O mistério do “quem matou quem”

Descobri Agatha Christie com uns 13 anos ao ler Mansão Hollow, emprestado da minha melhor amiga. Na época, lia um livro atrás do outro e me lembro que já tinha devorado todos os Harry Potter’s lançados e também tinha relido. Até então, Harry Potter era caso de amor platônico e nenhum outro autor conseguia me fazer sentir o que senti ao ler a saga da J. K. Rowling. Acontece que sempre odiei ficar sem ler alguma coisa, como só tinha treze anos e não tinha grana para comprar livros, pegava alguns emprestados com as minhas amigas. Foi aí que naquele ano, teve um feira de livros na escola;  eu e minha melhor amiga encontramos Mansão Hollow da Agatha Christie e nos apaixonamos. Foi caso de amor à primeira vista. O livro que tinha capa dura, anunciava uma história sombria e meio dark.

O CULPADO lindo e maravilhoso <3
O CULPADO lindo e maravilhoso ❤

E adivinha quem sempre adorou esse tipo de história? Sim, eu mesma. Eu só não contava com algumas coisas:

1 – Eu não tinha dinheiro e ganhava muito mal uma mesada.

2 – A mãe da minha melhor amiga ser uma das maiores fãs da Agatha Christie e minha melhor amiga acabar comprando o livro.

A questão é que não me lembro se fui eu ou a Ívina – vulgo BFF – quem leu primeiro, mas li Mansão Hollow logo depois dela comprar e quando olho para trás, vejo um divisor de águas na minha vida: Juliana sem Agatha, Juliana com Agatha.
Posso dizer com certeza que a minha vida nunca mais foi a mesma depois daquele livro. Lembro que senti como se alguma coisa dentro de mim vibrasse, pela primeira vez depois de tanto tempo senti aquela sensação gostosa como se estivesse lendo Harry Potter e foi ali que descobri que Agatha dividiria o meu coração com J. K numa boa e sem rivalidades. Mais tarde, descobri que essas sensações gostosas só acontecem quando lemos o nosso livro favorito.
Como a mãe da minha melhor amiga era a maior fã da Agatha, assim que terminei Mansão Hollow foi um pulo para ler as outras histórias. E não demorou muito para que começasse a pegar emprestado os livros da Agatha Christie com as mães dos meus amigos. Eu lia os livros em menos de três dias, simplesmente não conseguia parar de ler. Eu me apaixonei por aquelas tramas, clima de mistério e não tive escolha, segui em frente com essa paixão. Não sei explicar o que exatamente me fascinou no universo da dama do romance policial, mas analisando agora, provavelmente o “quem matou quem” foi o que pesou. Agatha escreve maravilhosamente bem e é claro que vou falar isso, já que sou fã assumida, mas a questão é que a autora consegue nos envolver de uma forma e  prender a nossa atenção sem deixar pistas de quem é o assassino. Eu nunca consegui acertar um assassino das histórias dela e olha que já li muitos livros. E o mais engraçado é que isso não me deixa chateada, ao contrário, isso me anima a ler os outros livros dela. Só me aconteceu uma vez de chegar bem perto e foi em o Assassinato do expresso do Oriente que aliás é o meu preferido. Você deve pensar que por conta disso sou uma grande fã de romance policial. Pode se dizer que sim, mas nenhum outro autor do gênero conseguiu me fazer sentir o que senti com ela. Já li outros romances policiais e a maioria não gostei. Na minha cabeça, só existe Agatha no universo policial. Outro autor que gostei muito e que pretendo ler mais é o Marcos Rey que pude ler na escola. Ele foi o que chegou mais próximo do que senti com Agatha.
Uma das minhas maiores dores é que a linha de livros sobrenaturais da Autora não tenha vindo para o Brasil. Fiquei sabendo que a fama dela no universo policial é tão grande que os Editores tem receio de comprar a linha Sobrenatural, o que é uma pena. Não tenho dúvidas de que os livros devem ser tão bons quanto os policiais.
Faz alguns anos que comecei a colecionar os livros da Agatha e quem me conhece, sabe o quanto sou louca por ela e que não vou desistir enquanto não tiver todos. O mais desejado é o noite das bruxas. Me lembro que quando descobri que Agatha escreveu sobre bruxas me senti em um natal particular. O livro que mais odiei foi Cai o pano, por motivos óbvios (quem leu sabe do que estou falando). Li as histórias da Miss Marple, outra protagonista que aparece nas histórias  e amei tanto quanto as histórias do Hercule Poirot; o detetive mais querido de toda a literatura.
Sempre que penso na Agatha, penso no quanto me influenciou. Se não fosse por ela, talvez nunca tivesse passado pela minha cabeça em ser escritora. Não descarto a ideia de escrever um romance policial em algum dia, é claro que a cobrança é grande, mas só vou publicar se sentir vontade. Adoraria tê-la “conhecido”, é bem evidente que ela era uma mulher a frente do seu tempo. A biografia da escritora é repleta de mistérios como o caso em que ficou três dias desaparecidas. E só isso, vale muito algumas viagens na TARDIS para quem sabe esbarrar com ela por aí. Aliás, quem é fã de Doctor Who, sabe que ela aparece em um episódio da 4ª temporada. Quando assisti, me senti feito criança em festa de aniversário ganhando presentes.
Então, leiam Agatha Christie. Tudo sobre ela. Não é a toa que ela ganhou uma estátua na Inglaterra e é chamada de Dama do romance policial. Se você começar a ler, nunca mais vai querer parar. A verdade é que ninguém resiste a um bom suspense.

AC

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2 comentários sobre “O mistério do “quem matou quem”

  1. Eu sou fã da Agatha Christie. Acho ela fantástica. Tenho vários livros dela. Já li mais de 15 livros dela. Inclusive, o meu primeiro livro dela foi “O Caso dos Dez Negrinhos”, que é fantástico. Adorei a postagem. Beijos.

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