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Louras Zumbis (Brian James)

Atenção, essa resenha possui spoilers. Se não leu, volta depois. Se já leu ou quer saber mesmo assim, leia por sua conta e risco. 

Já fazia muito tempo que queria ler Louras Zumbis. Vários booktubers e blogueiros que sigo e possuem um gosto literário parecido com o meu, tinham falado tanto que coloquei na cabeça que tinha que ler de qualquer jeito por dois motivos: 1) zumbis e 2) cidades pequenas. Depois de ver a resenha do Rubens do Ler Vicia, tive certeza e comprei por 10 golpinhos na amazon.

Louras Zumbis narra a história de Hannah Sanders, aluna do 2º ano que vive mudando de cidade, por conta da vida financeira do pai que os impedem de se fixarem e criarem laços nos lugares. A história se inicia quando os dois se mudam para Maplecrest, uma cidadezinha pequena que nunca ouviram falar.  Ao chegar na cidade, Hannah se depara com um local repleto de pessoas muito bonitas e várias casas com placas de “vende-se”. A garota observa em seu primeiro dia de aula que as populares são louras, lindas, bem sucedidas e todas têm um nome que começa com a letra m: Morgan, Meredith, Miranda e etc. Elas são líderes de torcida e chamadas de “Esquadrão da morte” como Lukas, seu único amigo da escola conta. E o garoto alerta para que ela tome cuidado, pois são muito perigosas. Com o passar do tempo, o amigo conta que as líderes de torcida são zumbis. A personagem é claro ignora os avisos do amigo e isso dá início a uma reviravolta na trama.

Em diversos momentos, Louras Zumbis me lembrou a série de livros Goosebumps, mas precisamente Bem – vindo à casa dos mortos. Os dois se passam em uma cidade pequena e estranha e tem esse clima meio apocalíptico, cheio de suspenso. São cenários muito weird e falam sobre zumbis. Uma das coisas que mais gostei do livro foi a forma como Brian conduziu e desenvolveu a história. Ele deu espaço para a criação da atmosfera que foi muito importante para a ambientação de Louras Zumbis por conta desse cenário esquisito e o desenvolvimento dos personagens, o que fez com que me envolvesse com os personagens, o que foi ótimo e me fez duvidar várias vezes da identidade das meninas zumbis. Eu queria chacoalhar Hannah e abraçar Lukas. Em vários momentos pensei que ela não merecia a amizade dele, pois caramba, que personagem teimosa. Daí lembrei que Hannah é adolescente e o que esperar nessa idade, se não apenas a preocupação com o seu próprio mundo né? #normal. Isso sem contar o romance com o Greg, que foi total perda de tempo e foi a única coisa que não gostei na história. Outro ponto que vale a pena ressaltar e foi um dos pontos mais altos da trama, foi o final destruidor que me deixou dividida. Que plot twist foi aquele??? Metade de mim odiou e a outra metade amou. Odiei ver o Lukas morrer, pois me apaguei a ele. Lukas era o personagem consciência, o único que prestava naquele lugar e me senti idiota por não ter notado o final desde o inicio. Era claro que ele morreria, só eu que não quis ver. Ao mesmo tempo, achei incrível a jogada que o autor fez ao colocar um final destruidor e abrindo gancho para continuações e infinitas possibilidades.

Brian James fugiu do lugar comum e fez isso de forma impecável. É claro que notei as sacadas e tiradas que ele fez, como adaptar o “apocalipse zumbi” em uma cidade pequena e fantasma. Maplecrest é a própria alegoria e metáfora de tramas de zumbis, assim como a cidade de Darkfalls de “Bem – vindo à casa dos mortos” do R. L. Stine que também criou o apocalipse zumbi em uma cidade pequena e estranha. Essas cidades representam o vazio após os ataques, o que resta depois de toda a guerra. Esse foi um dos pontos que me faz amar Louras Zumbis que possui uma narrativa eletrizante. Entrou para a lista dos meus livros favoritos e me tirou de um bloqueio literário e criativo de semanas. Leiam esse livro e não se esqueçam de comentar. Quero saber o que acharam 🙂

Beijos,

Ju

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Mês Especial do Halloween: Amor e maldição em Cidade Fantasma

Conheci Cidade Fantasma da Autora Tainá Ruiz na internet. Não me lembro muito bem como cheguei em seu blog, mas quando vi já estava devorando os capítulos disponíveis e me tornei fã da série. A história bombou no blog, cativou leitores e Tainá correu atrás para publicar. Depois de quase dois anos de muita espera e ansiedade, ela publicou de forma independente, me enviou o livro e esses marcadores lindos que me encantei de cara.

Gente, o que dizer desse livro? A Tainá conseguiu se superar! Cidade Fantasma já não era uma surpresa pra mim, porque conhecia a história, mas fiquei chocada com o rumo que as coisas tomaram. O livro narra a história de Ian, filho único que acaba indo morar com os seus pais no que dizem ser uma Cidade Fantasma. E sua chegada já é movimentada, porque ele e seus pais encontram Elizabeth, uma garota muito misteriosa no meio da estrada. Ela parece ser problemática e ninguém consegue compreendê-la. Menos Ian, que sente uma necessidade absurda de ajudá-la. Bem, um tanto quanto diferente né? E as surpresas não param por aí. Ian que tem o dom de ver e falar com os mortos, acaba indo morar na casa que pertenceu a família da Liz e acaba conhecendo Will, o irmão dela. A partir daí, uma série de coincidências, reviravoltas com direito a muitas pitadas dark estão presentes na trama. E acredite se quiser, a história dos três está conectada e Ian vai ter que aprender a lidar com as mudanças e a chegada dos irmãos que mudou a sua vida.

Cidade Fantasma é o livro I de uma trilogia e é uma história repleta de ação. Não tem um capítulo monótono, a história é intensa e repleta de reviravoltas. E isso é uma das coisas que mais gostei, porque quando estava me preparando para a parte mais tranquila, Tainá vinha e acabava com as minhas esperanças. No final, só queria entender o PORQUÊ A TAINÁ fez isso, mas tudo bem, porque ainda tem o livro II vindo aí e sei que tem muuuuita história para acontecer.

Não curto dar spoilers em meus textos, mas o que posso dizer é que Cidade Fantasma é uma história sobre amor, maldição e muitos sonhos. Liz é uma personagem cativante e sua personalidade gótica é apaixonante. Ian é o mocinho que todo mundo sonha em encontrar e Will é o melhor amigo que alguém poderia ter. O mais bacana de se apegar ao livro é ter a sensação de que os personagens se tornaram os seus melhores amigos e foi isso que aconteceu comigo em Cidade Fantasma. Lembrando que o livro é uma ótima pedida para o Mês Especial do Halloween, uma vez que tem muita aventura, elementos góticos e sustos. Tem fantasia, romance, terror e muitos mistérios. Os ingredientes perfeitos para o Dia das Bruxas. Não perca tempo e garanta o seu, tenho certeza de que vai ter muitos arrepios! Adicione no Skoob, curta a fanpage do livro e compre pelo site da Autora.