A Desconstrução De Mara Dyer falhou

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Um grupo de amigos… Uma tábua Ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente perturbada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la….

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A Desconstrução de Mara Dyer de Michelle Hodkin publicado pela Galera Record foi uma das minhas primeiras leituras do ano. Já fazia um tempo que estava querendo ler, mas depois de uma tentativa na época do TCC acabei abandonado o livro. Até que decidi aproveitar o mês de Janeiro e me jogar na leitura.

Confesso que fiquei particularmente bastante indignada com o livro. A história me foi muito bem recomendada e acabei esperando um suspense de tirar o fôlego, mas o que encontrei foi um YA sobrenatural com vários problemas de narrativa que não conseguiu me agradar como a grande maioria. O livro giro em torna de Mara Dyer – pseudônimo que a personagem utiliza, porque nem o seu próprio nome ela pode nos contar – que após sofrer um acidente em um sanatório abandonado com os amigos onde todos morrem, menos ela, decide recomeçar a vida com a família em outro lugar. Novamente aquele esquema de escola nova, novos amigos e puberdade sendo retratados, temas que eu adoro.

Pois bem. Logo de cara não me simpatizei com a personagem. Mara obviamente sofre muito e carrega muitas culpas e traumas, mas achei ainda assim, ela muito sem sal/ fraca para uma protagonista. Senti falta de uma postura mais enérgica e mais ação por parte dela, o que faz com que o mocinho Noah acabe ganhando mais espaço – ou melhor ocupando o espaço DELA, o que achei bem problemático. Noah é o típico bad boy, galã da escola e eles acabam se aproximando, se apaixonando. Todo tempo em que Mara poderia construir coisas, amizades, esse espaço era tomado por ele. A única amizade que ela faz simplesmente some depois que ela começa se relacionar com ele. Então é pra isso que amigos servem, pra servir de apoio enquanto não aparece a sua cara metade? E esse plot da Mara com o seu amigo era algo incrível que não foi aproveitado pela autora. Esse foi um dos problemas do livro. Várias vezes senti que certos assuntos não eram aprofundados pela autora, o que acabou empobrecendo a história.

Outro ponto negativo é que o formato da história tem tudo para ser um YA de suspense, sobrenatural, mas deixa a desejar e muito. O mistério da trama que é descrito por muitos como aterrorizante, etc, não me causou um arrepio. Quando comecei a ler, já desvendei logo o suspense. Achei bem simples e acredito que o jogo de possibilidades que a autora deixa para o leitor, tornou o mistério mais fraco. Tenho uma forte teoria sobre Mara Dyer, que talvez os mais fervorosos fãs da história não vão gostar. (Se você quer saber qual é, me avise nos comentários que faço um post sobre isso. Decidi deixar esse post aqui livre de spoilers).  O livro é uma série e termina com um cliffhanger que não fez o menor sentido pra mim e olha que adoro finais de histórias nesse estilo. Isso faz com que o primeiro livro se torne mais uma introdução, ou seja, se você espera um final, uma resolução para o motivo que começou a ler, sinto informar que não vai encontrar. Outro detalhe negativo é que o início é arrastado demais, o enredo demora um pouco pra tomar fôlego. Apesar de não ter gostado, temos que admitir que o casal Mara e Noah tem uma senhora química, mesmo que não faça muito sentido. No decorrer do livro, fui notando eles muito diferentes, mas quem somos nós pra ditar regras no amor, não é mesmo?

Dei 3 estrelas e ainda estou muito na dúvida se continuo acompanhando a série ou abandono. Sinto que A desconstrução de Mara Dyer tinha tudo pra ser uma senhora história, mas acabou enfiando os pés pelas mãos em um enredo confuso e personagens e situações mal aproveitados, o que é uma pena. E vocês, já leram esse livro? Sabem me dizer se depois melhora? Me contem nos comentários, porque me senti muito sozinha por não ter gostado do livro. Espero encontrar alguém que também ficou sem entender essa (falta) de resolução.

Mil beijos e até mais!

Ju ❤

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