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Maya Fox – A predestinada (Silvia Brena e Iginio Strafii) {Mês Especial do Halloween}

Escrito por Silvia Brena e Iginio Straffi e publicado pela Planeta Jovem, Maya Fox – A predestinada narra a história de Maya Fox, uma adolescente rebelde que tem problemas com a mãe e consegue se comunicar com os mortos. Só que as coisas nem sempre foram assim. A adolescente já foi feliz, tinha a família perfeita, mas depois que seu pai foi assassinado, tudo mudou. Por conta do seu dom de falar com os mortos, Maya é a única que pode desvendar a profecia que prevê o fim do mundo em 2012 e deve usar o seu poder para salvar o mundo.

Já falei um pouco sobre esse livro em outro post. Quando comecei a ler a história, não dava nada muito por ele, mas quando dei por mim, não conseguia parar. O livro é voltado para o público adolescente. A história da Maya Fox tem uma combinação de mistério, sobrenatural e suspense em doses bem altas e combinadas. E é perfeito! A narrativa é fluída, o livro é bem escrito, consegue prender o leitor e fazê-lo mergulhar na leitura para tentar desvendar os enigmas da trama. Outro ponto positivo é que o livro retrata um stalker psicopata que vem assassinando várias garotas em busca da “perfeição” e persegue Maya. E ainda tem a proximidade com o fim do mundo. Quer coisa melhor?

Enquanto pesquisava sobre esse livro, descobri que muitos leitores odiaram. A maioria questionou o comportamento da protagonista Maya, dizendo que ela era mimada e infantil. Sim, é verdade. Mas vamos enxergar por outro ângulo? A personagem era muito próxima do pai e quando ele morreu, além dela ser muito nova, foi um grande choque. No meio disso tudo, a garota descobre que consegue falar com os mortos. Sua mãe que é uma delegada, não a leva tão a sério e a trata como criança, o que faz com que as duas se afastem. Maya encontra consolo no “rock”, virando uma adolescente gótica e retraída. Sou eu agora que pergunto: vocês nunca se rebelaram na adolescência? Nunca tiveram a sensação de que ninguém os compreendia? Se vocês já tiveram 16 anos alguma vez na vida, aposto que se sentiram assim em algum momento. E bem, o livro foca NESSE MOMENTO. Outra coisa que chamou a minha atenção é que Maya não é uma das garotas mais populares, ela é a rebelde, se veste de preto e escuta The Smiths (a minha banda favorita de todos os tempos), mas nem por isso deixa de ter amigos. O desenvolvimento dos personagens foge um pouco daquele lugar comum e clichê que encontramos em histórias adolescentes. Maya tem a sua própria turma e ainda por cima pratica artes marciais. O livro aliás, tem várias referências a músicas, principalmente ao rock.

Achei o livro bem estruturado, apesar de ser uma trilogia (até onde sei só tem o segundo livro lançado por aqui, “Maya Fox – O quadrado mágico” que pretendo ler em breve), a história tem início, meio e fim. Ou seja, há uma situação que é explorada. Também há espaço para o romance, no qual os autores souberam colocar sem ficar meloso. Só achei que para um livro voltado para o público adolescente, algumas cenas são quentes demais para a faixa etária. O livro possui sim alguns problemas na narrativa, mas confesso que já li piores por aí. Também encontrei vários erros de revisão. Apesar disso, Maya fox – A predestinada tem a combinação de todos os elementos que mais amo em um livro. Não me arrependi de ter lido e pode até não ser o livro mais perfeito do mundo (talvez se ele não fosse uma trilogia ou duologia, daria mais certo. A história seria perfeita se fosse estruturada em um livro único ou HQ), indico sem pensar duas vezes. É uma ótima pedida para quem procura uma leitura despretensiosa, sobrenatural com direito a fantasmas e serial killers. Acredito que antes de julgar um livro, devemos ler e abrir a mente para ele. Maya Fox é especial de diversas formas e tem espaço para muita coisa: perseguições, amor, mistérios e o sobrenatural. E mais do que isso, é também uma história de como o amor pode sobreviver a diversidades da vida, até mesmo da morte.

Espero que estejam curtindo o nosso Mês Especial de Halloween. Estou me divertindo bastante e adorando poder compartilhar livros, séries e filmes com vocês! Agora quero saber o que andam lendo e assistindo. Compartilhem comigo ❤

P.s: Essa resenha foi postado em um antigo blog que eu tinha, mas achei bacana compartilhar aqui, já que se trata de uma história sombria com fantasmas e fim do mundo que tem tudo a ver com o Halloween.

Muitos sonhos assombrados,

Ju

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Mês Especial do Halloween: Amor e maldição em Cidade Fantasma

Conheci Cidade Fantasma da Autora Tainá Ruiz na internet. Não me lembro muito bem como cheguei em seu blog, mas quando vi já estava devorando os capítulos disponíveis e me tornei fã da série. A história bombou no blog, cativou leitores e Tainá correu atrás para publicar. Depois de quase dois anos de muita espera e ansiedade, ela publicou de forma independente, me enviou o livro e esses marcadores lindos que me encantei de cara.

Gente, o que dizer desse livro? A Tainá conseguiu se superar! Cidade Fantasma já não era uma surpresa pra mim, porque conhecia a história, mas fiquei chocada com o rumo que as coisas tomaram. O livro narra a história de Ian, filho único que acaba indo morar com os seus pais no que dizem ser uma Cidade Fantasma. E sua chegada já é movimentada, porque ele e seus pais encontram Elizabeth, uma garota muito misteriosa no meio da estrada. Ela parece ser problemática e ninguém consegue compreendê-la. Menos Ian, que sente uma necessidade absurda de ajudá-la. Bem, um tanto quanto diferente né? E as surpresas não param por aí. Ian que tem o dom de ver e falar com os mortos, acaba indo morar na casa que pertenceu a família da Liz e acaba conhecendo Will, o irmão dela. A partir daí, uma série de coincidências, reviravoltas com direito a muitas pitadas dark estão presentes na trama. E acredite se quiser, a história dos três está conectada e Ian vai ter que aprender a lidar com as mudanças e a chegada dos irmãos que mudou a sua vida.

Cidade Fantasma é o livro I de uma trilogia e é uma história repleta de ação. Não tem um capítulo monótono, a história é intensa e repleta de reviravoltas. E isso é uma das coisas que mais gostei, porque quando estava me preparando para a parte mais tranquila, Tainá vinha e acabava com as minhas esperanças. No final, só queria entender o PORQUÊ A TAINÁ fez isso, mas tudo bem, porque ainda tem o livro II vindo aí e sei que tem muuuuita história para acontecer.

Não curto dar spoilers em meus textos, mas o que posso dizer é que Cidade Fantasma é uma história sobre amor, maldição e muitos sonhos. Liz é uma personagem cativante e sua personalidade gótica é apaixonante. Ian é o mocinho que todo mundo sonha em encontrar e Will é o melhor amigo que alguém poderia ter. O mais bacana de se apegar ao livro é ter a sensação de que os personagens se tornaram os seus melhores amigos e foi isso que aconteceu comigo em Cidade Fantasma. Lembrando que o livro é uma ótima pedida para o Mês Especial do Halloween, uma vez que tem muita aventura, elementos góticos e sustos. Tem fantasia, romance, terror e muitos mistérios. Os ingredientes perfeitos para o Dia das Bruxas. Não perca tempo e garanta o seu, tenho certeza de que vai ter muitos arrepios! Adicione no Skoob, curta a fanpage do livro e compre pelo site da Autora.

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Minhas últimas leituras #01

Aproveitando que o inverno está chegando e o clima super combina com livros, café e um sofá quentinho, decidi compartilhar com vocês as minhas últimas leituras. Apesar de não ter lido muito em Junho, já que fiquei doente e aproveitei pra colocar as minhas séries em dia, decidi correr atrás do prejuízo e não me arrependi. Li muita coisa legal e ao mesmo tempo, sinistra. Sem mais enrolação, vamos a lista que interessa:

Poirot Investiga (Agatha Christie): Quem me acompanha nas Redes Sociais sabe que a Agatha Christie é uma das minhas autoras  favoritas do Universo. É o tipo de Autora que leio todos os livros e que coleciono todas as obras. Poirot Investiga (Editora BestBolso) é um livro que reúne contos da dama do crime. Confesso que apesar de amar contos, estava com receio de ler o livro, já que nunca tinha lido um  escrito por ela. Mais uma vez, é claro, me surpreendi. Fiquei feliz em constatar que os contos foram bem escritos, a Escritora consegue inserir início – meio e fim em 6 folhas sem deixar furo ou brecha!!! Sensacional! Agatha arrasa demais! 5 estrelas merecidas!

 

Minha vida fora de série #1 (Paula Pimenta): Outra Autora que adoro de paixão e sou muito fã é a  Paula Pimenta. Já tive a oportunidade de ler a coleção de Fazendo meu filme e é maravilhosa.  Um dia conto para vocês o quanto sou apaixonada pela série ❤ E pra quem não sabe, o Minha  vida  fora  de  série 1 (Editora Gutenberg) é o spin off de uma das minhas personagens  favoritas  de FMF, a  Priscila. Amei a ideia da Paula de contar mais da história dessa personagem.  Resumindo, Minha  vida fora de série é um livro muito gostoso e  amorzinho! Foi muito bacana  conhecer mais da  história dela e do Rodrigo. Fiquei curiosa pra ver o que vai acontecer! Terminei  querendo mais ❤  Não vejo a hora de ler o segundo e poder adquirir o terceiro que foi lançado na  última semana. A  princípio seriam 3 livros, mas parece que surgiu mais um O.o Me pergunto o que a Priscila pode estar aprontando! 5 estrelas, se pudesse ainda daria mais!

    Asylum (Madeleine Roux): Esse foi um dos livros mais perturbadores que li da lista, pra não dizer da vida. O livro conta a história de Daniel Crawford, um garoto de 16 anos que decide fazer um curso de versão para se habilitar antes entrar na faculdade. Lá ele faz amigos e descobre que o lugar em que estuda e mora já foi um sanatório, mais conhecido como um asilo. O garoto descobre vários segredos que rondam o lugar que abrigou doentes e assassinos. A história tem um enredo rico, mas tive a sensação de que demorou a “engrenar”. Quem é fã de Thriller e terror sabe que é comum encontrar “ligações”, “fios” entre o decorrer da trama. Só que a Autora demorou a fazer isso. O que tornou a leitura um pouco entendiante. Classifiquei com 3 estrelas, e sim é uma boa nota. Ah, Asylum (V&R Editora) faz parte de uma série. Ainda não sei se vou continuar a ler. Acho que é o tipo de livro que podia ser único.

Espero que tenham curtido a lista! E vocês, o que estão lendo? Prometo voltar em posts desse tipo mais vezes. Me diverti criando haha Foram 4 tentativas!!! Sei não, acho que esse Asylum aí tentou não me deixar postar hahaha :p

Não deixem de comentar o que acharam 🙂

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A inesquecível estrada da noite

                                                                           Amor ❤

Não é segredo para ninguém que sou apaixonada por terror.  Sejam livros, séries, filmes ou até mesmo jogos. Eu posso até ter que dormir de luz acesa, mas o fascínio e a paixão são maiores que tudo. Não foi à toa que escolhi o terror como gênero que me defini como Autora. Como já comentei aqui anteriormente, tentei de todas as formas lutar contra esse estigma. Até que decidi me render e abraçar a escuridão. Aceitar que curto o terror foi uma das melhores coisas que já fiz na vida.  Coisa que nem Freud explica. Vai entender!

Nessa minha jornada particular pelo terror, tem dois assuntos pelo quais sou louca: Hotéis e estradas. Não sei explicar o motivo exato, talvez seja, porque o primeiro guarda muitas histórias de várias pessoas de raças, sexos e lugares diferentes. Fora que existem alguns hotéis antigos que parecem ser assombrados. Já o outro é um lugar tipicamente deserto e abandonado. Passei grande parte da minha vida viajando para o interior e encarando estradas desertas. Li livros durante o trajeto, dormi e sonhei com coisas. Acho que estradas são lugares definitivamente inspiradores para pessoas com imaginação fértil como eu.

O caso é que sou MUITO fã do Stephen King. Desde que 1408 e O Iluminado entraram na minha vida (justamente duas histórias em que a figura do hotel são protagonistas das histórias), tenho procurado ler cada vez mais sobre a respeito. Só que eu não sabia que o King tinha um filho que também é autor de terror. Eu lembro que quando descobri fiquei muito surpresa e com certo receio. Primeiro porque o cara é filho de um gênio e imaginei a pressão que deveria ser. Segundo, que já vi exemplos de filhos de artistas como atores, diretores, cantores e escritores que tentaram a carreira artística dos pais, mas não deram certo, porque não tinham talento. Deixei a ideia de lado por um tempo até que fui apresentada ao livro “A Estrada da noite”. Não posso negar para vocês que foi amor à primeira vista. Tive que então dar o braço a torcer. Tá bom Joe, está na cara hora de te conhecer! E em uma promoção na qual o livro estava nove reais, vi que o destino estava atuando ao nosso favor. Quando o livro chegou, tive que deixá-lo passar a frente de todos, porque a curiosidade estava me matando.

                                         Tal pai, tal filho. Como eles são parecidos!!!!

O caso é COMO EU PUDE DEMORAR TANTO TEMPO PARA LER A ESTRADA DA NOITE?! Sabe aqueles livros que se você pudesse apagava a história da sua cabeça só para sentir aquelas sensações e emoções tudo de novo? Então, A Estrada da Noite se encaixa perfeitamente nessa categoria. Se eu pudesse, usaria a penseira do Dumbledore para esquecer e poder viver tudo novamente.

A Estrada da noite, escrito por Joe Hill e publicado pela Editora Arqueiro conta a história de Judas Coyne (só eu vi a referência a banda de rock Judas Christ?), um roqueiro super famoso, traumatizado pelo histórico familiar por causa do pai violento e outros fantasmas como as mulheres que fez sofrer e os colegas de banda que traiu. Ele também é conhecido pela sua coleção de objetos macabros como um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Até que um dia, Judas fica sabendo de um estranho leilão na internet: “Vou ‘vender’ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto…”. Ele que adora uma competição dá o valor mais alto, de mil dólares e se torna o proprietário do paletó do morto que é assombrado pelo dono. O terno é entregue ao roqueiro em uma caixa de coração preta e a partir daí, uma série de coisas estranhas acontecem. A presença do morto não é só imaginária, mas também real. O tal fantasma era pai de uma fã de Jude, que se matou por causa dele. E não, isso não é spoiler, está na sinopse do livro. 

Preciso confessar que quando comecei a ler o livro, só lia de dia. Só que o livro foi tomando um rumo que me vi virando madrugadas devorando a história. Fiquei dividida em ler tudo e não terminar, porque estava bom demais. O fato é que o livro tem um clima beeem sombrio. O Judas mora com a sua namorada gótica Geórgia em uma fazenda com os seus cachorros. Imaginem aquelas fazendas dos Estados Unidos longe de tudo e de todos? Se algum crime acontecer, até descobrirem, a tragédia já estará instalada há muito tempo… A história tem uma narrativa muito bem desenvolvida. Mesmo o Judas sendo durão, torci por ele o tempo todo. Combater forças sobrenaturais é muito mais difícil do que inimigos vivos e a história passa muita tensão e aflição. A pobre da Geórgia sofre horrores e apesar da sua personalidade maluquete, me apeguei a ela. É o tipo de personagem que não tem papas na língua, que fala o que pensa. Ou seja, me conquistou fácil.

Pai e filho em momento de diversão

Por fim, Joe me impressionou demais. É claro que comparei ele com o pai em diversos momentos, mas cheguei a conclusão de que sou fã dos dois, só que de diferentes formas. Enquanto King não liga se tiver que passar 500 páginas para introduzir uma história, Hill é mais direto, objetivo. O engraçado é que encontrei uma semelhança entre os dois. Uma das coisas que mais admiro nos Autores de Terror são suas tramas carregadas de exemplos de esperança e fé. King já confirmou que faz isso em entrevistas e é uma das características que mais admiro nele. 1408 e À espera de um milagre são exemplos disso. Pelo visto, Joe Hill puxou o pai, porque durante a história, podemos ver Judas se redimir. Uma das coisas que mais gosto é ver o crescimento de um personagem. No final, percebi que tinha virado fã e agora mais do que nunca, preciso ler a bibliografia inteira do Joe Hill. Um dos livros que mais tenho desejado é O Pacto. Só lamentei profundamente a Editora lançar uma nova leva com a capa do filme e ainda por cima com o título mudado. É pra enlouquecer qualquer fã xiita. Fala sério!

Queria saber o que o King leu para o Joe quando era criança, porque deu certo viu? Não sei vocês, mas nunca mais vou conseguir olhar uma caixa de coração do mesmo jeito.

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Um vício chamado Pretty Little Liars

Já faz um bom tempo em que estava para fazer esse post, mas a falta de tempo e a dificuldade em começar esse texto me impediam. Não é segredo para ninguém que sou muito fã de Pretty Little Liars. Tem dois anos que acompanho a série e a cada episódio, fico mais viciada.

SPOILERS! Leia por sua conta e risco! 

Pretty Little Liars é uma série de TV da Abc Family, baseado na série de livros de mesmo nome da Sara Shepard e publicado pela Editora Rocco. Apesar de não ser fiel aos livros, PLL gira em torno da noite do feriado do dia do trabalho no qual Alison Dilaurentisa adolescente queen bee – desaparece misteriosamente e é dada como morta.  No fatídico dia, Alison passava a noite com as amigas no celeiro da Spencer.

Um ano se passa, as amigas se separam e seguem suas vidas. Mesmo sendo amigas de Alison, uma parte delas se sente aliviada. Infelizmente Alison era uma pessoa perigosa, do tipo que adorava ameaçar e praticar bullying com os outros. Ela conhecia o segredo de cada uma e se aproveitou disso diversas vezes. Alison Dilaurentis é aquela figura mítica: rainha da escola, popular, admirada e seguida por meninos e meninas que amava pisar nos outros.  Exatamente um ano depois do seu sumiço, o corpo da jovem é encontrado. As meninas acabam se reaproximando e começam a ser chantageadas por -A que sabe todos os segredos. Curiosamente, coisas que só Alison sabia.

Confesso que comecei a assistir por insistência das minhas primas. Na minha cabeça, PLL era uma série no estilo Gossip Girl. Só que no momento em que comecei a assistir, percebi o quanto estava enganada. Na primeira temporada, temos o desenrolar da noite mais comentada de Rosewood (onde se passa a série) e acompanhamos o que rolou depois de toda a tragédia. Vemos as meninas tentando voltar a sua vida normal, com amores, muitas festas e agitos, mas -A não deixa barato e as assombra o tempo inteiro, seja por sms anônimos ou cartas. Com muito terror psicológico e como não podia deixar de ser, muitas mentiras. A primeira temporada não é uma das minhas favoritas. Achei muito confusa, fraca e com muitos furos. Mas definitivamente tem alguma coisa nessa série que prende a atenção do telespectador.

Já a segunda temporada é uma das minhas favoritas. A trama começa a amadurecer e observamos um clima sombrio que ronda a série e que vem pra ficar. O desenrolar dos enigmas, o início dos casais e o lado detetive de Spencer me tornaram fiel a PLL. E claro, não poderia deixar de citar a descoberta de que Mona é -A. Foi incrível! Sem dúvidas, foi um dos pontos altos da série. Nunca vou me esquecer do último capítulo em que é revelado, Mona de capuz preto e o covil de -A. O ponto fraco fico por conta de Maya, a namorada de Emily que é uma personagem who, não diz a que veio e foi pouco explorada. Sei que não tem como dar espaço para todos os personagens, mas até agora não consegui encaixar a morte dela com a história em si (a princípio, segundo os produtores, a morte dela não está ligada ao psicopata da série). Como em PLL tudo pode acontecer, não descartei possibilidades ainda.

Já a terceira e quarta temporada são as melhores ever na minha opinião. Elas têm uma sequência de enigmas e mistérios que compõem a trama e estão equilibradas. São temporadas bem escritas e desenvolvidas. Na terceira temporada, vemos que Mona está no Radley, hospital para pessoas que possuem problemas com distúrbios psicológicos e descobrimos que há um novo -A e que ele/ ela roubou o seu jogo. E quando as liars pensam que finalmente estão livres, se descobrem mais presas aos segredos e mentiras. O ep 3×01 “Aquela noite” é a entrada para a “nova fase” de PLL. Qualquer semelhança com o 1×01 não é coincidência. Segundo a produtora Marlene King, foi intencional. Como se estivesse inciando uma nova série dentro da série. Que loucura! Outro ponto positivo é que a série é famosa pelos episódios temáticos de Halloween. Não curti muito os primeiros, achei bem fraquinho. Só que o da terceira temporada se passa no trem e omg! É maravilhoso!!!  Com direito a Adam Lambert cantando muito em uma noite pra lá de sombria. Esse é um dos meus episódios preferidos que não me canso de ver, só perde pro especial de Halloween da quarta temporada). Acho que se algum espectador tem dúvidas sobre PLL, na terceira tem tanto suspense, surpresas e mistérios que é impossível não se envolver ❤

A quarta temporada marca a entrada de novos personagens intrigantes como Cece que acrescentam e confundem a trama. Temos também o ponto alto da temporada que é o episódio especial de Halloween, se passa no cemitério da cidade pra lá de estranha Ravenswood que marca o início da série paralela de mesmo nome que flopou. Nem preciso dizer que amei esse episódio né? Uma das coisas mais fantásticas em PLL é que mesmo sendo uma série de jovens, eles vão fundo no terror e suspense. Jovens mentirosas se metendo em confusões aterrorizantes? É a minha cara

Já a quinta temporada foi um erro atrás do outro. Com a volta da Alison, acreditamos que finalmente teríamos respostas, o que não aconteceu. Só teve enrolação, as liars super passivas a amiga que estava desaparecida, o que ninguém esperava e episódios bem entendiantes. A morte da Mona foi uma das coisas mais horríveis que aconteceu, ela só desacelerou a trama. Porque era justamente a Mona quem poderia agilizar a descoberta de -A, o que novamente não rolou. A própria Marlene King comentou que sentiu que os fãs estavam desmotivados. E pra completar, não tivemos o especial de Halloween, mas sim o de Natal que foi um dos episódios mais parados. A história prometia muito, mas parece que se perdeu no caminho. Podíamos ter ficado com o episódio de Halloween. O triste é que de acordo com a produção, não vão ter mais especiais de Halloween. Torço para que mudem de opinião, porque eles são sempre os melhores e funcionam como extras da trama.

Para a sorte dos fãs, a sexta temporada começa literalmente lacrando. Parece que realmente a produção de PLL está cumprindo as suas promessas, o que significa que começamos a ter respostas. Os episódios até agora se dividiram em agitados e parados, mas é totalmente compreensível em vista dos últimos acontecimentos. Mas nota-se que eles marcam uma nova fase da série, mais direta e bastante dark. De acordo com os grupos de fãs, descobriremos quem é -A no último episódio do primeiro arco da sexta temporada. Depois teremos um pulo de 5 anos no qual veremos as liars mais velhas e com vidas diferentes. Praticamente uma nova história dentro da série, iniciando uma nova fase na história.

Uma parte de mim está adorando e outra triste, porque o dia em que nos despediremos de Pretty Little Liars está se aproximando. A série vai terminar na sétima temporada.  Não é fácil dizer adeus a uma série que demorou a me conquistar, mas quando menos esperei roubou o meu coração. Apesar do roteiro ruim, a trama clichê e possuir um enredo quase fantasioso, vejo PLL como uma alegoria da vida. Quem assiste sabe que alguns personagens somem do nada, relacionamentos terminam assim como acontece no dia a dia. Todo mundo já sofreu nas mãos de alguma Alison ou já teve alguma fase Spencer em sua vida. O fato é que essa é uma série de acelerar os seus batimentos cardíacos e quebrar a cabeça com teorias. Se eu tenho palpite de quem é -A? Claro, mas isso vou deixar para outro post!

E ah, uma das coisas mais divertidas da série é que ela é cheia de referências a filmes e músicas, principalmente antigas e os nomes dos episódios são super criativos. Também tenho que parabenizar a produtora Marlene King por conseguir fazer com que todos os personagens parecessem suspeitos. Sou Escritora e sei o quanto isso é difícil. É por essa e outras que amo e apaixonada por PLL ❤

Espero que tenham curtido o post! E vocês, tem alguma série em que são viciados? Já assistiram PLL? Divida comigo nos comentários. Vou adorar saber ❤

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Direto do túnel do tempo: O mundo de Goosebumps

Ser criança nos anos 90 significava curtir um monte de coisas legais como Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira e séries baseadas nos livros do awesome Escritor R. L. Stine como Goosebumps. Uma das minhas maiores lembranças de quando criança era assistir e ler O Clube do Terror, HorrorlandGoosebumps  e A hora do arrepio. Se você foi criança nessa época, com toda certeza sabe do que estou falando >.<

 R. L. Stine é um Escritor que foi muito popular nos anos 90. Ele foi considerado a “J. K. Rowling” daquela década. Grande parte das suas séries de livros viraram série de TV – com exceção de A rua do medo que também amo. Com temáticas sombrias, suas histórias são cercadas pelo sobrenatural. Fantasmas, bruxas, lobisomens e psicopatas, R. L. Stine consegue fazer uma combinação perfeita de fantasia, sobrenatural e thriller de arrepiar os cabelos. Ao contrário do que muitos imaginam, apesar do público alvo de Bob – como os fãs o chamam – serem as crianças, ele também escreve para adultos como o livro Eye Candy que recentemente foi adaptado para a TV em formato de série pela MTV.

Além de ser fã do R. L. Stine, também o considero uma grande influência como Escritora. Adoro como as tramas dele se desenrolam, fugindo do óbvio e personagens clichês.  R. L. Stine consegue dar volta no leitor, surpreender e entregar um final instigante. Ele é um dos meus Escritores favoritos, tanto que faço coleção de seus livros.  O mais bacana é que apesar do livro ser editado por várias Editoras diferentes, as diagramações têm os climas dos livros e as capas são sensacionais, sombrias e desenhadas. Elas viraram referência a obra do Escritor.

O que mais me fascina em Goosebumps (Arrepios em Português e do ano de 1995) é que diferente de O Clube do Terror, os finais nem sempre têm lição de moral. Enquanto que no Clube temos um grupo de adolescentes se reunindo ao redor de uma fogueira para contar histórias assustadoras com uma lição de moral no final,  Goosebumps foge do óbvio e inova com finais e tramas bem arrepiantes. Alguns livros e episódios até achei que não são tão infantis. O próprio autor já contou em entrevistas que seus Editores pedem pra pegar mais pesado. Confesso que fiquei muito surpresa com tal declaração, já que grande parte das pessoas considera os livros infantis bobos e sem graça. Mas não se engane com R. L. Stine, suas histórias infantis assustam até mesmo adultos. E isso é sensacional! A obra de Bob é universal. Eu, vocês, seus irmãos ou filhos podemos ler a vontade. Ele consegue captar a alma dos leitores e escreve para todos os públicos. Quem não se lembra da música de abertura? É inesquecível!

                      

Essa é a minha coleção “O universo de R. L. Stine“. Sim, ela já aumentou e se vocês toparem, faço um post só sobre isso!

Recentemente descobri uma série de livros do Autor chamada “Fantasmas à solta” que meu namorado me presentou. Como ele sabe que sou muito fã, descobriu os livros por acaso em uma feirinha e não pensou duas vezes em me presentear. Diferente das outras séries, essa é uma continuação. Infelizmente não tenho o livro 1, mas mesmo assim isso não me impediu de ler e compreender a trama. Parece que “Fantasmas à solta” foi escrita nos anos 80 – como grande parte das outras – e foi um dos primeiros trabalhos do Bob. Foi ali que o autor começou a “fazer o seu nome”.

Há alguns meses também descobri uma série no Youtube chamada The Haunting Hour que foi inspirada nos livros do Autor. Essa série foi produzida recentemente – acredito que em 2006 ou 2010 – e sua essência é muito parecida com A hora do Arrepio e Goosebumps. Tem uns toques de O Clube do Terror, mas as tramas são bem sombrias. Se vocês toparem, posso fazer posts sobre cada uma das séries e os livros que tenho do Escritor. Como podem perceber, não vai ser nenhum sacrifício. Afinal fã nunca se cansa de falar de algo que curte ❤

De todas as séries, Goosebumps é que temos menos episódios no Youtube. Para a nossa felicidade, o NetflixDeus abençoe esse site – comprou várias séries de TV, inclusive a primeira temporada de Goosebumps que tem por lá. Eu claro que já assisti tudo, né? Meus episódios favoritos da primeira temporada são “Bem – vindo ao Acampamento dos Pesadelos” que tenho o livro e “Sorria e Morra” que é maravilhoso e podemos ver Ryan Gosling novinho atuando em uma das suas primeiras aparições na TV.  Já o meu livro favorito de Goosebumps é “O espantalho anda à meia – noite”

Aproveitem para assistir e deixem comentários pedindo para o site liberarem mais temporadas e episódios de uma das séries mais assustadoras dos anos 90.

Para quem curte terror, seja lá qual for a idade, essas séries são muito indicadas. Eu também adoro visitar o site oficial do R. L. Stine que é fantástico. Ele é super atualizado, com informações sobre lançamentos e curiosidades. O autor também é muito ativo no Twitter e super figura. Eu me divirto com os tuítes dele. Para vocês terem uma noção, sou tão fã do Autor que até criei um fã clube dele no Novos Escritores. E claro que os leitores estão super convidados a participarem *–*  Então, se você não conferiu, assistiu ou leu qualquer coisa do R. L. Stine, não perca tempo e corra para ficar por dentro.  O universo do R. L. Stine é definitivamente um caminho sem volta ❤

 

Bruxas · Fantasmas · [Crônicas] · [Vampiros fantasmas e Bruxas]

Vampiros, fantasmas e Bruxas

 

    Body and soul, I’m a freak, I’m a freak

(Silverchair)

 

Desde que me conheço por gente, sempre fui apaixonada por fantasia. Não é à toa que os meus livros preferidos têm bruxas e detetives como protagonistas . Cresci assistindo Buffy, a caça – vampiros, Clube do Terror, A hora do arrepio, Goosebumps e os episódios de Scooby Doo e a Mistério S/A.

Acontece que o mistério e o sobrenatural me atraem. Então era meio óbvio que quando começasse a escrever, surgissem histórias sombrias e esquisitas. Eu nunca contei pra ninguém, mas tentei lutar contra isso. As pessoas costumam olhar meio torto para quem escreve histórias sobre zumbis e caçadores das trevas. Mas o que eu podia fazer se era isso que eu gostava? Na tentativa de esquecer esse caminho, comecei a escrever uma comédia romântica. Não terminei de escrever o livro, mas me senti realizada escrevendo. Só que esse livro não me definia. Foi ali, naquele momento em que notei que não importava quantos caminhos tentasse, o meu lugar sempre seria com os mistérios, seres fantásticos e as tramas sombrias.

As pessoas continuam olhando torto quando respondo sobre o que escrevo, mas a diferença é que agora não me importo. Escrever fantasia, sobrenatural, ficção científica e terror é o que me faz feliz, o que me move. Cada história escrita é uma parte da minha personalidade tatuada. E apesar do preconceito e medo que ainda ronda o gênero é apenas ficção. Se as histórias são verdadeiras ou não, cabe ao leitor escolher. Sinceramente, sair do armário e me assumir como autora freak foi a melhor coisa que podia ter feito! Amo finais felizes, mas não tenho medo da “escuridão“, ela me entende.

Fantasmas · [Crônicas] · [E você acredita em fantasmas?]

E você, acredita em fantasmas?

Love in the lightning
The feeling is frightening
But isn’t it exciting
I’m something like stormy weather
If I weren’t we’d never
Huddle together
Do I have to tell ya
That I’m also the sunlight
That shines shortly after
I just rain ‘cause I have to
On to other chapter
I wish you lots of laughter
Till the next time you see me
Just remember you need me
I’m the storm coming, coming, coming

Storm Coming, Gnarls Barkley

Sabe, já faz um tempo em que parei de ter medo de fantasmas.
Quando era pequena, morria de medo de assombração. Tinha inúmeras fantasias com eles e nem assistia filmes de terror temendo o que poderia acontecer. Meu pai sempre fala que é mais fácil ter medo dos vivos, pois eles sim podem nos afetar.
Eu cresci e aprendi a conviver com os fantasmas. Eles fazem mais parte do nosso cotidiano que imaginamos. Alguns vivos se transformaram em fantasmas e esqueceram de avisá-los. E eu conheci um monte deles.
A vida é como uma longa estrada e a caminhada não é possível quando há pedras se arrastando pelo caminho. Elas então, acabam ficando para trás.
Um dia a gente aprende a lidar com os bilhetes esquecidos, antigos sentimentos e pessoas que não pertencem mais ao nosso cotidiano. Não é preciso morrer para ser um fantasma, basta estar vivo para ser esquecido.
Acontece que chega um determinado ponto da aventura em que é necessário deixar para trás pessoas, lembranças e cartas. Sem ressentimentos ou mágoas. E isso está bem longe de ser um erro. Para ir em frente é preciso andar em linha reta e não desviar do percurso em direção ao passado.
Já tive muitas fases e em diversos momentos, tentei prolongar atitudes ou decisões. Hoje em dia, agradeço a todos os meus ex – fantasmas por me tornarem quem eu sou. Sinceramente, quando decido não olhar para trás, não há ninguém que me convença do contrário. Já faz um tempo em que decidi deixar os meus fantasmas para trás e seguir em frente. É assim que tem que ser.