Alô alô tem alguém aí #NaNoWriMo 2016 · Diário de uma escritora outsider · NaNoWriMo · [Leitores] · [Literatura] · [Livros]

Alô, alô, tem alguém aí? #NaNoWriMo 2016

Uma nova era se inicia no Juliana Skwara. É, eu sei, sumi. É, não fiz a programação de Halloween. Sei que não adianta  pedir desculpa, mas peço perdão mesmo assim. Em minha defesa, comemorei o Dia das Bruxas e compartilhei muitos comentários nas minhas redes sociais. Seja no twitter, fanpage, instagram ou snapchat (juskwara). Então, se você não me segue ainda, está na hora de mudar isso =)

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No meio desse tempo que estive afastada, passei por algumas crises e dúvidas. Uma parte de mim achava que não iria mais escrever em blogs, outra queria dar um tempo para o tcc e uma outra (e a maior parte poderosa) queria escrever para se distrair. E adivinha quem venceu?

Um dos motivos pelo qual sumi tem nome e sobrenome: meu tcc. É, estou no último período de faculdade e se nenhum professor me reprovar (ou alguma greve explodir) me formo em 2016. 2. Vocês devem estar pensando: se ela está em fase de TCC por que está aqui? Bem, no meio dessa descoberta sobre monografias descobri coisas muito importantes. Eu precisava escrever o meu tcc e por mais que tenha escolhido um tema que ame – Sir Edgar Allan Poe – isso é bem complicado. Quando você começa a escrever um tcc, meio que entra em colapso. Demorei muito para escrever alguma coisa, cerca de 5 meses. Isso aconteceu porque meu tema inicialmente seria sobre a relação entre Poe e Baudelaire e por mais que exista uma ligação entre os dois, não consegui encaixá-los. Eu tenho uma intimidade muito maior com o Poe do que o Baudelaire e nesse tempo encontrei muito material sobre ele (mas isso é um assunto para outro post). O fato é que me senti muito culpada por estar procrastinando e sim, eu sou uma das maiores procrastinadoras do universo. Por exemplo, enquanto escrevo, estou adiando um trabalho de Poesia Portuguesa 3 que tenho que entregar e um conto que estou com a deadline apertada. Para completar, passei a dar aulas particulares à noite. Essa oportunidade surgiu em um momento maravilhoso já que a grana está apertada. E eu não pretendo voltar a ser professora. Isso é uma coisa encerrada, que ficou para trás na minha vida. É apenas um trabalho momentâneo por questões financeiras. Pode parecer que estou sem tempo e isso é meio que uma verdade, mas estou aos poucos aprendendo a lidar com a disciplina.

Voltando ao TCC, só passei a ficar mais calma quando descobri através do marido da minha melhor amiga que faltando dois meses para entregar a monografia dela, a bonita começou a fazer. Ué, como assim? Fiquei bastante surpresa com o comentário porque a minha bff é uma das pessoas mais inteligentes que conheço em todo o universo. Ela sempre tirou notas altas na escola e inclusive na faculdade, na qual era super nerd. Fiquei mais surpresa ainda quando descobri que uma galera que vai se formar junto comigo nem começou a fazer. Tá, eu sei que é errado se comparar com os outros, mas isso ajudou a me tranquilizar pelos seguintes motivos: já tenho o primeiro capítulo pronto e já estou delineando o segundo. Quero muito terminá-lo ainda esse mês para poder começar o terceiro. Só não terminei ainda de escrever o segundo, pois tenho muitas leituras que não estão em dia. Infelizmente elas são muito necessárias. As leituras teóricas, apesar de chatas, realmente são importantes para um trabalho acadêmico. Porque sem elas, suas anotações e seus textos rendem apenas um artigo ou mini artigo. Mais surpreendente ainda dizer que estou curtindo muitas essas leituras. É assustador, né? Quem diria! O único motivo de estar atrasada com elas é porque todas as minhas leituras estão em PDF e ando tendo muita dor de cabeça por ler na frente do computador/ celular. Foi aí que decidi adquirir um leitor digital. Estou ainda na dúvida em qual comprar, mas estou aguardando a Black Friday para fazer isso. Vocês tem alguma indicação para me dar? Se tiverem, podem falar. Vai ser de muita ajuda.

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                          Esse é o estado que me encontro nesse momento

E é claro que vocês devem imaginar que não estou lendo nada fora das minhas leituras acadêmicas. Gostaria muito mesmo de estar, mas meu ritmo de leitura anda super lento e aceitei que vai ser assim até terminar o TCC. O único livro que estou lendo sem ser ligado ao Poe é Welcome To Night Vale. É um livro incrível que estava de olho há um tempo e adquiri com um super desconto na Estante Virtual. O livro é muito louco, meio fantasia urbana com ficção científica. Seria algo que o Neil Gaiman escreveria com toda certeza. Nem cheguei na metade ainda, primeiro porque estou dividindo meu tempo de leitura com o tcc e segundo, porque não quero terminar. Fazia tempo que não lia uma coisa tão louca! Falo mais sobre o livro em um post só para ele. Porque com toda certeza vai ter!

Agora vamos ao interessa. Como muitos sabem, todos os anos participo do NaNoWriMo que é  National Novel Writing Month ou conhecido como Mês Especial para escrever um romance. É um desafio criado para escritores alcançarem 50 mil palavras  em um mês (podendo terminar um livro ou não). Ano passado participei e cosegui vencer o desafio! Já falei diversas vezes a respeito disso no site. Por conta das minhas aventuras acadêmicas, pensei seriamente em não participar esse ano. Mas com o tempo, conforme fui surtando decidi escrever para me distrair. Por isso estou de volta ao site e ao NaNoWriMo. Escrever pode ser estressante na maioria das vezes por conta das olheiras e dores nas costas, mas escrever me faz viva. É uma coisa louca, que não dá pra explicar e um remédio para a minha mente em tempos tão estressantes. É por isso que estou participando com “Apartamento 26”. 

A história desse livro é um tanto curiosa. Surgiu meio que do nada, quando estava dormindo no carro enquanto meu namorido dirigia e eu voltava de um evento que participei com Maratona Do Terror. Não quero falar muita coisa ainda sobre ele (mas se vocês quiserem posso até postar), mas basicamente é uma história de mistério, suspense e crimes com toques sobrenaturais inspirado em filmes noir, preto e branco, romances da Agatha Christie,  Poe e Twilight Zone. Quando comecei a escrever, notei de imediato que possivelmente Apt 26 pode ser um eco do meu TCC. Quem sabe? Pelo menos a minha monografia vai deixar alguma coisa de bom, não é mesmo?

giphy.gif                         *O gif do sapinho me representa*

Para poder participar, aceitei que não escreveria todos os dias e teria que ir com calma. Sendo assim, escrevo boa parte da trama em meus caderninhos e faço roteiros para não me perder. Não faço ideia se vou chegar as 50 mil palavras. Eu queria muito, mas estou preferindo curtir e viver o momento do que me estressar com o desafio. De forma que estou no momento com 21. 760 palavras. Se quiserem me adicionar no site do NaNo para fofocarmos muito sobre o nosso processo de criação é só chegar mais.

O motivo para ter postado esse texto imenso é para avisar que estou de volta e prometo não abandonar mais o site. Vamos continuar com as postagens sobre filmes, séries, livros e cultura gótica. E com acréscimo de posts desse tipo e também posts com as minhas playlists ( por que não?).

Obrigada por não desistirem de mim (notei que mesmo longe do site, o apontador mostrou muitas visitas), então UAU. Espero que continuem comigo e me contem o que andam aprontando, se estão participando do NaNoWriMo ou já em clima de final de ano (como eu queria estar).

Mil beijos e vida longa e próspera,

Ju.

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10 mil visitas + 10 curiosidades sobre o site

Tenho uma notícia  incrível! O site passou das 10 mil visitas!!! YAAAAY! Vocês não fazem ideia do quanto estou feliz! Quando criei o site, queria dividir muitas coisas legais e estou contente com essa nova fase e as postagens que estão mais a minha cara *—*

Quero agradecer também aos leitores, aos meus amigos e o meu super namorado pelo apoio e embarcarem nas minhas aventuras. Esse feito é nosso, não seria possível sem vocês ❤

Sem mais voltas, como vocês votaram no twitter através da enquete pedindo um post com 10 curiosidades sobre os bastidores do site, aqui estou para saciar a curiosidade da nação. Espero que se divirtam!!!

1 – Eu tenho esse site há muuuito tempo, mas nunca tinha postado nele. Antes do www.julianaskwara.com entrar em ação, eu tinha um blog que usava como diário e compartilhava meus textos, resenhas, músicas e etc. Muita gente me conhece dessa época, aliás. Sinto saudades daquela época, mas como o site não me representava mais e estava cansada do blogspot, decidi investir no wordpress.

2 – No início, o site serviria apenas para ter meus contatos como autora e etc. Só que com o tempo, senti saudades de blogar, postar sobre os livros que leio e as séries que vejo. Foi aí que decidi usá-lo como site de autora e blog. Foi a melhor ideia que tive rs.

3 – No início também o site focava nos meus textos pessoais, tipo crônicas como fazia no antigo blog. Apesar de amar escrever, eu fui vendo que não era mais aquilo que queria. Eu queria falar das coisas que curto como séries, filmes, músicas, livros, escrita, Disney e cultura gótica. Foi aí que decidi ser mais eu e deixar as crônicas de lado. Foi uma fase que passou. De vez em quando ainda posto crônicas, mas não é mais o centro do site.

4 – O post mais acessado é sobre a série The Haunting Hour. No período que o site ficou sem post, ele continuou sendo muiiiito visualizado. Para ter uma noção, esse post está caminhando para 1000 visualizações :O Atualmente ele tem 906. Antes dele, o post sobre PLL estava no topo. Só que R. L. Stine e suas séries mudaram isso.

5 – Como disse anteriormente, as postagens sobre o Escritor R. L. Stine que eu amo, seus livros e as adaptações em séries/ filmes são os posts mais visitados. Ele é um assunto “popular” no site.

6 – Como o Halloween está vindo e eu SOU A LOUCA DO DIAS DAS BRUXAS, vai ter post todo dia, com várias programações legais e divertidas. Quem está ansioso aí? ❤

7 – Os Estados Unidos é o segundo país que mais visita o site. Ele é muito popular por lá, mas é claro que o Brasil está na frente, liderando como o país mais visitante. Isso foi uma surpresa para mim, visto que os assuntos que curto não são muito populares por aqui, mas sim nos EUA. Mas pelo visto estava enganada hahaha.

8 – Eu nunca quis falar só sobre livros no site, porque por mais que ame escrever e ler livros, sei que não somos feitos apenas disso. E eu AMO séries e filmes. Não sei qual que amo mais, mas tenho uma lista longa para compartilhar com vocês.

9 – Não sei se já notaram, mas curto muito falar de séries que já terminaram, que poucas pessoas conhecem (#diferentona) ou que muitas pessoas pensam que são para o público infantojuvenil como as séries da Disney e da Nickelodeon que eu AMO. Não ligo para o que as pessoas pensam ou falam e pretendo continuar falando muito delas por aqui ❤

10 – O Site tem um canal no youtube. Se você ainda não se inscreveu, corre, pois vou voltar com ele e falar sobre meus livros, séries, filmes, Disney e Cultura Gótica nele. Estou muito ansiosa para isso e prometo muitas surpresas ❤

Espero que tenham curtido a postagem! Aproveitei para inserir algumas novidades ❤ Eu estou MUITO animada com essa nova fase do site e curtindo muito postar todos os dias sobre as coisas que mais amo! E estou muito feliz com esse retorno que tem sido incrível. OBRIGADA, VOCÊS SÃO AWESOME ❤

Dia das Bruxas · Diário de uma escritora outsider · Halloween · [Diário de uma Escritora Outsider]: #Dia2 Ritual para escrever terror · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [Terror]

Diário de uma Escritora Outsider: #Dia2 Ritual para escrever terror

Eu prometi vários posts para semana passada e falhei miseravelmente. Vocês já devem estar cansados das minhas promessas, né? Mas por favor, não desistam de mim!

Caso vocês não saibam, sou aluna de Letras da UFRJ e isso quer dizer que fiquei quase quatro meses parada por causa da greve e o período equivalente ao 2015. 2 começou em Novembro. Então, enquanto todo mundo está curtindo as férias, estou me dividindo entre leituras – trabalhos – seminários – provas da faculdade, trabalhos da vida real, vida social e livros que escrevo. Acaba que sem querer o site fica por último. Juro que estou tentando mudar isso.

Essa semana é a primeira que fiquei sem nenhuma pendência da faculdade – a princípio, porque comecei a ler os livros para a minha monografia – e a primeira coisa que pensei é que finalmente vou poder me dedicar a Maratona Do Terror 2 ou aquele livro de bruxas que não paro de falar por aqui. Pausa para dizer que eu sou completamente enlouquecidamente apaixonada por bruxas. É uma relação surreal, quase sobrenatural que não consigo explicar. Desde pequena sou fascinada por esse mundo, assisto Abracadabra – que é um dos meus filmes favoritos da vida – desde que me entendo por gente, assistia A hora do Arrepio, Goosebumps e Clube do Terror nas minhas tardes em casa ou nos sábados. Lembro também que sofria muito, porque aqui no Brasil não se comemora o Halloween. A lembrança mais antiga que tenho é de receber a Revista da Barbie (sim, eu fui assinante) que era um especial de Halloween do dia do das Bruxas e surtei. Fiquei tão pirada que tenho até hoje o que restou do exemplar, porque cortei a revista toda e colei no caderno que escrevo Maratona Do Terror 2. Eu sou aquela louca por Bruxas e Halloween.

Como me descobri com tempo livre, resolvi voltar a escrever Maratona Do Terror 2. A história desse livro começa no #NaNoWriMo 2015 quando decidi atingir 50 mil palavras. E eu consegui! Só que quando cheguei na meta, decidi descansar um pouco e aconteceu o inevitável. Me distanciei da história, não terminei de escrever e não cumpri a minha meta. Fiquei bastante chateada, mas isso não dependia só de mim. Afinal, tinha que trabalhar e fazer trabalhos para a faculdade. Conciliar é algo muito difícil para uma pessoa desfocada como eu.

E é claro que o meu ritual para escrever não seria uma coisa fácil. Eu moro com um monte de gente, barulho e distração fazem parte da minha realidade. Logo, só encontro silêncio de madrugada e isso se torna uma coisa muito complicada quando se tem que acordar sete horas da manhã ou até antes para ir a faculdade. Voltando ao assunto, como fiquei muito tempo longe da história e mesmo com o esqueleto pronto, precisava entrar na vibe do livro. E isso inclui assistir filmes e séries temáticos, escrever ouvindo música e pesquisar em mais de cinco abas tudo sobre bruxas, halloween e etc. Não, isso não é uma desculpa. Isso é uma realidade quando se é uma Autora de terror.

Sim, isso dá um trabalho do caramba. Só que é essa parte de desafio, de descobrir mais e mais coisas que vão me inspirar e agregar coisas ao meu conhecimento que gosto mais, que me dá mais vontade de escrever. Eu sempre descubro alguma coisa diferente, algum dado importante ou encontro um livro que vai me ajudar. É uma longa lista de referências que me ajudaram muito a chegar no ponto em que estou e pretendo em fazer um post só sobre isso.

Playlist selecionada, som bem alto para nada me atrapalhar, várias abas abertas e caderno do Maratona Do Terror no lado, chegou a hora de voltar para Amy e companhia. Senti muita falta deles. Vocês vão ainda ouvir muito sobre eles ❤

E não, para me inspirar a escrever, não preciso me conectar a fantasmas, nem nada do tipo. Minha mente já viaja normalmente lol.

Diário de uma escritora outsider · Eu venci o #NaNoWriMo · Eu venci o #NaNoWriMo 2015 · NaNoWriMo · [Leitores] · [Literatura] · [Livros]

Eu venci o #NaNoWriMo 2015

É, eu sei. Faz um tempinho desde que nos falamos pela última vez.

Em minha defesa, informo que o motivo de ter faltado tanto no blog quanto no vlog, foi por causa do NaNoWriMo. Ah, o que é isso? A Juliana ficou maluca? 

Não, eu não fiquei. O NaNoWriMo – National Novel Writing Month/ Mês Especial para escrever um romance  ou conhecido como um campeonato de escrita – é um mês em que os Escritores se dedicam a escrever 50 mil palavras durante o mês de Novembro, podendo ou não finalizar um livro. Essa não é a primeira vez que participo. Lá em meados de 2013, participei com o primeiro livro que terminei e adivinhem? Cheguei a vinte mil palavras escritas. Na época, fiquei me sentindo péssima, mas olhando agora, vejo que para quem estava tentando pela primeira vez até que fui bem. Várias coisas me atrapalharam naquela época: final de período da faculdade, estágio, etc. Participei outras vezes, tanto do NaNoWriMo, quanto do Camp NaNoWrimo que acontece nas férias de Julho e flopei miseravelmente. No ano passado, quando tentei terminar o mesmo livro desse ano, escrevi duas mil palavras. Foi quando pensei que não poderia deixar a próxima oportunidade passar e conseguir o feito em 2015. Precisava mostrar para mim mesma que conseguiria e se conseguisse, ainda teria um bom material para terminar o livro.

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Pois bem. Eu sabia que para isso acontecer, teria que me ausentar de muita coisa. Foi por isso que ficamos sem vídeos e sem postagens. Tudo por um bom motivo. Além disso, descobri também que me ausentar do facebook fez a minha produtividade disparar. Muitos amigos comentaram que estava sumida, mas valeu a pena. E com tudo isso, cheguei a conclusão que se eu quiser escrever livros e terminá-los, tenho que me manter longe dele. E vocês sabem, não perco muita coisa me ausentando mesmo. Sempre que entro no facebook parece que sou engolida para um universo paralelo e cinco minutos depois, nem me lembro mais o que iria fazer ali. #problems

O livro que escrevi no NaNoWriMo intitulado Cidade das Sombras  ou Maratona Do Terror 2 nasceu em 2010 e desde então nunca consegui terminar. Muitas coisas atrapalharam: faculdade, meus chefes, vida social, estágio, eventos, etc. E não terminá-lo sempre me deixou angustiada. Todo escritor tem uma história que se identifica e CD é a minha. Não quero falar muito para fazer  surpresa, mas o livro fala sobre uma das coisas que mais amo: BRUXAS ❤

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Cresci assistindo Abracadabra (já falei aqui que ele é um dos meus filmes favoritos), sou cria da Disney e se pudesse faria parte da Mistério S.A. Scooby Scooby Doo! E depois de cinco anos, consegui entender o porquê nunca consegui chegar ao fim.

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Eu acreditava que Cidade das Sombras era uma história de fantasia, só que não é. Por mais que retratem bruxas e tenha MUITOS elementos fantásticos presentes (lendas, vampiros, Halloween, etc), o livro é mais puxado para o Sobrenatural/ terror/ mistério do que a fantasia em si. Acredito que essa confusão me deixou empacada por muuito tempo. Foi aí que decidi virar o jogo. Durante o NaNo tive a brilhante ideia de colocar um sonho em ação. Já tinham me pedido para fazer Maratona Do Terror virar série e foi assim que decidimos que Cidade Das Sombras vai fazer parte disso. Maratona Do Terror vai ser uma série de livros, mas nada de contos e sim romance. E os livros podem ser individuais ou com continuações ❤ Animados com a notícia? Eu estou pirando *–*

O grande segredo de ter vencido o NaNoWriMo foi o meu planejamento. Antes de escrever, fazia roteiros dos capítulos e isso salvou a minha vida. Eu tirava uma hora para escrever, principalmente a noite (sim, eu sou da turma da madrugada) e mandava ver. Colocava música no volume máximo e viajava. Outra descoberta brilhante foi constatar que é possível ter disciplina e escrever. Escritor sempre acredita que deve estar inspirado, mas com o NaNo, você descobre que escrever é 50 % inspiração e 50 % dedicação. Não é fácil, mas é possível!  Ter foco é realmente tudo!

Vocês devem estar se perguntando: “– Mas ela já tinha começado a escrever o livro cinco anos atrás! Não vale!”. Sim, é verdade, mas se aproveitei 20 % daquilo, foi muito. Passei esses cinco anos mais reescrevendo do que escrevendo. Eu sabia que para terminar precisava desapegar e deixar a história seguir o seu fluxo. Foi isso que aconteceu. Outro ponto positivo é que foi MUUUITO legal a união no grupo do NaNo WriMo Brasil. Foi a primeira vez que vi uma galera engajada e unida por uma missão. Todo mundo trocou ideia, ajudou e deu incentivo para o outro. Não tenho dúvidas de que isso fez a diferença. Não poderia deixar de agradecer a Sarah Marques, que super me incentivou com os Nano Sprints, a troca de ideias e a diversão garantida! A Giulia Santana que me citou em vários posts em seu blog maravilhoso (A Giu escreve muito bem gente. Sério, visitem o blog dela *–* ) e pelo inúmeros bate papos no twitter que me inspiraram e tornaram o NaNo mais leve. Saber que tem outro escritor surtando tanto quanto você dá um alívio danado ❤ Agradecimentos também a L. L. Alves, que super me incentivou a me entregar a história e me deu vários conselhos que foram responsáveis para ter conseguido.  Obrigada também a Barbara Herdy que entrou na dança e está sempre disponível para conselhos, desabafos e tudo mais. Obrigada por compreender essas loucuras de escritor. Você me entende! Agradecimentos especiais a Lívia Araújo que foi uma SUPER amiga me indicando séries, filmes, músicas e livros com a temática do meu livro que me inspiraram e não me deixaram ficar com bloqueio. Quem tem amigos tem tudo ❤ Obrigada por I Kissed a Vampire!!!! Da licença que minhas amigas são talentosas para caramba, viu? E agradecer ao meu namorado Djan que super compreendeu o fato de que eu precisava escrever, mesmo sendo sábado à noite! Obrigada por estar ao meu lado quando escrevia, compreender e me ajudar. Isso não seria possível sem você, amor ❤ Ufa, não estou louca e nem sozinha ❤ haha

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Foi assim que cheguei as cinquenta mil palavras. Quando vi o anúncio estampado na minha frente, não conseguia acreditar que tinha acontecido. Depois de tantos anos, tantas tentativas, tinha provado para mim mesma que era possível. Uma parte de mim ficou aliviada e outra emocionada. Superar desafios é uma coisa muito maravilhosa ❤

Infelizmente depois que atingi a meta, dei uma parada. Eu sei, isso é horrível e não era o que planejava. Maaas é que durante o NaNo, minha tendinite veio me visitar. E depois que consegui, precisei dar atenção a faculdade e ao meu trabalho (como vocês sabem, também sou revisora). Mas não pensem que desisti. Consegui um material muito bom e pretendo terminar o livro logo, quem sabe agora em Dezembro? Seria fantástico fechar o ano assim ❤

Vocês devem ter notado que o site está com visual novo *–* Eu achei que estava na hora de mudar. Depois que atingi a meta do NaNo, fiquei muito chateada com alguns problemas pessoais (inclusive um dos motivos para não ter continuado a escrever Cidade das Sombras), mas agora estou de volta e muito feliz em anunciar que muuuitas novidades estão chegando! E nada melhor do que um layout novo para celebrar o futuro que vem vindo aí! Como diria Nina Dobrev: “Apertem os cintos. Se vocês pensam que sabem o que vem por aí… Vocês não sabem de nada”. VEM COM TUDO FUTURO ❤

P.s: E se você leu até aqui, muito obrigada! Eu sei que o post está imenso, mas precisava relatar tudo que aconteceu comigo durante esse tempo ❤

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Pré – Venda + 5 motivos para ler Maratona do Terror

Tenho uma notícia super linda para compartilhar com vocês : Foi liberada a pré – venda do meu livro “Maratona do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio” *–* Partiu convidar os amigos, as amigas, namorado, namorada, família, papagaio, cachorro e os inimigos, TODO MUNDO!!!
COMPREM, CURTAM E COMPARTILHAM COM OS AMIGOS ❤ Vamos encher o mundo de Perdidxs!!! Para comprar, clique aqui.

Para quem não conhece ou caiu aqui de paraquedas, listei cinco motivos para ler Maratona do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio. Partiu?

Maratona do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio é um livro que reúne uma série de contos de fantasia, ficção científica, sobrenatural e terror. Vocês vão encontrar mistérios, amor, enigmas e muitas surpresas.

• No livro vão encontrar também muitas criaturas fantásticas, simbologias, líderes de torcida, lugares assombrados e amigos muito loucos. Uma das coisas que queria era manter o clima anos 80 nas histórias. Espero ter conseguido passar isso.

• Algumas pessoas comentaram comigo que estavam com medo de ler o livro, mas STOP. Se vocês acham que vão encontrar cenas a lá exorcista no livro, fiquem tranquilos que não. Quando tive a ideia para o livro de contos, queria mostrar todo o tipo de terror. Só que o terror é algo MUITO complexo. Para uma criança, pode ser uma prova de matemática e para um homem, pode ser conhecer a sogra. Quando escrevi o livro, queria brincar com o conceito de Terror. E sim, ele é sombrio, foi proposital. Mas sobre medo, isso vai depender muito de cada um. Eu aprendi com os meus mestres R. L. Stine e Stephen King que nem sempre o terror tem muito sangue, nem sempre é preciso morrer alguém pra ficar aterrorizado. O terror é muito maior que isso!

• Muitas coisas me inspiraram a escrever o livro. Até fiz um post sobre isso aqui e se vocês quiserem posso fazer outro post contando, mas o que me mais me influenciou foram os livros e as adaptações do R. L. Stine, como Goosebumps, Clube do Terror, A hora do Arrepio e The Haunting Hour. Adoro a forma como ele escreve e a forma como a história se desenvolve. Esse livro também é uma homenagem a ele.

• Alguns personagens foram baseados em pessoas que conheço. Duas amigas minhas sempre reclamaram que nunca viram uma personagem como elas ou com o nome delas. Não seja por isso, seus desejos foram atendidos. Também incluí o nome de alguns desafetos nas histórias, funciona como uma espécie de terapia. Se os personagens tem um final feliz ou não vão ter que conferir na íntegra haha. Adoro usar coisas da vida real na ficção, acho que isso aproxima o leitor da história.

Caso ainda tenha dúvida se deve ler ou não, compartilho com vocês as entrevistas que dei para os Sites Se Liga Leitor e Endless Poem. O lançamento do livro também foi destaque nos Blogs e sites Minhas Impressões, Minha Montanha Russa de Emoções, Perdidas na Biblioteca,  Iris Figueiredo e no Hey Event (Um site de Portugal *O*). Para deixar um gostinho de quero mais, deixo  alguns quotes do livro que já foram liberados!

 

 

 

Quem é do Rio está super convidado para comparecer ao Evento de Lançamento que será no dia 06 de Setembro ás 16 horas no Estande E19 (Estande da Qualis) no Pavilhão Azul. Quero ver todo mundo por lá! Vai ter muitos autógrafos, selfies e abraços ❤ Confirme presença aqui! E ah, no dia 18 de Outubro vou estar ao lado de vários Autores legais no LiteraCaxias em Caxias (RJ) às 13: 00. Para confirmar presença, clique aqui.  Faltam apenas 12 dias e estou super ansiosa! Volto em breve com mais novidades e informações ❤

 

 

 

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Diário de uma Escritora Outsider: #Dia1 Recordar é reviver

 

 

 

Há um tempinho, comecei uma coluna no Novos Escritores chamada “Desventuras de uma Escritora Outsider” contando sobre o meu processo de criação e os caminhos que percorri até terminar de escrever o meu primeiro livro. Só que aquele livro, concluído lá em 2013, não foi o primeiro que escrevi.  Eu tenho milhares de histórias iniciadas, mas que nunca foram concluídas. Um dos objetivos na minha vida é terminar cada uma delas e dizer”eu consegui”.

E é assim que nasce esse novo projeto. Vem comigo, vamos rebobinar o tempo. Há cinco anos, era um dia de semana, estava chovendo muito e o Rio de Janeiro estava em estado de alerta. Eu como todo mundo, estava presa em casa sem ter o que fazer. A única coisa que me veio a cabeça foi: vou escrever. Uma ideia tomou conta de mim e não conseguia parar. Foi uma das sensações mais loucas de toda a minha vida.

A história completou cinco anos. Nunca consegui terminar e fui interrompida várias vezes. Foi então que decidi que era hora de terminar e decidi também começar um novo projeto o “Diário de uma Escritora Outsider”.  Mas ao invés de dicas e conselhos a partir do que fiz como na outra vez, decidi dividir com vocês um diário onde vou contar o que estou passando ao terminar de escrever essa história que tira o meu sono.

Agora senta que lá vem história.

Quando comecei a escrever esse livro, trabalhava como operadora de telemarketing e tinha passado para a Faculdade de Letras da UFRJ. Eu estava entrando em uma nova vida, muito corrida e praticamente sem tempo. Não  tinha tempo pra dormir, ler livros e fazer trabalhos da Faculdade. Foram tempos difíceis, ou melhor horríveis que serviram e muito para o meu amadurecimento pessoal.  E foi em um dia de semana que a cidade do Rio de Janeiro entrou em estado de alerta devido a uma forte chuva que tudo começou. Eu me lembro que todo mundo foi obrigado a ficar em casa e foi dispensado do trabalho. Não fui a Faculdade e nem fui trabalhar. Lá naquela época, eu nem tinha internet direito em casa e não tinha o que fazer. Já tinha lido todos os meus livros e estava à toa. Me lembro como se fosse hoje, que eu e minha prima ficamos assistindo um programa de clipes na sala. Fazia muito frio e graças a Deus, só passava clipes e músicas legais na programação. Aquilo foi um start pra uma história surgir na minha cabeça. Naquela época, eu já escrevia, mas nunca tinha terminado uma história. Sempre acreditei por ser pela falta de tempo e acredito nisso até hoje. Naquela hora, toda uma história se desenvolveu na minha mente e comecei a conversar sobre ela com a minha prima. Eu me lembro que perguntei pra ela: – Qual o nome você daria pra uma personagem assim e etc?  Talvez ela não se lembre, mas a personagem carrega o mesmo nome que ela me disse naquele dia. Esse é um daqueles dias que nunca vou me esquecer. Tudo contribuiu para que começasse a escrever feito louca.

Cinco anos se passaram e nunca cheguei a terminar de escrever essa história. Virou a missão da minha vida terminar, porque essa história é aquela que “me define como Autora” e o livro que sempre sonhei em escrever. Nada me seduz mais do que uma história misteriosa e sombria envolvendo criaturas fantásticas. Como não posso dizer o nome ainda, vamos apelidá-la carinhosamente de “Crazycity”. E na última quinta-feira decidi que era hora de parar de procrastinar e mergulhar na finalização desse livro. Descobri que tenho mais de oito cadernos com rascunhas e capítulos e mais de mil folhas de anotação (papel e digitado)!!!! Vocês tem noção do que é isso? Foi a história que mais reescrevi, acho que passei das seis vezes e o último manuscrito que encontrei ia até a página 75.  Você deve estar se perguntando, como não terminou ainda esse livro? Então pega a pipoca, porque a saga parece não ter fim.

Como comentei lá em cima, eu não tinha muito tempo naquela época, mas tentei escrever o livro dentro de ônibus sacolejando, na minha mesa do trabalho, durante uma aula chata. Só que nem sempre dava, porque o fluxo de ligações  no meu trabalho era tão intenso que não tinha paz nem pra me concentrar (eu trabalhava no setor de reclamações, então imagine!), na Faculdade, vire e mexe o Professor fazia algo que exigia a nossa atenção e nem sempre encontrava vaga no ônibus pra vir sentada escrevendo.  Depois de um tempo, quando consegui tempo, fiquei com bloqueio. E nem foi porque eu queria, mas porque tive um problema pessoal que me impossibilitou e acabei sendo forçada a parar de escrever. Foram meses muito diferentes. Eu achava que tinha mudado e não me via mais escrevendo. Fiquei sem escrever e sem ler por muuuuuuuuito tempo até que um dia senti necessidade de escrever e de ler. Antes, eu me sentia vazia, mas quando senti as palavras vindo, vi que nada tinha mudado.  Tudo voltou ao normal e quando percebi, lá estava eu pesquisando tudo sobre o assunto que escrevia, com direito a muitas notícias e documentários. Foram períodos riquíssimos e fundamentais para o crescimento da trama. Foi ali também que reparei que precisava fazer uma grande alteração na história, que ela não seguiria se continuasse daquela forma, logo comecei a reescrever. Outra coisa é que costumo sempre pesquisar sobre as coisas que escrevo, mas esse livro sem dúvidas foi o que mais estudei. Foram livros de ficção, teorias e filmes que devorei para tornar a história mais crível. Foi também com esse livro, que segui uma dica da Diva J. K. Rowling, mas que nunca fiz com os meus outros livros. Eu montei várias fichas sobre os personagens: quem eles são, como eles são e seu futuro na trama. Deu muito trabalho, mas precisava fazer. Também notei que com esse livro, sou perfeccionista, mesmo sabendo que é impossível alcançar a perfeição.

Vocês devem estar se perguntando o que é essa história. Eu também queria contar, mas ainda não posso. A única coisa que posso dizer é que são sobre bruxas. E quem me conhece sabe a forte ligação que tenho com essas criaturas, que são as minhas preferidas. Acho que é por causa disso que tenho um todo cuidado. Quero passar tudo que está na minha cabeça pra que no final eu diga: pronto, consegui. Esse é um sonho de infância, de uma vida inteira.

Voltando aos dias atuais, decidi começar o processo de escrita e reescrita. Há uns meses já tinha reescrito uma parte e salvo uma versão bem melhor que as anteriores. Também encontrei várias anotações, mas muitas excluí (DESAPEGA, DESAPEGA, OLX) e outras salvei. No final, ficou o saldo de dois capítulos escritos com 3. 881 palavras escritas e reescritas. Tudo seria perfeito, se não fosse pelo fato de que o segundo capítulo na verdade se trata do terceiro ou do quarto. Foi aquele momento em que eu quis surtar, porque não era possível, isso não podia ter acontecido!!!

Mas isso aí é assunto pra um próximo post…

E aí, curtiram o post? Achei que seria legal dividir com vocês o processo de finalização por trás desse tão sonhado livro, principalmente porque tem sido um processo diferente. Eu estou muito animada e ao mesmo tempo ansiosa. Digam aí o que acharam e me contem se já passaram por isso e se tem algum comentário que possa me ajudar.

Prometo voltar e com capítulos mais escritos hahaha

 

Diário de uma escritora outsider · [Crônicas] · [E o segundo livro chega ao fim ou a síndrome de Jack Torrence] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [Novos Escritores] · [Terror]

E o segundo livro chega ao fim ou “a síndrome de Jack Torrence”

Como vocês sabem, nos últimos meses e semanas ando ocupada com o final do meu segundo livro. No último post , vocês conferiram algumas curiosidades a respeito dele. Fiquei de fazer um post contando como foi o processo de escrita de Strangers, como apelidei carinhosamente a história. Na quinta-feira, FINALMENTE consegui terminar de escrever . Terminar um livro sempre vai ser uma das sensações mais estranhas do universo! Fica um vazio e ao mesmo tempo, sentimos um alívio enorme. São muitos sentimentos e ainda estou em choque! Por mil motivos. O primeiro é que conseguir concretizar isso me deixou muito feliz. Nem consigo acreditar que vou publicar o meu primeiro livro *O* Todos piram!  O outro motivo é que foi tão difícil chegar até aqui, que o processo de escrita de Strangers não vai passar em branco.

Tudo começou há um ano. 2014 foi um ano que pouco escrevi. Me envolvi muito com a faculdade e alguns cursos que fiz, o que foi ótimo. Consegui me profissionalizar como Revisora, fiz meu segundo curso de escrita e ainda por cima tive a oportunidade de conhecer mais sobre o mercado editorial. Eu sentia que precisava viver essa experiência, ter uma visão mais profissional do meio literário. Porque por mais que tenha decidido ser Escritora por amor e tudo tenha começado como um sonho, nunca foi segredo para ninguém que queria entrar nessa profissão. Sempre soube que era uma questão de tempo para a escrita deixar de ser hobby e virar profissão. Isso era sinal de que a coisa estava ficando séria. E se você quer ser Escritor e terminar um livro, precisa levar a sério. Já tinha aceitado também que por mais que a inspiração faça parte desse trabalho, o Autor precisa ter disciplina e escrever todos os dias. Independente de ser uma linha, um parágrafo ou um capítulo. O Escritor precisa ler muito, pesquisar sobre o que está escrevendo e viver o que chamamos de “experiência de campo”.

E eu sempre me entreguei a esse processo. Nunca reclamei, nem nada do tipo. Sei que a minha vida pode muitas vezes até ser solitária por causa disso, mas não me arrependo, foi isso que escolhi para a minha vida. O mais difícil é fazer com que família e amigos compreendam. Porque você não vai estar todos os dias disponível. Se você quer que seu livro seja publicado no tempo x, vai precisar deixar noitadas e a diversão um pouco de lado. Lembre-se, isso é uma profissão como outra qualquer. O Escritor pode fazer o seu horário, desde que cumpra. Não há sacrifício sem dor, ou seja, não tem como fugir.

Foi depois de uma aula de Escrita que veio a ideia para Strangers. Muita coisa já estava montada e aproveitei para desenvolver o restante. Não posso falar ainda do que a história se trata – estou esperando sair o registro para contar – mas acreditava que seria tranquilo. E não, foi bem longe disso.

Já falei anteriormente, mas Strangers não é o primeiro livro que termino de escrever. Ele é o segundo livro que termino e o primeiro que vai ser publicado. Na primeira vez que terminei um livro, coloquei prazos e cumpri, mesmo passando um pouco da data – dois dias precisamente. Com Strangers não foi assim que aconteceu. Então, senta em uma cadeira e me acompanha. A história é longa.

Primeiro, fiz o meu horário para escrever o livro. Até aí tudo bem. Fiz pesquisas, li e vi tudo a respeito. Estava praticamente pronta para me jogar. O que me salvou e me ajudou a terminar foi que desde que fiz meu primeiro curso de escrita, adquiri o hábito de criar uma espécie de “roteiro/ esqueleto/ esquema”. Nele, coloco cada coisa que vai acontecer de forma que enquanto escrevo não fico desorientada. Pode acontecer de mudar o roteiro algumas vezes – inclusive isso já aconteceu – mas ele me ajudou muito durante a escrita. Os problemas em escrever Strangers foram outros.

Para quem não sabe, não moro sozinha. Minha família é grande e infelizmente estou acostumada a ser interrompida enquanto escrevo. Foi por causa disso que passei a escrever ouvindo música. As canções me concentram e o que quer que aconteça lá fora – conversas, telefone ou campainha tocando – não conseguem a minha atenção. É por isso também que adoro escrever de madrugada. Todo mundo está dormindo, ninguém me atrapalha e o fluxo de ideias corre solto.

Só que foi durante o processo de escrita de Strangers que mais me atrapalharam. Obrigações familiares chamaram a minha atenção e várias vezes deixei de escrever por conta de um problema familiar. Na verdade foram mais de um. Se não bastasse isso, foi a época em que mais tive evento literário e festas de amigos para ir. Sempre que decidia escrever, tinha algum compromisso e mais uma vez o livro era deixado de lado. Isso aconteceu muitas vezes. Com o tempo, fui ficando muito irritada.  Sou apaixonada pelo filme O Iluminado e confesso que tenho MUITO medo de Jack Torrance, o personagem de Jack Nicholson, o Escritor que fica extremamente irritado quando não consegue escrever, a ponto de enlouquecer e tratar mal as pessoas ao redor.  Nesse meio tempo, senti que eu e ele estávamos ficando muuuito parecidos.

Para completar, não sou o tipo de pessoa que costuma ficar muito doente. Mas inexplicavelmente durante o processo de escrita de Strangers, foi o período que mais fiquei doente: dor de estômago, febre, dor de cabeça, alergia… Foram muitas vezes. Outras coisas bem loucas aconteceram: vire e mexe ficávamos sem luz aqui em casa (apagão em vários bairros e cidades, caminhão batendo no post e etc), fiquei sem computador três vezes – que era onde o livro estava. Oitra vez, em uma determinada madrugada, quando finalmente o livro estava fluindo, vi um vulto passando no cômodo que estava. Não sei se era verdade ou apenas a Escritora que vos escreve cansada, só sei que fui imediatamente dormir.

A sensação de que me impediam de escrever o livro cresciam e cheguei a conclusão de que não ia conseguir cumprir os prazos e terminar. Eu chorei de raiva várias vezes e comecei a “agir” de forma muito estranha. Passei a ficar mais antissocial, querer sair menos e estressada. Foi um montanha – russa de emoções.

O que me tranquilizou e me ajudou a ficar mais calma é que contei com o apoio do meu namorido e amigos que me incentivavam a escrever, ajudaram com ideias e dicas. Acho que se Strangers vai finalmente ser publicado, grande parte devo a eles.

Vocês devem estar se perguntando, e agora o que ela vai fazer? O processo de finalização de um livro é complicado e me encontro nesse momento em infinitas revisões. E claro, como não poderia deixar de ser, vou mergulhar na escrita de dois livros. Dois?! Isso mesmo! Nunca vou parar de escrever! Aos olhos dos outros, pode ser visto como loucura. Para mim, um sonho e um trabalho que me faz a cada dia mais feliz.

 

Curiosidades sobre o meu livro · Diário de uma escritora outsider · [Crônicas] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [Novos Escritores] · [Terror]

Curiosidades sobre o meu livro #1

Ficar esperando um livro ser publicado é chato, né?

Pensando nisso e tentando não ser tão cruel como tenho sido nos últimos tempos, decidi matar a curiosidade de alguns leitores que vem me pedindo detalhes a respeito do meu primeiro livro que vai ser publicado. Infelizmente,  não posso revelar tudo. O livro ainda não foi registrado e estou no processo final de escrita.

Já escrevi um livro antes, mas nunca imaginei que fosse ser tão difícil finalizar um livro. Está – literalmente – sendo um parto.

Agora chega de voltas e vamos ao que interessa >.<

A primeira coisa é que o livro já tem um nome, mas não posso revelar por mil motivos. Mas posso contar que apelidei carinhosamente a história de “Strangers”. Não, esse não vai ser o título do livro. Essa é a forma como posso me referir ao livro sem dar spoilers e revelações bombásticas. E apesar de ser o meu primeiro livro que vai ser publicado, Strangers não é o primeiro livro que escrevi. Já escrevi um livro antes que ainda não foi publicado. Esse é um plano para o futuro e assunto para um outro post.

A segunda coisa é que Strangers vai ser lançado ainda esse ano. Levei exatamente um ano para terminar e está sendo bem complicado escrever. Durante a escrita, passei por mil coisas que tentaram atrapalhar (um dia faço um post explicando), mas o mais importante é que o livro vai sair. Estou lutando bravamente por isso!

A terceira curiosidade é que uma das coisas que mais me inspirou a escrever esse livro foi a série “Buffy: A Caça – Vampiros”. Como quase todo mundo sabe, sou muito fã da série. Tão fanfirl que sempre sonhei em escrever algo do tipo. É claro que não copiei a história, mas Buffy me motivou a escrever no que acredito e amo. Até comentei no twitter que uma das certezas que tenho nessa vida é que vou escrever ficção sombria para sempre! Essa é a minha vida, esse é o meu clube ❤

A quarta curiosidade é que amo escrever ouvindo música. Ah tá! Eu sei que isso não é novidade para ninguém, mas durante grande parte da escrita desse livro ouvi MIL VEZES a mesma música. A determinada canção amaldiçoada é Hideaway da Kiesza. Para quem não conhece, a moça é uma cantora dance que ficou muito conhecida no ano passado. Curiosamente, o título dessa música faz referência ao nome de um grande cantor de dance music dos anos 90, o Haddaway que inclusive a Kiesza regravou uma cancão dele, What Is Love. Coincidência ou não, cresci ouvindo essa música e sou muito fã desse cantor. Como não acredito em coincidências, acho que todos esses detalhes estavam entrelaçados e tornam a criação de Strangers ainda mais interessante. Eu diria até que essa música é o livro em forma de canção. É muito amor ❤ Se curtirem, futuramente faço uma playlist do livro. Acho que alguns podem se surpreender. Durante a escrita do livro, ouvi MUITA dance music. Sim, você não leu errado rs.

A quinta curiosidade é que o Escritor R. L. Stine foi uma grande inspiração para escrever Strangers. Amo a forma como o autor de O Clube do Terror, A hora do arrepio, Goosebumps, Horrorland e Eye Candy constrói e desenvolve as suas histórias. Sabe aquele autor que você quer ser como ele quando crescer? Pois então, é ele! Amo a forma como os detalhes, a mitologia e os acasos estão bem amarrados em suas obras e as surpresas que ele dá ao leitor no decorrer da trama. Eu tenho muito a agradecer ao Bob! Strangers nasceu dessa vontade de agradecê-lo tudo o que me proporcionou como leitora!

A sexta curiosidade é que tem um livro que me inspirou e influenciou muito a escrever a história. Não chegar a ter coisas em comum com o enredo, mas se Strangers ganhou forma, personalidade e atitude devo A Estrada da noite do Joe Hill que me ensinou a amar o gênero que escrevo e defendê-lo com unhas e dentes.

Queria contar mais coisas, mas não posso. Afinal temos que deixar as surpresas para mais tarde  haha. Ainda não tenho a data de lançamento do livro, eu e meu agente estamos acertando isso, mas fiquem tranquilos, pois quando menos esperarem vão ter Strangers em suas mãos. Espero que tenham curtido o post, já faz um tempinho que queria dividir essas curiosidades com vocês. Se toparem, posso fazer mais posts com curiosidades sobre os meus livros 🙂

Agora preciso ir, os detalhes finais do livro me esperam. Contando os minutos para ter o livro na minha mão ❤

 

Diário de uma escritora outsider · [Crônicas] · [Hábitos freaks de escrita] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros]

Hábitos freaks de escrita

 

 

 

Depois de ser engolida por um buraco negro chamado “problema no computador” e a “internet caiu”, voltei com um post que prometi faz um tempinho. No início pensei em fazer em vídeo, mas como o tempo e a internet não colaboraram muito, decidi fazer por escrito mesmo. Como alguns já sabem, em breve vamos ter um vlog recheado de conteúdos legais. Não posso adiantar muito, porque é surpresa ^-^

Vocês podem ter observado que ficamos um tempinho sem posts e não foi só por problemas tecnológicos. Eu estou finalizando o meu segundo livro e reescrevendo um outro. Imaginem onde anda a minha cabeça? Isso mesmo na lua! Durante essas semanas pude observar os meus hábitos de escrita e decidi falar sobre eles aqui. Sei que tem muita gente ansiosa para o lançamento do meu primeiro livro e um dos motivos para escrever esse post, foi saciar a vontade de alguns ❤

Reparem que os meus hábitos são um tanto quanto comuns, engraçados e meio loucos HAHAHA. A verdade é que escrever é maravilhoso e ao mesmo tempo doloroso. Não é tão glamouroso quanto algumas pessoas imaginam, mas por trás existe um prazer imenso em criar histórias.

Agora vamos ao que interessa, porque a escrita não pode e nem deve parar.

1 – Prefiro escrever em um caderno no que computador. 

Para começar, preciso dizer que não escrevo necessariamente no computador. Eu prefiro escrever em um caderno especial reservado para o livro e depois passar para o notebook. Sim, dá um trabalho do caramba e já rendeu muitas confusões. Só que é assim que funciono. Por trabalhar online, fica meio complicado escrever quando o computador está ligado. E nem sempre quando a ideia bate estou em casa ou de frente para o PC. E é aí que os caderninhos e o gravador do celular me salvam.

Outro detalhe importante é que o primeiro passo para escrever é…ESCREVER! Isso mesmo! A primeira lição é não podar a sua escrita. Quando estou com vontade e está na hora de escrever – sim, eu tenho um horário para escrever. Falo sobre disciplina em outro post – sento e escrevo. Não importa se está abreviado, errado ou confuso. O importante é colocar para fora. Costumo corrigir só depois. Aprendi isso ao escrever o meu primeiro livro que ainda não foi publicado e me deu muita experiência. Hoje em dia rola um filtro na hora de escrever, mas ainda assim prefiro me deixar livre e me atentar para os erros só depois que o livro estiver finalizado.

2 – Eu adoro escrever de noite. 

Sim, você não leu errado. Sou da turma dos vampiros e dos darks. Não bastava só gostar de escrever ficção sombria, eu tinha que escrever também a noite.

Desde que decidi ser escritora, grande parte das minhas histórias são escritas durante a noite. Já escrevi de dia quando tive necessidade e confesso que fica difícil escrever quando se estuda e trabalha, mas não é impossível. Quando não estou de férias e pretendo escrever até tarde, aproveito os feriados, sextas – feiras e finais de semana. Sinto que rendo muito mais quando anoitece. Parece que de dia fico muito agitada enquanto a noite me sinto mais relaxada e perco as horas escrevendo.

A melhor parte de escrever de madrugada é que não tem ninguém acordado, te enchendo o saco ou te impedindo. Por outro lado já me rendeu muitas histórias, algumas engraçadas e outras assustadoras. Já aconteceu de estar escrevendo uma cena sombria e me assustar com o barulho do vento, porque eram 3 horas da manhã e não tinha ninguém acordado e passando na rua. Uma outra vez, estava escrevendo sozinha na sala quando vi alguém passando no corredor. Estavam todos dormindo e bem, a princípio não era ninguém. O que quer que fosse, até hoje não sei do que se trata.

3 – Só consigo escrever ouvindo música

Já postei essa imagem antes e até discuti o assunto na minha coluna sobre escrita no NE, mas a verdade é que não consigo escrever sem música. Eu preciso ouvir alguma música que me inspire e me motive a escrever. Como sou fã de rock, principalmente os Indies e os clássicos, músicas antigas dos anos 80 e pop, eles são os gêneros que mais costumo ouvir enquanto escrevo. Também curto trilha sonora de filmes, séries e sons experimentais. Enquanto para algumas pessoas escrever ouvindo música atrapalha, no meu caso sinto um alívio enorme. Também ajuda, porque moro com outras pessoas e o som abafa qualquer som ou conversa que posso me distrair da história. O que é ótimo e me embala a ponto de não ouvir ninguém me chamando ou fazer ideia do que está “acontecendo lá fora”.

Sou do partido que acredita que ao escrever precisamos nos isolar. A profissão de escritor pode soar solitária e é, mas nessa área são necessários alguns sacrifícios se o autor quer realizar o seu sonho e atingir a sua maturidade profissional.

E vocês, escritores ou não, tem algum hábito engraçado de escrita? Dividam comigo, vou adorar saber mais sobre o processo criativo de vocês!

Diário de uma escritora outsider · Miss Lala · [Crônicas] · [Novos Escritores]

Miss Lala

Desde que comecei com o blog, o objetivo era mostrar o meu lado profissional como Escritora. Ele não foi o meu primeiro e talvez nem seja o último site que venha a ter. A questão é que bloguei a minha vida inteira, tive fotolog, flogão e até o extinto vibeflog. Eu sempre adorei redes sociais, postar fotos e trechos de músicas. E foi no meio desse caminho que me descobri como Autora e o resto vocês já sabem. Aqui estamos nós.

Há alguns anos tive um blog, o Momento Lala e sempre pensei que fosse escrever nele a minha vida inteira. Só que um dia acordei e percebi que não queria mais. Eu tinha mudado muito e ele não correspondia mais ao que eu era.

Eu não era mais amadora, tinha crescido e me tornado uma Escritora Profissional. Só que olhando para trás, vejo que nunca deixei de ser a garota do Momento Lala. Quer dizer, não sou mais uma garota, os 25 estão aí pra comprovar, mas os sonhos e a essência continuam. O blog tinha um significado, Momento Lala sempre foi para mim “ser você mesmo e curtir o momento, os sonhos e se entregar a eles”.

Quem acompanha a minha fanpage sabe que o Site está passando por mudanças. Eu sou uma metamorfose ambulante e a cada dia descubro mais coisas sobre mim que nem imaginava existir. E quero que o site tenha a minha personalidade. Venho buscando melhorar – não só na escrita – mas no designer também. Então não estranhem alguma mudança, guardem com carinho essa versão, porque um ciclo se fecha e um novo se abre. Um mundo de novas possibilidades.

O Momento Lala continua firme e forte. Um pseudônimo que sem querer acabou resumindo tudo o que sou. Mesmo com um endereço diferente, agora com o meu nome, a base é a mesma. Pretendo importar alguns textos e lembranças para cá, porque eles dizem muito sobre mim. E claro, novos textos, postagens e vídeos. Sim, vamos ter um vlog que vai ser uma espécie de continuação desse site e do Novos escritores, com conteúdos diferentes da escrita.

E vamos virar a página, porque ainda tenho um segundo livro para terminar. As histórias nunca terminam.