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Griff, o invisível

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Caso vocês não saibam, sou completamente apaixonada por filmes indies, alternativos, aqueles bem trash que grande parte do público gosta de falar mal e criticar os efeitos. Eu sou aquele tipo de fã que revira lojas e internet procurando o filme que todo mundo ignora. E foi em uma dessas madrugadas da vida navegando pela internet que encontrei o filme “Griff, o invisível”. Por ser muito fã de super heróis, corri para baixar, mas só encontrei disponível no site do Filmes Online e como não sou boba, nem nada assisti.

Griff, o invisível conta a história de Griff (dãh), um rapaz que durante o dia leva uma vida entendiante em seu escritório e durante a noite gosta de ser de super- herói. O protagonista é uma figura encantadora. Ele é o tipo de cara super inteligente, esforçado e incompreendido.  Sim, ele é um nerd e sofre bullying em seu trabalho por ser muito tímido e não levar jeito com as mulheres. Ele mora sozinho e insiste em ser super- herói, mesmo que suas tentativas sejam falhas. Griff é uma pessoa obstinada que quer fazer a diferença no mundo e isso só faz aumentar a admiração por ele. No meio do caminho, ele conhece Melody (Maeve Dermody – uma versão da Fiona Apple mais nova) com quem acaba tendo uma química e se apaixonando.

grifeeee

O filme apesar de ser sobre super- heróis, tem um quê de comédia romântica e ficção científica. Lançado em 2010, retrata bem os conflitos de Griff e de grande parte da humanidade. O que mais me encantou neste filme é a forma como abordaram a questão do bullying (que também sofri) e de como o dia a dia nos transforma em invisíveis para as outras pessoas que se concentram mais em si próprios, deixam de olhar para o lado e enxergar os problemas das outras pessoas.

A entrada de Melody na vida de Griff representa o começo de uma nova vida para o personagem. Ela que também é uma garota inteligente e incompreendida pelos pais, deixa o namoro com o irmão de Griff para trás e corresponde aos sentimentos do super- herói. Melody compreende Griff melhor do que ninguém. É aqui que entra a parte de comédia romântica, os dois entendem um ao outro e conhecem os seus sonhos. Por serem jovens muito inteligentes e tímidos, têm pouca experiência em romance, o que garante muitas risadas – Eu dei muitas risadas durante o filme, diga-se de passagem. Griff e Melody possuem uma ingenuidade cativante e meiga, o romance deles é fofo e fiquei envolvida com o casal. É tão bom assistir um filme e se ver de alguma forma nos personagens. Como se não estivéssemos sozinhos.

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Griff então consegue realizar o sonho de ser super – herói ao lado da namorada Melody e consegue fazer a diferença no mundo. Ganha a confiança do irmão que não o levava a sério e passa a se impor mais, administrando a sua timidez com o lado heroico. Outro ponto positivo da trama que me chamou a atenção foi que o protagonista não deixa de ser tímido, mas nem por isso é inseguro. Ao contrário, mostra estar mais confiante mesmo que tímido. Gostei também do filme não ter tantos efeitos especiais. Não é por se tratar de um filme de super-herói que precisa ter grandes efeitos. É possível ter um filme sobre o tema e trazer grandes questionamentos.

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Levei um grande susto quando vi quem interpretava Griff. É o ator lindo Ryan Kwanten que interpreta Jason Stackhouse em True Blood. Ele é o irmão da Sookie Stackhouse, galinha e um dos mais cobiçados da cidade. Imaginem a minha reação ao vê-lo interpretar um personagem completamente diferente do que estou acostumada a ver? Sim, sou fã de True Blood *–*. Parece que o filme foi antes ou no início da série quando o ator não era muito conhecido.  Pelas reportagens que li a respeito, o filme não bombou lá fora. Por ser um filme indie, consegue flertar com vários gêneros e trazer um reflexão no final. Se alguém me perguntasse do que se trata esse filme, diria que ele é muito mais do que super- heróis. Griff, o invisível é uma história de amor, reviravoltas e sonhos.

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