sim fã de Crepúsculo e todos os livros de vampiros que surgiram na onda sobrenatural de 2010. Já falei aqui antes e vocês devem ter notado, que a maioria dos livros que leio são dessa época e não é à toa.

Insaciável #1 da Meg Cabot faz parte desse hype, mas de uma forma diferente. Como todo mundo sabe, Meg Cabot é autora de séries que amo como Diário da Princesa, A mediadora, etc. Meg é uma autora tão versátil e talentosa que vai do romance histórico para uma comédia sobrenatural sexy como esse livro.

O livro narra a história de Meena Harper, uma jovem roteirista que vive em Nova York junto com o irmão Jon. Ela é cética em relação a assuntos sobre seres sobrenaturais e modas de vampiros. Só que a personagem tem o dom de prever quando alguém vai morrer. É óbvio que ninguém acredita nela e se isso não fosse o suficiente, a protagonista não consegue arrumar um pretendente sem saber como ele vai morrer, o que a torna um tanto quanto solitária. Por conta da audiência interessada nessa vibe sobrenatural, seus chefes decidem mudar o enredo do programa Insaciável que Meena escreve (daí o título do livro). Só que o programa que Meena trabalha não tem nada a ver com essa onda vampiresca que tomou conta dos livros e séries de TV. Acontece que o programa concorrente Luxúria (ri tanto com esse título) está fazendo muito sucesso e é claro que isso é culpa dos sugadores de sangue. Idaí que Meena terá que escrever histórias de vampiros.

Para ela, isso pode ser o fim do mundo. Mas a personagem não contava que sua vizinha fofoqueira Mary Lou, decidisse apresentá-la ao príncipe Lucien Antonesco. De início, ela não curte a ideia, mas quando o conhece, muda de opinião. Lucien é o típico partidão: bonito, rico, atencioso e… príncipe das trevas, o filho do empalador, Vlad, sugador de vampiro!

A partir daí as coisas começam a complicar e Meena se mete em várias confusões por conta do seu amor vampiro (que clichê). Os dois acabam se apaixonando perdidamente, mas no meio disso tudo tem a Guarda Palatina que está atrás do criminoso que anda tirando a vida de jovens inocentes e jogando os corpos em parques a céu aberto. Para complicar a vida dela, entra Alaric Wulf, um caça vampiros lindo só que um tanto intrometido e idiota. E sinceramente, não sei como ele consegue ser um caça vampiro!

A leitura do livro (como todos os livros) da Meg é muito gostosa. Ela consegue amarrar a trama de uma forma que prende o leitor e faz embarcá-lo na viagem junto com ela, rindo, se divertindo e se emocionando. Apesar da história ser sobrenatural, fica bem claro que ele foi criado no intuito de ser quase uma paródia desses livros de vampiros que fizeram sucesso nas costas de Crepúsculo e The Vampire Diaries. Insaciável se encaixa como uma comédia sobrenatural, com cenas sexy, porque afinal, estamos falando de personagens adultos e muitos mistérios. Fiquei bastante surpresa ao constatar o uso da terceira pessoa, porque os romances da Meg são conhecidos – em sua grande parte -por serem narrados em primeira pessoa. Foi uma surpresa e tanto, mas boa. Uma das coisas que mais me encanta na escrita da autora é que ela pode escrever diferentes gêneros, mas ainda assim consegue deixar a marca dela, a sua essência. E isso é fantástico! O livro possui um triângulo amoroso e apesar de ser Team Lucien sem dúvidas (porque o Alaric é um idiota e não dá pra torcer por ele), em alguns momentos torci para a Meena ficar com Alaric. Apesar de ter a minha preferência, a autora nos deixa na dúvida e é bem perceptível que existe uma química entre Meena e Alaric e não faço ideia onde isso vai dar! Confusões a vista, of course. Outra coisa que amei demais é que a história retrata o ambiente de TV por conta das séries que são filmadas e como boa escritora que sou, essas partes se tornaram as minhas favoritas! Adoro quando histórias retratam e mostram o outro lado da vida hollywoodiana.

Me diverti horrores lendo esse livro! Quem leu deve ter notado que há muitas críticas sobre essa moda vampiresca. E muito coerentes por sinal. Acredito que quem for ler, vai se divertir, sofrer e se assustar com os personagens. Acreditem, é uma leitura bem “Meg Cabot” só que mais adulta. Amei o livro e quando vi já estava no fim com direito a um final épico e uma continuação, Mordida. Vou ver se leio em breve, pois estou louca para saber o que vai acontecer com Meena. Quem será que ela vai escolher, Lucien ou Alaric? (Espero que seja o Lucien).

E aí, curtiram o post? Deixem seus comentários!

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha também foi postada no meu antigo blog e skoob. Existem muitos materiais meus espalhados pela web e estou recuperando, (os que mais curti, tem mais a ver com o site e postando aqui), mas claro adaptando de acordo com a minha opinião após releituras. Fiquem tranquilos, pois vamos ter muito conteúdo novo. Já repararam que estamos tendo posts todos os dias, né? Espero que gostem do que está vindo por aí ❤

Contos · Editora Leya · Kelly Link · O estranho mundo de Zofia e outras histórias · O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link) · Resenhas · Surrealismo mágico · [Leitores] · [Literatura] · [Livros]

O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link)

Já fazia muito tempo que queria falar de um dos meus livros favoritos da vida para vocês. Li O estranho mundo de Zofia e outras histórias da Kelly Link, publicado pela Editora Leya há alguns anos e ele é incrível por 1.234.234 de motivos. Lembro que não consegui tirar os olhos dele desde a primeira que o vi, justamente por causa dessa capa maravilhosa. Quando vi a recomendação de Neil Gaiman e descobri que o livro tinha uma vibe meio Alice no País das Maravilhas, Sandman e Noiva – Cadáver, não pensei duas vezes e adquiri.

Primeiro você precisa saber que O estranho mundo de Zofia e outras histórias é um livro de contos e eles não são muito comuns. Acontece que Kelly Link trabalha com o surrealismo mágico, gênero que Neil Gaiman gosta de brincar e digamos que é necessário estar “um pouco fora da casinha” para entrar nas histórias desse livro. Mas depois que iniciado, não tem volta, porque a leitura é divertida e muito viciante.

Os contos seguem a linha do surrealismo fantástico com pintadas de humor negro. Pense em “Os fantasmas se divertem”,” O estranho mundo de Jack” e adicione doses de fantasia, filmes trash e filmes B dos anos 80. Foi assim que O estranho mundo de Zofia foi construído.

O livro começa com o conto chamado “A bolsa mágica”. Na história somos apresentados a Zofia (a do título) e morremos de rir com ela. Essa personagem tem todas as características que mais amo em personagens: Zofia é uma avó meio louca e mística que conta histórias sem noções do lugar que veio para a neta. Extremamente surpreendente. A gente termina o conto com o coração quentinho, com vontade de saber mais sobre e felizes de poder ter conhecido Zofia.

Outro conto que chamou a minha atenção foi “Animais de Pedra”. É bem perceptível o quanto o livro Alice no país das maravilhas foi uma grande inspiração para a autora. Diria até que Kelly quis fazer uma homenagem e foi muito feliz ao fazer isso. Nesse conto, coelhos gigantes ameaçam e protegem a família que reside na casa, onde aos poucos seus objetos e eles próprios começam a ficar “assombrados”.  Talvez fique confuso para quem ainda não leu, mas depois de ler esse conto, vocês vão rir e entender do que essa expressão se trata lol.

Apesar de ter um enredo extremamente fantástico, Kelly Link compõe os personagens de uma forma simples, ao mesmo tempo de forma única e comum, que faz com que a gente se identifique, como por exemplo, no conto “Magia para iniciantes” que é sem dúvidas o meu conto favorito de todo o livro e narra a história de um grupo de amigos apaixonados por um programa de TV em uma emissora pirata no qual a personagem principal é uma raposa e ninguém nunca viu os atores. Esse programa passa todos os dias em um canal diferente e eles precisam se aventurar para descobrir em que canal se passa e etc. É muita loucura, mas uma loucura gostosa com aquele clima de amizade e descobertas. Outro conto favoritado é o“O Hortlak” que me fez lembrar os filmes dos anos oitenta e os personagens sem noção daquela época: jovens descompromissados e em busca de aventuras e adrenalina. Várias vezes enquanto lia o livro, as histórias me lembravam um cenário meio apocalíptico e lúdico tipo o Apocalipse Zumbi.

Quando terminei de ler, bateu aquela saudade e senti muita vontade de ler histórias estendidas de alguns contos como “Mafia para iniciantes”,  “A bolsa mágica” e “O Hortlak”. O universo que Kelly Link cria é muito rico, desconstruído e a autora acaba trazendo uma nova linguagem e roupagem para algumas mitologias. E seria muito interesse ler mais a respeito disso. Me identifiquei muito com a escrita da autora, pois achei a sua escrita e atitude originais. Curto muito escritores que se desafiam e fogem do lugar comum. Acho que falta muito isso em todos os cenários e gêneros da literatura. Existe um enorme espaço e devemos nos aproveitar isso. O estranho mundo de Zofia e outras histórias é uma viagem do início ao fim. É um livro de contos altamente psicodélicos que não seguem a narrativa comum e que foi escrito para ser assim. Aqui não vai encontrar mocinho, vilão e um caso que deve ser desvendado. As situações e histórias se desenrolam de forma completamente diferente e… estranha!  Essa é a essência de O estranho mundo de Zofia.

Li muitas resenhas e poucas pessoas conseguiram captar o espírito da coisa. Normal. Acredito que muitos leitores estejam acostumados com histórias que possuam início, meio e fim e mocinhos e vilões.  Não é o caso desse livro. Para ler um livro de surrealismo mágico é necessário que o leitor desconstrua a noção de narrativa que possui e deve se abrir um pouco para uma coisa nova e mágica. Que fique claro, ninguém é obrigado a ler, mas fica a dica para quem quer conhecer.

Se você é um leitor que não curte leituras ou histórias inovadoras, vá preparado para ler o livro. Te garanto que a história é extremamente diferente e encantadora. Mas se você é um leitor que como eu, não tem medo de se arriscar, que gosta de conhecer coisas novas, Neil Gaiman, Tim Burton, filmes trash e anos 80. Olha, acho que vai pirar!O que mais me atraiu nesse livro sem dúvidas é que a autora é dona de uma personalidade e criatividade ímpar. Quero ser como Kelly quando crescer. Ela roubou o meu coração e minha alma!

A Kelly tem um conto em “O presente do meu grande amor” que ainda não li e infelizmente não têm outros materiais por aqui. No Goodreads é possível encontrar vários e o perfil da autora. Quem quiser me adicionar por lá, fique a vontade. Estou louca para ler Stranger things happen. Em inglês mesmo, porque só se encontra disponível assim.

Espero que tenham gostado do post e quero saber o que acharam, me fale nos comentários. Beijo grande e até o próximo post.

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha foi postada no meu antigo blog e no meu skoob, achei ela muito boa e decidi reproduzir aqui. Mas claro, com algumas atualizações por conta das minhas releituras desse livro 🙂 

99 fear street · A hora do arrepio · Clube do terror · Contos de Terror · Episódio piloto raro da série Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street) por R. L. Stine · Fantasmas da rua do medo · Fear Street · Fox Kids · Ghosts of Fear Street · Goosebumps Horrorland · Goosebumps series 2000 · Midnight Society · Rua do Medo · Sobrenatural · The Nightmare Room · TV · [ The Haunting Hour] · [Anos 90] · [Fantasmas à solta] · [Filmes] · [Goosebumps] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Séries] · [Terror]

Episódio piloto raro da série Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street) por R. L. Stine

Fantasmas da Rua do Medo é uma série de livros do meu escritor favorito R. L. Stine. Caso alguém aí não saiba, Stine é autor de várias séries de livros que foram sucesso nos anos 90 e foram adaptadas para TV e recentemente no cinema. Ele escreveu Goosebumps, Goosebumps Horrorland, Goosebumps series 2000, Fantasmas à solta, A hora do Arrepio e Rua do Medo. E é essa última série que originou o spin off “Fantasmas da Rua do Medo”. De todos as séries, esse é ainda a única que não li .Ainda. Fantasmas da Rua Do Medo segue o caminho da Rua do Medo, que se passa em Shadyside. Diferente da Rua do Medo, que se concentra em uma trama sombria com espaço para suspense, enigmas e mistérios, notei em minhas pesquisas que Fantasmas é uma série mais fadada a eventos sobrenaturais e para um público mais teen. Se você já leu algum livro da Rua do medo, sabe que é uma trama mais young adult. Tanto que também inspirou outro spin off “99 Fear Street” que R. L. Stine assina, mas não escreveu. Parece que ele só escreveu um volume, que é o primeiro. Porém é tudo creditado a ele, porque o universo é dele. É uma série mais adulta e apesar de não ter curtido o fato de não ter escrito por Stine, ainda assim pretendo ler. Eu tenho muita vontade, pois foi super recomendado.

Como sou muito curiosa com as obras do Stine, pesquisando na internet achei esse episódio piloto e raro de Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street). Acredito que quase ninguém conheça e nem tenha passado na TV. Episódios pilotos geralmente são gravados e só depois de serem aceitos pelos produtores e pelo público (convidado a assistir) é liberado para o grande público. Não sei se foi por causa do público ou patrocínio, mas o projeto não foi para frente. Ainda assim, fiquei feliz porque se tinham interesse em adaptar a série spin off da Rua do Medo, seria bem possível adaptar a série mãe para a TV não é mesmo?

E eis que em Fevereiro, sir R. L. Stine me posta essa foto no facebook. OMG! Seria possível então a Rua do medo ser adaptada para a TV ou filme? Muitos mistérios, mas tenho fé de que esse ano teremos novidades. E espero que as melhores possíveis. R. L. Stine é um autor muito criativo, têm muitos livros e com uma linguagem ótima para roteiro. Nos resta torcer! Sobre o episódio piloto, curti muito. Achei que tem bem a cara da série e em alguns momentos me lembrou Goosebumps por conta da inserção dos elementos trash. Só que ainda assim, tem alguma coisa ali de diferente que caracteriza a série com personalidade própria.

E aí, curtiram? Espero que sim! Não se esqueçam de deixar um comentário e nos vemos no próximo post.

Beijos,

Ju

Bem - vindo à casa dos mortos · Brian James · Cidade Fantasma · Galera Record · Líderes de torcida · Louras Zumbis · Louras Zumbis (Brian James) · Resenhas · Sobrenatural · Welcome to dead house · Zumbis · [Goosebumps] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Terror]

Louras Zumbis (Brian James)

Atenção, essa resenha possui spoilers. Se não leu, volta depois. Se já leu ou quer saber mesmo assim, leia por sua conta e risco. 

Já fazia muito tempo que queria ler Louras Zumbis. Vários booktubers e blogueiros que sigo e possuem um gosto literário parecido com o meu, tinham falado tanto que coloquei na cabeça que tinha que ler de qualquer jeito por dois motivos: 1) zumbis e 2) cidades pequenas. Depois de ver a resenha do Rubens do Ler Vicia, tive certeza e comprei por 10 golpinhos na amazon.

Louras Zumbis narra a história de Hannah Sanders, aluna do 2º ano que vive mudando de cidade, por conta da vida financeira do pai que os impedem de se fixarem e criarem laços nos lugares. A história se inicia quando os dois se mudam para Maplecrest, uma cidadezinha pequena que nunca ouviram falar.  Ao chegar na cidade, Hannah se depara com um local repleto de pessoas muito bonitas e várias casas com placas de “vende-se”. A garota observa em seu primeiro dia de aula que as populares são louras, lindas, bem sucedidas e todas têm um nome que começa com a letra m: Morgan, Meredith, Miranda e etc. Elas são líderes de torcida e chamadas de “Esquadrão da morte” como Lukas, seu único amigo da escola conta. E o garoto alerta para que ela tome cuidado, pois são muito perigosas. Com o passar do tempo, o amigo conta que as líderes de torcida são zumbis. A personagem é claro ignora os avisos do amigo e isso dá início a uma reviravolta na trama.

Em diversos momentos, Louras Zumbis me lembrou a série de livros Goosebumps, mas precisamente Bem – vindo à casa dos mortos. Os dois se passam em uma cidade pequena e estranha e tem esse clima meio apocalíptico, cheio de suspenso. São cenários muito weird e falam sobre zumbis. Uma das coisas que mais gostei do livro foi a forma como Brian conduziu e desenvolveu a história. Ele deu espaço para a criação da atmosfera que foi muito importante para a ambientação de Louras Zumbis por conta desse cenário esquisito e o desenvolvimento dos personagens, o que fez com que me envolvesse com os personagens, o que foi ótimo e me fez duvidar várias vezes da identidade das meninas zumbis. Eu queria chacoalhar Hannah e abraçar Lukas. Em vários momentos pensei que ela não merecia a amizade dele, pois caramba, que personagem teimosa. Daí lembrei que Hannah é adolescente e o que esperar nessa idade, se não apenas a preocupação com o seu próprio mundo né? #normal. Isso sem contar o romance com o Greg, que foi total perda de tempo e foi a única coisa que não gostei na história. Outro ponto que vale a pena ressaltar e foi um dos pontos mais altos da trama, foi o final destruidor que me deixou dividida. Que plot twist foi aquele??? Metade de mim odiou e a outra metade amou. Odiei ver o Lukas morrer, pois me apaguei a ele. Lukas era o personagem consciência, o único que prestava naquele lugar e me senti idiota por não ter notado o final desde o inicio. Era claro que ele morreria, só eu que não quis ver. Ao mesmo tempo, achei incrível a jogada que o autor fez ao colocar um final destruidor e abrindo gancho para continuações e infinitas possibilidades.

Brian James fugiu do lugar comum e fez isso de forma impecável. É claro que notei as sacadas e tiradas que ele fez, como adaptar o “apocalipse zumbi” em uma cidade pequena e fantasma. Maplecrest é a própria alegoria e metáfora de tramas de zumbis, assim como a cidade de Darkfalls de “Bem – vindo à casa dos mortos” do R. L. Stine que também criou o apocalipse zumbi em uma cidade pequena e estranha. Essas cidades representam o vazio após os ataques, o que resta depois de toda a guerra. Esse foi um dos pontos que me faz amar Louras Zumbis que possui uma narrativa eletrizante. Entrou para a lista dos meus livros favoritos e me tirou de um bloqueio literário e criativo de semanas. Leiam esse livro e não se esqueçam de comentar. Quero saber o que acharam 🙂

Beijos,

Ju

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6 livros darks para ler

Olá pessoas, tudo bem? Olha só quem apareceu aqui mais de uma vez no mês. Pelo visto temos um milagre, não é mesmo? Isso se deve a saudade que estava de postar e compartilhar minhas paixões por aqui. Apesar da correria, os mil cursos que estou fazendo e o trabalho que não para nunca (graças a Deus), consegui voltar com o site e  tem muita coisa legal vindo por aí ❤

Foi então que tive a ideia de falar sobre 6 livros darks que eu amo, sou muito fã e que só acho que quem curte esse tipo de literatura não pode perder. Preparados? Então vamos para o nosso top 6!

Morto até o anoitecer (Southern Vampire Mysteries #1/ Sookie Stackhouse #1) Charlaine Harris: É o primeiro livro da saga de livros que inspirou a série de tv True Blood. Eu sou muito fã de TB e quando descobri sobre os livros, surtei e fui correndo ler. Para a minha surpresa, os livros são mil vezes mais incríveis que a série. A narrativa de Charlaine é muito fluída, gostosa e dark. Os livros têm poucas diferenças em relação a série, acredito que a partir do segundo volume, as diferenças entre livro x série se tornam mais drásticas, mas ainda assim vale a pena ler, devorar e enaltecer essa obra prima do sobrenatural. Assim como na TV, a série de livros narra a vida de Sookie e a pacata cidade em que vive, após a chegada de Bill Compton, um vampiro muito misterioso. Como todo mundo sabe, a existência de vampiros é conhecida por todos, graças a bebida True Blood que permitiu a convivência “pacifista” entre as duas raças. Entre aspas, pois com a chegada de Bill, serão feitas muitas descobertas e segredos serão revelados. Arrepiante!

Finalmente Famosa (Mayra Dias Gomes): O livro narra a história da estrela Sophia Young, uma atriz de cinema que enfrenta o fracasso após um escândalo envolvendo o ex – marido. Após sair da prisão, ela vai morar em um prédio na calçada da fama que abrigou artistas do cinema mudo e dizem ser mal – assombrado. Sou muito fã da Mayra desde a adolescência e fiquei muito feliz de vê-la seguindo o caminho do terror. Li FF muito rápido, a história é muito bem estruturada, envolvente e sinistra. É uma narrativa viciante. Mayra se inspirou em um caso real, envolvendo o assassinato de sua vizinha e visitou lugares mal – assombrados de Los Angeles para construir a história. Lembro que quando terminei o livro, fiquei dividida entre o êxtase e o choque, foi surpreendente! Já estou aguardando os próximos livros de Mayra e sonhando ( por que não?) com uma possível adaptação. O livro daria um ótimo filme! De todos os livros, esse é o mais assustador, principalmente por conta do flerte com a realidade envolvendo a inspiração e as pesquisas para o livro. Mayra têm histórias sinistras de bastidores de assustar até descrente.

Maya Fox (A Predestinada) de Silvia Brena e Iginio Strafii: Esse livro conta a história de Maya Fox, adolescente gótica e revoltada, que perdeu o pai, tem uma difícil relação com a mãe e tem o dom de conversar com os mortos. No decorrer da história, descobrimos que um serial killer está atrás dela e uma poderosa profecia que anuncia o fim de 2012, coloca o mundo em perigo. Maya terá que correr contra o tempo, uma ameaça fantasma e todos os problemas comuns da adolescência. Para mim esse livro era uma duologia, mas pesquisando para esse post, descobri que se trata de uma trilogia. Li algumas resenhas que teve uma galera que não curtiu o livro, mas apesar de nem terminado o segundo ainda, achei o primeiro MUITO bom. Tem uma premissa boba, mas a narrativa é gostosa e devorei o livro muito rápido. A história tem um clima dark muito forte, por causa do clima de fim do mundo e da própria personagem. Definiria como uma leitura creepy. Mesmo com um universo adolescente como fundo, o livro aborda reflexões muito bacanas sobre amor e perdão.

Formaturas Infernais é um livro de contos com a participação de Meg Cabot, Stephenie Meyer, Michele Jaffe, Kim Harisson e Lauren Myracle. Todo mundo já deve ter ouvido falar dessa antologia de contos que fez bastante sucesso naquela onda de livros sobrenaturais que surgiu em 2010 (sdds). O livro é incrível, acredito que deve ser o melhor dessas coleções infernais. Tem de tudo um pouco: universo adolescente, comédia, suspense, mistério e muito terror. O livro tem uma narrativa fluída e é beeem dark. O meu conto favorito é o mais assustador sem dúvidas! Estou falando de O buquê da Lauren Myracle. Li uma vez que o conto foi inspirado em A pata do macaco de W. W. Jacobs. Ele é simplesmente assustador e MUITO dark. Ao lado de Finalmente Famosa, o conto entra para a lista dos mais assustadores. Também sou muito fã de A filha da exterminadora da Meg Cabot que tem uma linguagem super gostosa, tem muito a cara da Meg que vai da comédia ao sobrenatural de forma surpreendente. O conto poderia fácil fácil virar série de livros. Sonho antigo! Inferno na terra da Stephenie Meyer é surpreendente e assustador, nunca imaginei que ela escrevesse algo no estilo. Para o padrão Meyer, o conto é bem dark. Também amei Salada mista da Michelle Jaffe, tem um clima de “tudo pode acabar”, espionagem e mistério que amei demais. Esse livro está super recomendado e não se engane com a “capa jovem”, porque surpreende muito.

A canção do súcubo (Richelle Mead) é a série de livros da Richelle menos famosa, mas tão boa quando Vampire Academy. O livro narra a história de Georgina Kincaid, uma súcubo que trabalha em uma Livraria e é fã do escritor Seth Mortensen, mas não pode tocá-lo, pois  senão… é vocês sabem. Apesar de ser um livro dark, a leitura é divertida por conta da personagem e sexy, é claro. Como ela é uma súcubo, o livro tem muitas passagens eróticas e apesar de não curtir o gênero, as cenas são coerentes com o universo da história. O livro tem uma linguagem muito gostosa e envolvente. É uma daquelas séries sobrenaturais que quando a gente menos percebe está viciado. Tenho todos os 6 livros, mas ainda não tive coragem de terminar, porque sou muito apaixonada pelos personagens

 

Dezesseis Luas (Beautiful Creatures #1) da Kami Garcia e Margaret Stohl: Esse é o primeiro livro da série que narra a história de Ethan, que vive em uma pequena cidade do sul nos Estados Unidos e é perturbado por sonhos estranhos desde que perdeu a mãe. Seu pai se isolou do mundo após a perda e sua vida muda por completo, quando Lena Duchannes chega na cidade. Ela é uma adolescente sombria que luta contra uma maldição que cerca a sua família e é claro que os dois vão se apaixonar. Essa é uma das minhas séries favoritas e é repleta de criaturas sobrenaturais e uma mitologia maravilhosa e inovadora. O livro é VICIANTE e a história super envolvente. A série conta com 4 livros, acho que 1 spin off e lançaram um filme que foi inspirado na série. Só que o filme é ruim, mudou completamente a história, foge da narrativa e não indico para ninguém. BC é o tipo de saga que poderia ser adaptada para série do Netflix. O livro é muito dark e fala de um universo que amo: magia ❤

Espero que tenham curtido o post e o meu retorno! Vocês já leram algum desses livros? Me contem nos comentários o que acharam. Se vocês curtirem, posso fazer post de cada um desses livros em breve. Nos vemos no próximo post 🙂

Beijos,

Ju.

Sobre jornada, destinação e se permitir mudar · [Crônicas]

Sobre jornada, destinação e se permitir mudar

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Já faz muito tempo desde a primeira vez que tive a ideia de escrever sobre isso. Esse textão está rondando a minha cabeça há muito tempo, mas acho que precisava compreender muitas coisas antes de transformá-lo em palavras.

Queria muito dizer que esse texto não é apenas “sobre mim”, por mais que tenha a minha perspectiva pessoal, mas ele é sobre nós, sobre todo mundo.

Muitas coisas aconteceram nos últimos tempos e preciso dizer que mudei. Uma mudança gradativa, como as ondas que quebram na praia em um gostoso fim de tarde.

Acho que chega uma hora que dá um start dentro da gente, que faz todas nossas ideias se revirarem e nossos pensamentos são chacoalhados como se estivessem dentro de um liquidificador. E eu aprendo todos os dias, não me canso de aprender.

Nós sempre achamos que somos nós mesmos, que temos personalidade, que nos descobrimos, mas a verdade é que a vida é uma eterna desconstrução, um eterno aprender e mutar-se. E que bom é assim. Infelizmente o cotidiano, as pessoas, o mundo, a sociedade, os padrões nos corrompem e às vezes nos afastamos da nossa essência. E demorei bastante pra notar isso. Mas não tarde demais.

Quem me conhece há muito tempo sabe que sempre fui uma pessoa muito sonhadora e que minhas conquistas são todas resultados de todo o trabalho e empenho que tive para chegar onde estou (a faculdade de Letras, o Novos Escritores, meu livro Maratona Do Terror). Por mais que alguns desses sonhos não façam mais parte de mim, eu sonhei e trabalhei muito para chegar até lá. Só que no decorrer do caminho, me perdi. Amizades tóxicas, desencontros e problemas que me cegaram ou apenas a “vida adulta” que começou a me mostrar tudo de um jeito diferente. Infelizmente quando isso acontece a gente demora bastante pra perceber.

Eu não parei de acreditar em sonhos, mas passei a acreditar que muitas coisas interferiam. Coisas de adulto que não deveriam estar na minha cabeça. Isso me enfraqueceu demais. Infelizmente passamos por uma época na qual virou moda “estar na bad”, “querer estar morta”. Não me leve a mal, nem todos os dias estamos sorrindo. Tem dias que fracassos ou notícias ruins acontecem e às vezes eles são necessários para o nosso amadurecimento, para que a gente possa chegar aos dias bons.

E apesar de nunca ter desistido dos meus sonhos, perdi a conta das vezes que pessoas diziam ver um chamado pra mim. Diziam que eu escreveria histórias, que inspiraria pessoas, que mudaria a vida delas e em todas elas, fugi desse assunto. E eu nunca entendi o motivo. Sabia que tinha muito medo, mas não entendia. Era o mesmo medo que tinha quando me deparava com o filme “sempre ao seu lado” ou “ a procura da felicidade” e os livros do Nicholas Sparks que sempre evitei.

No fundo sabia que meu chamado estava ali, que eles tinham a mesma essência que carregava, que tinha tanto medo de me deparar e me quebrar novamente.

Não foi fácil perceber isso. Foi preciso que eu batesse de frente com vários sentimentos e confrontasse a mim mesma. Nessa busca, descobri que amo literatura autoajuda, coisa que sempre achei odiar. Descobri que posso ser uma escritora de terror e usar roupas coloridas, tá tudo bem. Descobri que também posso escrever outras histórias, as pessoas mudam. E aí entram as pessoas, porque elas nunca entendem. Elas sempre questionam a sua mudança. Mas por quê? Como assim? Existe uma certa recusa em aceitar e eu sei que vai ter muita gente que não vai acreditar, mas não cabe a ninguém me julgar. Eu sou eu, você é você.

Demorei a perceber que tenho uma missão por aqui e agora eu sei. Nessa busca, compreendi que infelizmente o mundo está recheado de pessoas que só enxergam o lado ruim. Entendi que as críticas estão fora de controle, pois perderam o foco e pararam de se importar com quem recebe do outro lado. Você percebe quando tentam criar confusões e te colocar no meio. Você é apenas o alvo para dissimular ódio ou magoar alguém, que nem era a sua intenção quando teve aquele pensamento aleatório. E não, não adianta de nada essa mudança ser de fora pra dentro. Não é ser good vibes por fora e torcer pra alguém se dar mal por dentro. Não é fingir ser alguém que você não é. Você pode enganar muita gente, mas não o universo. Ele reconhece. É a felicidade genuína pelo próximo, é a empatia e o foco em si mesmo.

Há quem acredite que histórias são apenas histórias, que não carregam nada por trás. Mas há sim, muita coisa por trás. É quando você lê sobre a morte de um trabalhador, que teve sua vida interrompida de forma bruta e injusta, que você se pergunta o que pode fazer para melhorar o mundo. É quando você vê uma possível guerra se formando, que se pergunta desesperadamente como pode ajudar pessoas a mudar. É quando vê uma legião de jovens desanimados e sem perspectivas que você compreende que não escreve apenas por acaso. A vida é muito curta para desperdiçar com medo, preocupado com sentimentos e vibes erradas. O mundo já tem pessimistas demais e não vou ganhar nada sendo mais uma. Infelizmente esse perfil de pessoa é um dos piores, porque não basta ela não acreditar em si mesma, ela ainda quer desestimular os outros. Se depender de mim, não mais. Escrevo sim, porque preciso escrever. Mas agora compreendo que estou aqui para inspirar pessoas, dar o melhor para elas, não deixá-las perderem a fé (independentemente no que acreditam), diverti-las e mostrar que acreditar em sonhos são possíveis. Basta acreditar não apenas por fora, mas por dentro também e lutar por isso. E é o que farei até o fim. Do terror ao romance, estarei aqui contando histórias para inspirar e motivar pessoas, que é a minha missão nessa vida. Isso é muito maior que eu.

“O universo conspira a favor, de quem não conspira contra ninguém” 

E como falei ali em cima, isso não é apenas um texto pessoal. Isso também serve para um professor que deseja inspirar seus alunos, para uma mãe ou família que deseja inspirar seus filhos, para um chefe que queira motivar a sua equipe. Ou para você que pode estar passando por uma fase difícil. Não estamos aqui por acaso, façamos por merecer cada segundo. Principalmente por aqueles que não estão mais aqui e gostariam de poder fazer a diferença. Faça por eles também ❤

Sei também que meu texto é utópico, pois bem, essa é a MINHA utopia. Essa sempre foi a minha e sempre vai ser. Tentaram destruir meus sonhos e quase conseguiram, mas alguma coisa dentro de mim não deixou. Eu prefiro acreditar no impossível que rege a minha vida, eu quero.

Eu tô muito feliz de poder falar sobre isso. Não tem mais treta, não mais amizade tóxica, não mais derrota, nem fracasso. Espero que não estranhem as mudanças, o conteúdo que teremos aqui para frente. O que importa é que estou feliz de poder dividir isso com todo mundo e muito grata por poder mudar. Eu só quero compartilhar amor. E se você vem pelo bem, vai ser muito bem vindo. No final das contas, é tudo sobre o amor.

E como presente, deixo Malibu para vocês. Uma canção que tem muito do que estou vivendo. Quem diria eu e Miley estaríamos passando pela mesma fase, hein? ❤ Mas sobre Malibu e essa nova fase da Miley, volto com outro post.

Mil beijos,

Juliana