A casa do penhasco · A casa do penhasco - Agatha Christie · cultura pop · Editora L&PM Pocket · Histórias de Detetives · Mistério · Resenhas · Romance Policial · [Agatha Christie] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [Pretty Little Liars] · [Sara Shepard]

A casa do penhasco – Agatha Christie

“Adoro esses pequenos fatos curiosos. Dizem muita coisa. Eles nos mostram caminhos”.

A primeira vez que li Agatha Christie, tinha apenas 13 anos e foi amor à primeira vista. Já contei a minha experiência aqui no blog com os livros da escritora e é necessário dizer que sou super fangirl de suas obras. Agatha Christie tem o dom de escrever histórias intrigantes com finais surpreendentes e enredos muito bem construídos. O mais difícil para os seus leitores é descobrir a identidade do assassino do crime. Já perdi a conta de quantos livros da autora que li, mas só descobri o assassino de um deles depois de quase 13 anos lendo seus livros. Descobrir a identidade do vilão é aquele típico caso que acontece dentre um de um milhão haha. Mas esse post fica para outro dia.

Em A casa do penhasco publicado pela L&PM Pocket, temos o detetive Hercule Poirot que está passando as férias na praia com o seu parceiro, o detetive Hastings. Tudo seria perfeito, senão fosse pelo fato dos dois esbarrarem com uma jovem chamada Miss Buckley que conta para eles sobre as várias tentativas de assassinato que vem sofrendo nos últimos dias. Curioso, Hercule Poirot percebe que o mistério o chama, não perde tempo, cancela suas férias e se encarrega de descobrir o que se passa na misteriosa casa do penhasco. A partir daí, a história começa a ficar interessante. Poirot é um detetive inteligente, brilhante e tem um faro terrível. De repente, todos se tornam suspeitos. Da melhor amiga até os vizinhos de Miss Buckley. Mas por quê tentariam assassinar essa jovem? A situação aponta para um caminho, mas durante a leitura surgem outras direções. Jogo de intrigas, enigmas, mentiras e charadas sempre tão presentes na atmosfera de Agatha, se encontram nesse livro.

O mais interessante nas histórias da autora é que  “as coisas nunca são como aparentam”. Em seus livros, os personagens vão além das aparências, sempre há algo mais. Chegamos a conclusão de que todos no universo da Agatha Christie carregam segredos. E com mais segredos, mais pistas e verdades escondidas.

Elementos como o mistério e o suspense são o ponto alto da trama, o que faz com que o leitor fique preso a narrativa e não descanse enquanto o criminoso não for revelado. Hercule Poirot é um personagem fascinante que investiga a fundo quem poderia querer se livrar da garota. Enquanto Hastings é uma figura pra lá de engraçada com a sua inocência e bondade fora do comum, o que rende boas risadas no decorrer da trama. A relação dos dois é muito cômica. Hercule e Hastings possuem duas personalidades diferentes que complementam um ao outro e mesmo que o detetive bigodudo insista em chamá-lo de cabeça dura, acredito que não chegaria ao veredito sem a ajuda do amigo.

Outro destaque no enredo de Agatha é a presença do psicológico. Os crimes estão sempre ligados a algum motivo que é psicologicamente explicado. Nenhum crime é à toa, tudo tem um porquê. Em A casa do penhasco, a autora não deixou a desejar no final. As revelações conseguem sempre ser impressionantes por conta dos plot twists que viram a trama de cabeça para baixo levando o leitor a loucura, assim como nessa história. Ela consegue enganar o leitor direitinho com uma resolução coerente e lúcida.

Mesmo não esperando o tipo de desfecho que há em A casa do penhasco, fiquei de cara com o final. Como não podia deixar de ser, o livro entrou para a lista dos meus favoritos. Agatha é o tipo de autora que independentemente de descobrir o final ou não, nunca vai perder a graça. E seus leitores sempre vão ler e seguir as suas histórias.

Durante a leitura, pude notar um paralelo com a série de livros Pretty Little Liars que também virou série de TV. Tenho a sensação de que a autora Sara Shepard se inspirou em Agatha para escrever as suas histórias. Não sei se esse é o caso, mas é uma feliz coincidência de se ver. Prova viva de que a obra da escritora vai sempre influenciar os outros escritores e estará mais viva do que nunca na cultura pop.

Vocês já leram esse livro? Me contem nos comentários. Espero que estejam curtindo os posts quase todos os dias. Estou amando poder retornar e produzir coisas novas para o blog. Como podem ter observado, tem muita coisa mudando para melhor por aqui. Quero que o site fique cada vez mais a minha cara e acho que vocês estão conseguindo captar isso ❤ Obrigada pelos comentários, curtidas e compartilhamentos. Foi por vocês que voltei ❤

Beijos,

Ju.

P.s: Essa é uma das resenhas que recuperei do meu antigo site e não é que ficou bacana? ❤

Editora Fundamento · Geek Girl · Holly Smale · Infantojuvenil · Nickelodeon · Resenhas · Teen · [Disney] · [Literatura] · [Livros]

Geek Girl – Livro 01 (Holly Smale)

Caso você tenha caído de paraquedas por aqui, saiba que apesar de curtir muito ficção sombria, também sou muito fã de comédias. Sejam elas românticas, teens, young adults, etc. É claro que foi amor à primeira vista por Geek Girl que é um livro muito fofo. Apesar de ter o público infatojuvenil como alvo, a galera não só pode, como deve se aventurar por essa série que é pura diversão!

Geek Girl é um livro escrito pela Holly Smale (que é uma fofa e já me respondeu no twitter <3) publicado pela Editora Fundamento e narra a história de Harriet Manners, uma garota inteligente que sofre bullying por “não se encaixar” entre os adolescentes da sua idade. Nat, sua melhor amiga sonha em ser modelo e a arrasta para ajudá-la a realizar o seu sonho. Harriet só não esperava que o jogo mudasse e ela entrasse no meio do caminho (e do sonho) da melhor amiga. Em pouco tempo, a personagem é jogada no meio do mundo da moda sendo vista como uma promessa e tendo que trabalhar com um modelo muito gatinho. Seu pai comemora a novidade enquanto a sua madrasta reluta em aceitar. A relação dos pais dela (sim, a madrasta a criou como filha) rende muitas risadas, os dois são muito engraçados e fogem um pouco do “estereótipo” de pais comuns.

Apesar de não ter sido nerd durante a adolescência e nem uma ótima aluna em matemática e álgebra como a personagem, me identifiquei muito com a Harriet. Principalmente na parte desastrada. Assim como ela, tenho o dom de sair caindo por aí. Somos um imã para esse tipo de coisa. A Harriet é uma jovem ingênua, simples e fiel aos seus amigos e família. A personagem quer viver a sua vida comum, mas é contagiada pelo “E se…” e decide apostar em um futuro diferente. De início, é claro que ela fica com receio com a vida nova. Afinal, Harriet desconhece esse universo da moda, ela vem de outro mundo: o dos livros. A história é muito divertida, bem estruturada e possui uma narrativa super gostosa. A escrita da autora é viciante e a composição dos personagens faz com que os leitores se identifiquem com eles. É um daqueles livros que perdemos a noção do tempo e só notamos quando chegamos ao fim.

Geek Girl é o primeiro da série que leva o mesmo nome do título. Ou seja, têm muitas aventuras da Harriet por aí. A história possui vários plot twits, o que talvez seja surpreendente para muitas pessoas por conta do gênero. Como um bom livro para adolescentes, é claro que não poderia faltar aventuras e muitas confusões. GG também aborda questões importantes como amizade, família, bullying, padrão de beleza e identidade. Geek Girl é um livro bem no clima das séries da Disney e nickelodeon, não duvido nada que no futuro uma dessas emissoras faça uma adaptação para a TV. Aliás, os livros funcionariam muito bem como série de TV, até mesmo por conta da forma como o romance foi criado. Um detalhe que me deixou curiosa é que na época em que li o livro, a capa era igual a que postei lá em cima, mas vi vários blogs e sites divulgando a capa abaixo como a capa do livro 1 (que por sinal é igual a capa original e achei o máximo, porque ela é mil vezes mais linda <3). Que bom que a Editora modificou, já que as capas originais são muito bonitas, divertidas e funcionam bem em grupo.

Acho que ficou claro que me diverti muito com Geek Girl. Foi uma história que me ganhou e deixou um gostinho de quero mais, estou doida pra ler a continuação e saber o que acontece com Harriet e cia. Tem alguém aí que já leu esse livro? Conta para mim, estou doida para saber o que acharam ❤

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha foi postada anteriormente em meu skoob e blog, mas achei legal compartilhar com vocês e claro, com o texto adaptado ❤

Autoajuda · Brida (Paulo Coelho) · Editora Planeta · Misticismo · Paulo Coelho · Resenhas · [Editora Rocco] · [Literatura] · [Livros]

Brida (Paulo Coelho)

Cresci lendo as colunas do Paulo Coelho em jornais e pessoas viviam me indicando os seus livros quando descobriam que era devoradora de livros. Eu cresci, nunca li e ouvia muitos comentários sobre as obras do Paulo Coelho. Alguns anos atrás, me deram um exemplar de Brida bem velhinho, com a capa antiga ainda e bateu AQUELA vontade de ler. Enrolei um pouco por causa do TCC, mas no mês passado criei coragem e li. Não poderia ter feito coisa melhor!

O livro conta a trajetória de Brida, uma jovem Irlandesa de 21 anos  que deseja encontrar seu lugar no mundo. Brida está em um processo para se encontrar e quer aprender mais sobre a magia e a wicca. Ela procura o mago de folk, um homem misterioso e respeitado como sábio que a aceita como discípula. No decorrer da narrativa, a personagem descobre que precisa passar por muitos obstáculos e superar os seus medos. O mago explica a garota, que a magia pode ser ensinada através da tradição do sol e da tradição da lua.

Acompanhamos o crescimento da personagem ao descobrir a sua identidade. Brida se encontra na wicca com a ajuda do mago. Juntos, eles aprendem muitas coisas e acabam ensinando um ao outro, coisas que haviam esquecido.

Tenho muitas coisas para falar sobre esse livro e a primeira é que a minha experiência com essa história foi incrível. O livro superou as minhas expectativas. Sempre tive muito receio com literatura de autoajuda e não vou negar, julguei muito. Mas se alguém, algum dia me dissesse que em 2017 leria um dos maiores autores de autoajuda que existe e me tornaria fã dele, riria na cara dessa pessoa. Só que as coisas mudam e como mudam…

Primeiro preciso dizer que o leitor pode ler Brida de diversas formas, assim como fiz. Primeiro como leitora, aberta para a criação de Paulo Coelho, sua ficção, ensinamentos sobre a wicca e lições de autoajuda. Segunda como uma autora de fantasia/ mística; Paulo não cria uma mitologia, mas é interessante como ele conecta a magia a trama, de uma forma que a torna crível para a história, sem soar clichê ou falso. Terceiro como admirador da wicca/ wiccano; eu não sou wicca e desconheço a religião, mas foi bacana ler a respeito, saber mais sobre as tradições do sol e da lua, sobre os rituais e sobre como tudo na vida é importante. O que fazemos aqui, o quanto nos doamos pelas pessoas que amamos, pelas pessoas que ajudamos e etc, tudo isso é válido como experiência e conta muito se você quer encontrar o seu lugar no mundo. Se você se encaixa em alguma dessas opções, acredito que terá uma experiência muito bacana com Brida.

Terminei de ler Brida muito rápido e lamentei muito, porque é aquele tipo de livro que você não quer acabar. A leitura é envolvente, gostosa e o vocabulário do autor e sua linguagem são bem simples, mas que DE forma alguma diminua sua importância. Pelo contrário, isso a torna mais aberta. As mensagens que Brida passa podem não ser novas, pode estar escrito ou dito em algum lugar – como a bíblia – por exemplo, mas é incrível como Paulo consegue atrelar isso a trama de forma única. Sei que Brida não é o livro queridinho de quem curte as obras do escritor, mas mesmo sem ter lido suas outras obras, tenho um carinho imenso por Brida, já que foi o meu primeiro contato com o autor e que ensinou muito sobre literatura, vida, amor e sobre mim mesma. Brida carrega uma dose forte de misticismo, mas não é preciso ser religioso para ler. Só é necessário querer ouvir a história da personagem, que nada mais é do que a jornada do herói, do ser humano pela busca da sua identidade, para ter uma vida melhor e poder fazer a diferença, com boas ações. Para quem não sabe, Brida foi inspirada em uma bruxa que Paulo Coelho conheceu em suas andanças pela Irlanda. O livro foi um sucesso e também foi adaptado para a TV manchete em formato de novela nos anos 90.

Ler esse livro foi uma oportunidade incrível para quebrar preconceitos, iniciar uma nova jornada nesse gênero e por que não com os livros do autor? É um livro que sem dúvidas me transformou e trouxe muitas questões e pensamentos para a minha vida. Brida tem muito good vibes e me foi aquele livro que li feliz da vida, sabe? Trouxe aquele quentinho para o meu coração ❤ Já estou louca para ler O alquimista e o diário de um mago.

Apesar da foto do livro ser da Editora Planeta, li o exemplar da Editora Rocco. Esse da foto bem velhinho e que se tornou meu queridinho. 

E aí, curtiram o post? Não se esqueçam de comentar. Estou amando postar todos os dias, está sendo uma experiência fantástica para mim e espero que para vocês também ❤

Beijos,

Ju.

 

Galera Record · Insaciável · Insaciável #01 (Meg Cabot) · Paródia · Resenhas · Sobrenatural · [Literatura] · [Livros] · [Meg Cabot]

Insaciável #01 (Meg Cabot)

Se tem uma coisa que sempre curti muito foram histórias de vampiros. Sou sim fã de Crepúsculo e todos os livros de vampiros que surgiram na onda sobrenatural de 2010. Já falei aqui antes e vocês devem ter notado, que a maioria dos livros que leio são dessa época e não é à toa.

Insaciável #1 da Meg Cabot faz parte desse hype, mas de uma forma diferente. Como todo mundo sabe, Meg Cabot é autora de séries que amo como Diário da Princesa, A mediadora, etc. Meg é uma autora tão versátil e talentosa que vai do romance histórico para uma comédia sobrenatural sexy como esse livro.

O livro narra a história de Meena Harper, uma jovem roteirista que vive em Nova York junto com o irmão Jon. Ela é cética em relação a assuntos sobre seres sobrenaturais e modas de vampiros. Só que a personagem tem o dom de prever quando alguém vai morrer. É óbvio que ninguém acredita nela e se isso não fosse o suficiente, a protagonista não consegue arrumar um pretendente sem saber como ele vai morrer, o que a torna um tanto quanto solitária. Por conta da audiência interessada nessa vibe sobrenatural, seus chefes decidem mudar o enredo do programa Insaciável que Meena escreve (daí o título do livro). Só que o programa que Meena trabalha não tem nada a ver com essa onda vampiresca que tomou conta dos livros e séries de TV. Acontece que o programa concorrente Luxúria (ri tanto com esse título) está fazendo muito sucesso e é claro que isso é culpa dos sugadores de sangue. Idaí que Meena terá que escrever histórias de vampiros.

Para ela, isso pode ser o fim do mundo. Mas a personagem não contava que sua vizinha fofoqueira Mary Lou, decidisse apresentá-la ao príncipe Lucien Antonesco. De início, ela não curte a ideia, mas quando o conhece, muda de opinião. Lucien é o típico partidão: bonito, rico, atencioso e… príncipe das trevas, o filho do empalador, Vlad, sugador de vampiro!

A partir daí as coisas começam a complicar e Meena se mete em várias confusões por conta do seu amor vampiro (que clichê). Os dois acabam se apaixonando perdidamente, mas no meio disso tudo tem a Guarda Palatina que está atrás do criminoso que anda tirando a vida de jovens inocentes e jogando os corpos em parques a céu aberto. Para complicar a vida dela, entra Alaric Wulf, um caça vampiros lindo só que um tanto intrometido e idiota. E sinceramente, não sei como ele consegue ser um caça vampiro!

A leitura do livro (como todos os livros) da Meg é muito gostosa. Ela consegue amarrar a trama de uma forma que prende o leitor e faz embarcá-lo na viagem junto com ela, rindo, se divertindo e se emocionando. Apesar da história ser sobrenatural, fica bem claro que ele foi criado no intuito de ser quase uma paródia desses livros de vampiros que fizeram sucesso nas costas de Crepúsculo e The Vampire Diaries. Insaciável se encaixa como uma comédia sobrenatural, com cenas sexy, porque afinal, estamos falando de personagens adultos e muitos mistérios. Fiquei bastante surpresa ao constatar o uso da terceira pessoa, porque os romances da Meg são conhecidos – em sua grande parte -por serem narrados em primeira pessoa. Foi uma surpresa e tanto, mas boa. Uma das coisas que mais me encanta na escrita da autora é que ela pode escrever diferentes gêneros, mas ainda assim consegue deixar a marca dela, a sua essência. E isso é fantástico! O livro possui um triângulo amoroso e apesar de ser Team Lucien sem dúvidas (porque o Alaric é um idiota e não dá pra torcer por ele), em alguns momentos torci para a Meena ficar com Alaric. Apesar de ter a minha preferência, a autora nos deixa na dúvida e é bem perceptível que existe uma química entre Meena e Alaric e não faço ideia onde isso vai dar! Confusões a vista, of course. Outra coisa que amei demais é que a história retrata o ambiente de TV por conta das séries que são filmadas e como boa escritora que sou, essas partes se tornaram as minhas favoritas! Adoro quando histórias retratam e mostram o outro lado da vida hollywoodiana.

Me diverti horrores lendo esse livro! Quem leu deve ter notado que há muitas críticas sobre essa moda vampiresca. E muito coerentes por sinal. Acredito que quem for ler, vai se divertir, sofrer e se assustar com os personagens. Acreditem, é uma leitura bem “Meg Cabot” só que mais adulta. Amei o livro e quando vi já estava no fim com direito a um final épico e uma continuação, Mordida. Vou ver se leio em breve, pois estou louca para saber o que vai acontecer com Meena. Quem será que ela vai escolher, Lucien ou Alaric? (Espero que seja o Lucien).

E aí, curtiram o post? Deixem seus comentários!

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha também foi postada no meu antigo blog e skoob. Existem muitos materiais meus espalhados pela web e estou recuperando, (os que mais curti, tem mais a ver com o site e postando aqui), mas claro adaptando de acordo com a minha opinião após releituras. Fiquem tranquilos, pois vamos ter muito conteúdo novo. Já repararam que estamos tendo posts todos os dias, né? Espero que gostem do que está vindo por aí ❤

Contos · Editora Leya · Kelly Link · O estranho mundo de Zofia e outras histórias · O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link) · Resenhas · Surrealismo mágico · [Leitores] · [Literatura] · [Livros]

O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link)

Já fazia muito tempo que queria falar de um dos meus livros favoritos da vida para vocês. Li O estranho mundo de Zofia e outras histórias da Kelly Link, publicado pela Editora Leya há alguns anos e ele é incrível por 1.234.234 de motivos. Lembro que não consegui tirar os olhos dele desde a primeira que o vi, justamente por causa dessa capa maravilhosa. Quando vi a recomendação de Neil Gaiman e descobri que o livro tinha uma vibe meio Alice no País das Maravilhas, Sandman e Noiva – Cadáver, não pensei duas vezes e adquiri.

Primeiro você precisa saber que O estranho mundo de Zofia e outras histórias é um livro de contos e eles não são muito comuns. Acontece que Kelly Link trabalha com o surrealismo mágico, gênero que Neil Gaiman gosta de brincar e digamos que é necessário estar “um pouco fora da casinha” para entrar nas histórias desse livro. Mas depois que iniciado, não tem volta, porque a leitura é divertida e muito viciante.

Os contos seguem a linha do surrealismo fantástico com pintadas de humor negro. Pense em “Os fantasmas se divertem”,” O estranho mundo de Jack” e adicione doses de fantasia, filmes trash e filmes B dos anos 80. Foi assim que O estranho mundo de Zofia foi construído.

O livro começa com o conto chamado “A bolsa mágica”. Na história somos apresentados a Zofia (a do título) e morremos de rir com ela. Essa personagem tem todas as características que mais amo em personagens: Zofia é uma avó meio louca e mística que conta histórias sem noções do lugar que veio para a neta. Extremamente surpreendente. A gente termina o conto com o coração quentinho, com vontade de saber mais sobre e felizes de poder ter conhecido Zofia.

Outro conto que chamou a minha atenção foi “Animais de Pedra”. É bem perceptível o quanto o livro Alice no país das maravilhas foi uma grande inspiração para a autora. Diria até que Kelly quis fazer uma homenagem e foi muito feliz ao fazer isso. Nesse conto, coelhos gigantes ameaçam e protegem a família que reside na casa, onde aos poucos seus objetos e eles próprios começam a ficar “assombrados”.  Talvez fique confuso para quem ainda não leu, mas depois de ler esse conto, vocês vão rir e entender do que essa expressão se trata lol.

Apesar de ter um enredo extremamente fantástico, Kelly Link compõe os personagens de uma forma simples, ao mesmo tempo de forma única e comum, que faz com que a gente se identifique, como por exemplo, no conto “Magia para iniciantes” que é sem dúvidas o meu conto favorito de todo o livro e narra a história de um grupo de amigos apaixonados por um programa de TV em uma emissora pirata no qual a personagem principal é uma raposa e ninguém nunca viu os atores. Esse programa passa todos os dias em um canal diferente e eles precisam se aventurar para descobrir em que canal se passa e etc. É muita loucura, mas uma loucura gostosa com aquele clima de amizade e descobertas. Outro conto favoritado é o“O Hortlak” que me fez lembrar os filmes dos anos oitenta e os personagens sem noção daquela época: jovens descompromissados e em busca de aventuras e adrenalina. Várias vezes enquanto lia o livro, as histórias me lembravam um cenário meio apocalíptico e lúdico tipo o Apocalipse Zumbi.

Quando terminei de ler, bateu aquela saudade e senti muita vontade de ler histórias estendidas de alguns contos como “Mafia para iniciantes”,  “A bolsa mágica” e “O Hortlak”. O universo que Kelly Link cria é muito rico, desconstruído e a autora acaba trazendo uma nova linguagem e roupagem para algumas mitologias. E seria muito interesse ler mais a respeito disso. Me identifiquei muito com a escrita da autora, pois achei a sua escrita e atitude originais. Curto muito escritores que se desafiam e fogem do lugar comum. Acho que falta muito isso em todos os cenários e gêneros da literatura. Existe um enorme espaço e devemos nos aproveitar isso. O estranho mundo de Zofia e outras histórias é uma viagem do início ao fim. É um livro de contos altamente psicodélicos que não seguem a narrativa comum e que foi escrito para ser assim. Aqui não vai encontrar mocinho, vilão e um caso que deve ser desvendado. As situações e histórias se desenrolam de forma completamente diferente e… estranha!  Essa é a essência de O estranho mundo de Zofia.

Li muitas resenhas e poucas pessoas conseguiram captar o espírito da coisa. Normal. Acredito que muitos leitores estejam acostumados com histórias que possuam início, meio e fim e mocinhos e vilões.  Não é o caso desse livro. Para ler um livro de surrealismo mágico é necessário que o leitor desconstrua a noção de narrativa que possui e deve se abrir um pouco para uma coisa nova e mágica. Que fique claro, ninguém é obrigado a ler, mas fica a dica para quem quer conhecer.

Se você é um leitor que não curte leituras ou histórias inovadoras, vá preparado para ler o livro. Te garanto que a história é extremamente diferente e encantadora. Mas se você é um leitor que como eu, não tem medo de se arriscar, que gosta de conhecer coisas novas, Neil Gaiman, Tim Burton, filmes trash e anos 80. Olha, acho que vai pirar!O que mais me atraiu nesse livro sem dúvidas é que a autora é dona de uma personalidade e criatividade ímpar. Quero ser como Kelly quando crescer. Ela roubou o meu coração e minha alma!

A Kelly tem um conto em “O presente do meu grande amor” que ainda não li e infelizmente não têm outros materiais por aqui. No Goodreads é possível encontrar vários e o perfil da autora. Quem quiser me adicionar por lá, fique a vontade. Estou louca para ler Stranger things happen. Em inglês mesmo, porque só se encontra disponível assim.

Espero que tenham gostado do post e quero saber o que acharam, me fale nos comentários. Beijo grande e até o próximo post.

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha foi postada no meu antigo blog e no meu skoob, achei ela muito boa e decidi reproduzir aqui. Mas claro, com algumas atualizações por conta das minhas releituras desse livro 🙂 

99 fear street · A hora do arrepio · Clube do terror · Contos de Terror · Episódio piloto raro da série Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street) por R. L. Stine · Fantasmas da rua do medo · Fear Street · Fox Kids · Ghosts of Fear Street · Goosebumps Horrorland · Goosebumps series 2000 · Midnight Society · Rua do Medo · Sobrenatural · The Nightmare Room · TV · [ The Haunting Hour] · [Anos 90] · [Fantasmas à solta] · [Filmes] · [Goosebumps] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Séries] · [Terror]

Episódio piloto raro da série Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street) por R. L. Stine

Fantasmas da Rua do Medo é uma série de livros do meu escritor favorito R. L. Stine. Caso alguém aí não saiba, Stine é autor de várias séries de livros que foram sucesso nos anos 90 e foram adaptadas para TV e recentemente no cinema. Ele escreveu Goosebumps, Goosebumps Horrorland, Goosebumps series 2000, Fantasmas à solta, A hora do Arrepio e Rua do Medo. E é essa última série que originou o spin off “Fantasmas da Rua do Medo”. De todos as séries, esse é ainda a única que não li .Ainda. Fantasmas da Rua Do Medo segue o caminho da Rua do Medo, que se passa em Shadyside. Diferente da Rua do Medo, que se concentra em uma trama sombria com espaço para suspense, enigmas e mistérios, notei em minhas pesquisas que Fantasmas é uma série mais fadada a eventos sobrenaturais e para um público mais teen. Se você já leu algum livro da Rua do medo, sabe que é uma trama mais young adult. Tanto que também inspirou outro spin off “99 Fear Street” que R. L. Stine assina, mas não escreveu. Parece que ele só escreveu um volume, que é o primeiro. Porém é tudo creditado a ele, porque o universo é dele. É uma série mais adulta e apesar de não ter curtido o fato de não ter escrito por Stine, ainda assim pretendo ler. Eu tenho muita vontade, pois foi super recomendado.

Como sou muito curiosa com as obras do Stine, pesquisando na internet achei esse episódio piloto e raro de Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street). Acredito que quase ninguém conheça e nem tenha passado na TV. Episódios pilotos geralmente são gravados e só depois de serem aceitos pelos produtores e pelo público (convidado a assistir) é liberado para o grande público. Não sei se foi por causa do público ou patrocínio, mas o projeto não foi para frente. Ainda assim, fiquei feliz porque se tinham interesse em adaptar a série spin off da Rua do Medo, seria bem possível adaptar a série mãe para a TV não é mesmo?

E eis que em Fevereiro, sir R. L. Stine me posta essa foto no facebook. OMG! Seria possível então a Rua do medo ser adaptada para a TV ou filme? Muitos mistérios, mas tenho fé de que esse ano teremos novidades. E espero que as melhores possíveis. R. L. Stine é um autor muito criativo, têm muitos livros e com uma linguagem ótima para roteiro. Nos resta torcer! Sobre o episódio piloto, curti muito. Achei que tem bem a cara da série e em alguns momentos me lembrou Goosebumps por conta da inserção dos elementos trash. Só que ainda assim, tem alguma coisa ali de diferente que caracteriza a série com personalidade própria.

E aí, curtiram? Espero que sim! Não se esqueçam de deixar um comentário e nos vemos no próximo post.

Beijos,

Ju

Bem - vindo à casa dos mortos · Brian James · Cidade Fantasma · Galera Record · Líderes de torcida · Louras Zumbis · Louras Zumbis (Brian James) · Resenhas · Sobrenatural · Welcome to dead house · Zumbis · [Goosebumps] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Terror]

Louras Zumbis (Brian James)

Atenção, essa resenha possui spoilers. Se não leu, volta depois. Se já leu ou quer saber mesmo assim, leia por sua conta e risco. 

Já fazia muito tempo que queria ler Louras Zumbis. Vários booktubers e blogueiros que sigo e possuem um gosto literário parecido com o meu, tinham falado tanto que coloquei na cabeça que tinha que ler de qualquer jeito por dois motivos: 1) zumbis e 2) cidades pequenas. Depois de ver a resenha do Rubens do Ler Vicia, tive certeza e comprei por 10 golpinhos na amazon.

Louras Zumbis narra a história de Hannah Sanders, aluna do 2º ano que vive mudando de cidade, por conta da vida financeira do pai que os impedem de se fixarem e criarem laços nos lugares. A história se inicia quando os dois se mudam para Maplecrest, uma cidadezinha pequena que nunca ouviram falar.  Ao chegar na cidade, Hannah se depara com um local repleto de pessoas muito bonitas e várias casas com placas de “vende-se”. A garota observa em seu primeiro dia de aula que as populares são louras, lindas, bem sucedidas e todas têm um nome que começa com a letra m: Morgan, Meredith, Miranda e etc. Elas são líderes de torcida e chamadas de “Esquadrão da morte” como Lukas, seu único amigo da escola conta. E o garoto alerta para que ela tome cuidado, pois são muito perigosas. Com o passar do tempo, o amigo conta que as líderes de torcida são zumbis. A personagem é claro ignora os avisos do amigo e isso dá início a uma reviravolta na trama.

Em diversos momentos, Louras Zumbis me lembrou a série de livros Goosebumps, mas precisamente Bem – vindo à casa dos mortos. Os dois se passam em uma cidade pequena e estranha e tem esse clima meio apocalíptico, cheio de suspenso. São cenários muito weird e falam sobre zumbis. Uma das coisas que mais gostei do livro foi a forma como Brian conduziu e desenvolveu a história. Ele deu espaço para a criação da atmosfera que foi muito importante para a ambientação de Louras Zumbis por conta desse cenário esquisito e o desenvolvimento dos personagens, o que fez com que me envolvesse com os personagens, o que foi ótimo e me fez duvidar várias vezes da identidade das meninas zumbis. Eu queria chacoalhar Hannah e abraçar Lukas. Em vários momentos pensei que ela não merecia a amizade dele, pois caramba, que personagem teimosa. Daí lembrei que Hannah é adolescente e o que esperar nessa idade, se não apenas a preocupação com o seu próprio mundo né? #normal. Isso sem contar o romance com o Greg, que foi total perda de tempo e foi a única coisa que não gostei na história. Outro ponto que vale a pena ressaltar e foi um dos pontos mais altos da trama, foi o final destruidor que me deixou dividida. Que plot twist foi aquele??? Metade de mim odiou e a outra metade amou. Odiei ver o Lukas morrer, pois me apaguei a ele. Lukas era o personagem consciência, o único que prestava naquele lugar e me senti idiota por não ter notado o final desde o inicio. Era claro que ele morreria, só eu que não quis ver. Ao mesmo tempo, achei incrível a jogada que o autor fez ao colocar um final destruidor e abrindo gancho para continuações e infinitas possibilidades.

Brian James fugiu do lugar comum e fez isso de forma impecável. É claro que notei as sacadas e tiradas que ele fez, como adaptar o “apocalipse zumbi” em uma cidade pequena e fantasma. Maplecrest é a própria alegoria e metáfora de tramas de zumbis, assim como a cidade de Darkfalls de “Bem – vindo à casa dos mortos” do R. L. Stine que também criou o apocalipse zumbi em uma cidade pequena e estranha. Essas cidades representam o vazio após os ataques, o que resta depois de toda a guerra. Esse foi um dos pontos que me faz amar Louras Zumbis que possui uma narrativa eletrizante. Entrou para a lista dos meus livros favoritos e me tirou de um bloqueio literário e criativo de semanas. Leiam esse livro e não se esqueçam de comentar. Quero saber o que acharam 🙂

Beijos,

Ju

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6 livros darks para ler

Olá pessoas, tudo bem? Olha só quem apareceu aqui mais de uma vez no mês. Pelo visto temos um milagre, não é mesmo? Isso se deve a saudade que estava de postar e compartilhar minhas paixões por aqui. Apesar da correria, os mil cursos que estou fazendo e o trabalho que não para nunca (graças a Deus), consegui voltar com o site e  tem muita coisa legal vindo por aí ❤

Foi então que tive a ideia de falar sobre 6 livros darks que eu amo, sou muito fã e que só acho que quem curte esse tipo de literatura não pode perder. Preparados? Então vamos para o nosso top 6!

Morto até o anoitecer (Southern Vampire Mysteries #1/ Sookie Stackhouse #1) Charlaine Harris: É o primeiro livro da saga de livros que inspirou a série de tv True Blood. Eu sou muito fã de TB e quando descobri sobre os livros, surtei e fui correndo ler. Para a minha surpresa, os livros são mil vezes mais incríveis que a série. A narrativa de Charlaine é muito fluída, gostosa e dark. Os livros têm poucas diferenças em relação a série, acredito que a partir do segundo volume, as diferenças entre livro x série se tornam mais drásticas, mas ainda assim vale a pena ler, devorar e enaltecer essa obra prima do sobrenatural. Assim como na TV, a série de livros narra a vida de Sookie e a pacata cidade em que vive, após a chegada de Bill Compton, um vampiro muito misterioso. Como todo mundo sabe, a existência de vampiros é conhecida por todos, graças a bebida True Blood que permitiu a convivência “pacifista” entre as duas raças. Entre aspas, pois com a chegada de Bill, serão feitas muitas descobertas e segredos serão revelados. Arrepiante!

Finalmente Famosa (Mayra Dias Gomes): O livro narra a história da estrela Sophia Young, uma atriz de cinema que enfrenta o fracasso após um escândalo envolvendo o ex – marido. Após sair da prisão, ela vai morar em um prédio na calçada da fama que abrigou artistas do cinema mudo e dizem ser mal – assombrado. Sou muito fã da Mayra desde a adolescência e fiquei muito feliz de vê-la seguindo o caminho do terror. Li FF muito rápido, a história é muito bem estruturada, envolvente e sinistra. É uma narrativa viciante. Mayra se inspirou em um caso real, envolvendo o assassinato de sua vizinha e visitou lugares mal – assombrados de Los Angeles para construir a história. Lembro que quando terminei o livro, fiquei dividida entre o êxtase e o choque, foi surpreendente! Já estou aguardando os próximos livros de Mayra e sonhando ( por que não?) com uma possível adaptação. O livro daria um ótimo filme! De todos os livros, esse é o mais assustador, principalmente por conta do flerte com a realidade envolvendo a inspiração e as pesquisas para o livro. Mayra têm histórias sinistras de bastidores de assustar até descrente.

Maya Fox (A Predestinada) de Silvia Brena e Iginio Strafii: Esse livro conta a história de Maya Fox, adolescente gótica e revoltada, que perdeu o pai, tem uma difícil relação com a mãe e tem o dom de conversar com os mortos. No decorrer da história, descobrimos que um serial killer está atrás dela e uma poderosa profecia que anuncia o fim de 2012, coloca o mundo em perigo. Maya terá que correr contra o tempo, uma ameaça fantasma e todos os problemas comuns da adolescência. Para mim esse livro era uma duologia, mas pesquisando para esse post, descobri que se trata de uma trilogia. Li algumas resenhas que teve uma galera que não curtiu o livro, mas apesar de nem terminado o segundo ainda, achei o primeiro MUITO bom. Tem uma premissa boba, mas a narrativa é gostosa e devorei o livro muito rápido. A história tem um clima dark muito forte, por causa do clima de fim do mundo e da própria personagem. Definiria como uma leitura creepy. Mesmo com um universo adolescente como fundo, o livro aborda reflexões muito bacanas sobre amor e perdão.

Formaturas Infernais é um livro de contos com a participação de Meg Cabot, Stephenie Meyer, Michele Jaffe, Kim Harisson e Lauren Myracle. Todo mundo já deve ter ouvido falar dessa antologia de contos que fez bastante sucesso naquela onda de livros sobrenaturais que surgiu em 2010 (sdds). O livro é incrível, acredito que deve ser o melhor dessas coleções infernais. Tem de tudo um pouco: universo adolescente, comédia, suspense, mistério e muito terror. O livro tem uma narrativa fluída e é beeem dark. O meu conto favorito é o mais assustador sem dúvidas! Estou falando de O buquê da Lauren Myracle. Li uma vez que o conto foi inspirado em A pata do macaco de W. W. Jacobs. Ele é simplesmente assustador e MUITO dark. Ao lado de Finalmente Famosa, o conto entra para a lista dos mais assustadores. Também sou muito fã de A filha da exterminadora da Meg Cabot que tem uma linguagem super gostosa, tem muito a cara da Meg que vai da comédia ao sobrenatural de forma surpreendente. O conto poderia fácil fácil virar série de livros. Sonho antigo! Inferno na terra da Stephenie Meyer é surpreendente e assustador, nunca imaginei que ela escrevesse algo no estilo. Para o padrão Meyer, o conto é bem dark. Também amei Salada mista da Michelle Jaffe, tem um clima de “tudo pode acabar”, espionagem e mistério que amei demais. Esse livro está super recomendado e não se engane com a “capa jovem”, porque surpreende muito.

A canção do súcubo (Richelle Mead) é a série de livros da Richelle menos famosa, mas tão boa quando Vampire Academy. O livro narra a história de Georgina Kincaid, uma súcubo que trabalha em uma Livraria e é fã do escritor Seth Mortensen, mas não pode tocá-lo, pois  senão… é vocês sabem. Apesar de ser um livro dark, a leitura é divertida por conta da personagem e sexy, é claro. Como ela é uma súcubo, o livro tem muitas passagens eróticas e apesar de não curtir o gênero, as cenas são coerentes com o universo da história. O livro tem uma linguagem muito gostosa e envolvente. É uma daquelas séries sobrenaturais que quando a gente menos percebe está viciado. Tenho todos os 6 livros, mas ainda não tive coragem de terminar, porque sou muito apaixonada pelos personagens

 

Dezesseis Luas (Beautiful Creatures #1) da Kami Garcia e Margaret Stohl: Esse é o primeiro livro da série que narra a história de Ethan, que vive em uma pequena cidade do sul nos Estados Unidos e é perturbado por sonhos estranhos desde que perdeu a mãe. Seu pai se isolou do mundo após a perda e sua vida muda por completo, quando Lena Duchannes chega na cidade. Ela é uma adolescente sombria que luta contra uma maldição que cerca a sua família e é claro que os dois vão se apaixonar. Essa é uma das minhas séries favoritas e é repleta de criaturas sobrenaturais e uma mitologia maravilhosa e inovadora. O livro é VICIANTE e a história super envolvente. A série conta com 4 livros, acho que 1 spin off e lançaram um filme que foi inspirado na série. Só que o filme é ruim, mudou completamente a história, foge da narrativa e não indico para ninguém. BC é o tipo de saga que poderia ser adaptada para série do Netflix. O livro é muito dark e fala de um universo que amo: magia ❤

Espero que tenham curtido o post e o meu retorno! Vocês já leram algum desses livros? Me contem nos comentários o que acharam. Se vocês curtirem, posso fazer post de cada um desses livros em breve. Nos vemos no próximo post 🙂

Beijos,

Ju.

172 horas na lua · 172 horas na lua e muitas teorias com spoilers · Editora Novo Conceito · Ficção Científica · Johan Harstad · Resenhas · Sobrenatural · Teorias · Terror Psicológico · [Livros] · [Terror]

172 horas na lua e muitas teorias com spoilers

O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.

Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 – um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.
Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviado mais ninguém à Lua.
Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer…
Prepara-se para a contagem regressiva.

       Olá pessoas, tudo bem com vocês? É, eu sei que mais uma vez tomei chá de sumiço, mas dessa vez foi por um bom motivo. Estou me formando na faculdade e nos últimos meses fiquei envolvida demais com o meu tcc. Por causa disso, fiquei mais de 4 meses sem ler, nem escrever. Assim que terminei de escrever a monografia, tentei ler alguma coisa, mas não rolou. Acho que foram meses tão cansativos e de leituras tão puxadas que precisava me desintoxicar, fazer outras coisas e foi isso que eu fiz. Um dia, navegando no twitter tive a ideia de ler 172 horas na lua. Eu já tinha ouvido algumas @ que sigo por lá falando muito bem e a Barbara Herdy, minha amiga e autora de Apenas Respire, um conto quase de fadas, decidiu ler junto comigo, como em uma espécie de clube do livro. Não poderia ter sido uma ideia melhor!

      Primeiramente devo dizer que fazia muito tempo que não lia um livro tão bom quanto esse. E que poder ler um livro com essa magnitude, depois de tanto tempo parada, me ajudou demais. Também devo avisar a vocês que esse texto vai ser longo e que não é um daqueles que se trata de resenha da história, mas sim um texto cheio de teorias e com MUITOS spoilers. Então se você ainda não leu, volte depois que ler o livro e aproveite para comentar o que achou. Vamos lá?

       172 horas na lua foi escrito por Johan Harstad e publicado pela Editora Novo Conceito. O livro narra a história de três adolescentes que a NASA decide sortear em 2018 para embarcar em uma missão. Acontece que a NASA está passando por problemas financeiros e a escolha de 3 adolescentes seria ótimo para publicidade por unir diferentes gerações e patrocínio para a viagem. É óbvio que a notícia repercute entre a população que fica eufórica com a possibilidade de viajarem para a lua, mas logo de cara ficamos sabendo que apenas Mia, Midori e Antoine conseguem ser “os escolhidos”. Os três são de lugares diferentes – a primeira é Norueguesa, a segunda japonesa e o terceiro francês. E eles também são motivados por ideais diferentes. Mia por exemplo é a única que não curtiu a ideia. Ela foi inscrita pelos pais e só aceitou a ideia depois de muito custo por conta das amigas insistirem que seria ótimo para a sua banda de rock. Já Midori se inscreveu porque queria fugir do país opressor em que vivia e ter um futuro livre. Enquanto Antoine queria se afastar para esquecer sua ex – namorada Simone que o trocou por outro.

Relacionamentos deveriam vir estampados com a data de validade para que as pessoas pelo menos tivessem chance de cair fora antes que a coisa ficasse totalmente rançosa.

     Com o passar do tempo, os adolescentes são contagiados pela ideia de viajarem para a lua e ao lado dos outros astronautas, passam por uma série de testes e treinamentos que duram cerca de três meses antes da viagem. Uma coisa que senti falta foi do desenvolvimento dos personagens e do treinamento para os leitores. Só é narrado para quem lê que isso ocorreu, mas não vemos a amizade dos três se desenvolvendo, nem parte do treinamento. Só que antes de embarcarem, uma série de coisas estranhas acontecem como uma espécie de sinal para avisar aos adolescentes a não partirem. E diga-se de passagem que essas partes são bem sinistras. Os sinais são assustadores e deixa os competidores estremecidos e com medo. Mas os três embarcam mesmo assim, ignorando os sinais e de início ocorre tudo bem, apesar da ansiedade pelo acontecimento. A equipe vai passar 172 horas na lua (que dá uma semana e algumas horas, me desculpa sou de humanas) e nesse tempo, vão ficar na base DARLAH 2 no mar da tranquilidade na lua, no mesmo lugar que Neil Armstrong pisou. Tudo está se encaminhando bem até quando uma série de acontecimentos trágicos começa a se desenrolar. Nas primeiras 144 páginas pouca coisa acontece e o leitor tem a sensação de que a história demora a acontecer. Devo confessar que achei o romance entre Mia e Antoine desnecessário. Eles até são fofos juntos, só que o romance não cabe na história. Tanto que ele nem se desenrola. Ao mesmo tempo que dá pra compreender, já que o autor possivelmente fez isso para aproximar o leitor. Só que assim que pisam na base DARLAH 2, o livro começa a se desenvolver e a gente tem a sensação de que entramos em uma montanha russa com tanto plot twist.

Eu e a Barbara depois de terminar de ler o livro

       A escrita do autor é fluída e atraente. Eu fiquei lendo sem parar, pois não conseguia dar uma pausa. Talvez ele pudesse desenvolver mais algumas partes do livro – como mencionei anteriormente – mas o plot twits e o final compensam, pois 172 horas na lua – desculpem o palavreado – é um puta livro. O final é estarrecedor e chocante. Eu previ como o final seria, mas não imaginava que o autor tivesse coragem de ousar tanto. Na hora em que terminei de ler, me vi dividida por muitos sentimentos. Primeiro fiquei muito irritada porque não queria que tivesse terminado daquele jeito. Não basta todas aquelas mortes, todo o desespero, ainda tem que morrer mais uma? Eu jurava que Mia seria a única sobrevivente, até mesmo por conta de uma frase que Midori diz a ela fazendo uma referência a Robinson Crusoe: “- Imagina se você fosse a única a sobreviver e a voltar para a casa?” A frase pode soar meio solta, mas quem escreve sabe que talvez ela não tenha sido colocado ali a toa, mas fiquei triste ao ver que me enganei. Mas depois que se passaram alguns dias, cheguei a conclusão de que mesmo não gostando do final, o livro além de ser maravilhoso, faz muito sentido. Talvez se a Mia verdadeira realmente tivesse sobrevivido não teria tanta graça assim e o livro não teria o mesmo impacto. Uma parte de mim perdoa o autor.

         Assim que terminei de ler, fui comentar com a Barbara e chegamos a várias conclusões. Então todos os comentários e teorias que vão ler aqui são pensamentos e ideias que tivemos a respeito da história. De primeira vale a pena destacar que logo no prólogo, quando pessoas do alto escalão se reúnem para discutir sobre retomar as missões para a lua, eles estavam cientes de que a última viagem tinha tido problemas que o público desconhecia. E eles também dão a entender que estavam cientes de que havia alguma coisa na lua muito perigosa, eles sabiam que pessoas correriam riscos e ainda assim, permanecem com a ideia de levarem adolescentes. Eles não descartam a missão e nem a ideia. Vale também destacar que quem tem a ideia é o Dr. XXXXXX e que em nenhum momento conhecemos a sua identidade. Não falam o nome dele e o leitor não faz ideia de quem ele é. Ficamos totalmente no escuro. O anonimato a respeito do seu nome talvez não tenha sido em vão. Só que fica a dúvida: quem é ele? ele é um doutor mesmo? Lembrando que tanto um médico quanto uma pessoa pós graduada podem ter o título de “Doutor”. O que seria a ele? Fica evidente o quanto ele está animado para a missão, mesmo sabendo que pessoas podem morrer por causa disso e em nenhum momento demonstra estar preocupado com isso. Seria ele então uma cópia que sobreviveu da outra missão e ficou na terra? Ou seria alguém importante, tipo o presidente dos Estados Unidos? Isso não ficou claro e um ponto aberto que o autor deixou.

O tempo era uma lesma grudenta e poderosa. 

Outro detalhe que não entendi foi a respeito do final. Eu li duas vezes e em nenhum momento vi algum indício de que a Mia doppelganger teria vindo para a terra. Só quando ela chega a terra e começa a agir estranhamente é que fica claro de que não se trata da verdadeira Mia. Também não entendi porque a Mia doppelganger assassinou o morador de rua, com quem ela esbarra antes de viajar no início do livro. Seria apenas um recurso narrativo do autor para mostrar ao leitor de que não se tratava da mesma pessoa ou então a Mia cópia teria as mesmas lembranças da original? Ainda assim não sustenta a morte. Também não entendi porque surgem tantas Mias no final – que o funcionário do hotel vê passando – se apenas uma Mia chegou a terra. Então ao doppelganger se multiplicaria? Outra explicação possível seria de que as pessoas atacadas, acabariam virando doppelganger. Outra questão que ficou mal explicada é que logo depois do final do livro, eles relatam que em missão para a lua de 2081, eles encontram o corpo de uma garota de 16 anos com uma carta ao lado de um homem que era o Coleman. A princípio acreditei que se tratava da Midori, pois ela foi pega pelo doppelganger ainda dentro da base DARLAH 2, mas na verdade é a Mia. Aí fica a dúvida no ar: a Mia que correu até a DARLAH 1 com a Midori cópia era um doppelganger? Então quem era a outra Mia que lutou com ela na hora de entrar na cápsula? Outra Mia doppelganger ou a verdadeira? Não faz muito sentido ser a verdadeira, porque ela não tinha mais oxigênio, como Mia conseguiu retornar para a DARLAH 2 e ainda escrever uma carta? Ou a carta seria a do irmão que foi esquecida com ela?  Também não faz sentido porque a carta ficou na Flórida onde ela treinou por 3 meses e acabou esquecendo dentro de um armário. Outro ponto que também não bate é que logo no final enquanto Coleman conversa com Mia e Midori, ele diz que se os doppelganger forem para a terra seria o fim do mundo. E no próprio livro descreve as Mias cópias atacando e matando todo mundo. Como teria sobrado alguém pra viajar em 2081 para a lua?

      Também não vi sentido na escolha de adolescentes para viajarem para a lua. Sim, eu sei que em vários momentos eles se comportaram de forma muito mais madura que os adultos. Tanto é que várias vezes me esqueci que tinham cerca de 16 – 17 anos. Sei que a escolha pode ter sido para criar público alvo para o livro, mas em questão de coerência com a história achei nada a ver. No final das contas, por mais que Mia e Midori foram as últimas a morrer, elas não adicionaram nada a missão. E eu fiquei sentida por isso, queria que eles tivessem mais espaço e conhecimento. Seria interessante ver aqueles adolescentes esfregando na cara dos adultos várias coisas. Outro ponto importante abordar e que não compreendi muito bem foi o velhinho, sr.  Oleg Himmelfarb. Ele era um dos sobreviventes/ espectadores da última missão e um dos poucos que sabia sobre o perigo que havia na lua, mas não sabemos se a memória dele tinha sido alterada e por isso ele pode ter sido considerado um inválido ou se estava mesmo doente, mas ainda lúcido com alguns lapsos de memória. É intrigante a forma como as memórias dele são despertadas e fica a dúvida no ar sobre o que realmente aconteceu com ele.

        Agora algumas questões que não ficaram claras e que adoraria que me explicassem: como o Antoine teve a visão do “QU”? Quem era a pessoa no banheiro com a Midori falando da J5? Quem foi que escreveu o 6E no casaco do morador de rua? Para isso não tem resposta e a gente fica na dúvida se foi algo sobrenatural, como os espíritos das pessoas nas outras missões querendo avisar ou algum tipo de sexto sentido externado. Fica confuso, pois foi como a Bárbara comentou. No caso de Antoine, ele leu e estudou sobre tudo que aconteceu, mas ele não menciona nenhum acidente. Eu acreditava que seria por conta do acidente de “Apollo 13” no qual uma parte onde tinha oxigênio explodiu e eles explicam no final do livro.

         Quando terminei de ler, fiquei confusa sobre qual seria o objetivo da viagem. Em nenhum momento fica claro qual era o principal motivo da missão. Eles dão a entender que seria para procurar tântalo setenta e três, mas a ideia e motivação do Dr. XXXXXX parecem outras (seria a intenção de povoar a terra de cópias?). No final, já estava achando que eles estavam ali para destruir a lua, mas ainda assim é uma ideia remota, uma vez que a missão é quase um reality show com o mundo inteiro voltado com os olhos para lá. Achei muito interesse o autor incluir lendas japonesas na trama. Tenho muito interesse em ler mais sobre isso, apesar de conhecer um pouco e saber que elas são sinistras. O Japão não brinca em serviço quando se trata de terror e a adição das lendas trouxe um charme a mais para a história. A inclusão do “doppelganger” também combinou com o enredo e achei que foi uma grande sacada do autor. Fiquei mais chocada ainda ao descobrir que existem vários relatos na internet sobre isso e em alguns casos bem reais. Aliás, descobri que vários detalhes do livro são reais e eu acho que nunca mais vou conseguir dormir de luz apagada?

Como assim algumas coisas de 172 horas na lua são reais?

          Uma das partes mais sinistras para mim é quando quase no final do livro, Coleman narra para Mia e Midori uma conversa que teve com o seu amigo pastor. Ele fala para Coleman que a lua poderia ser o inferno e é nesse momento em que toda a história faz sentido e isso me deixou literalmente no chão e com muitas vibes sobrenaturais. Um detalhe interessante é a crítica que o autor faz de certa forma velada aos EUA por conta da necessidade da NASA esconder dos soviéticos a existência de DARLAH 1 e 2. É aquela velha história de se preocupar com o próprio umbigo e pouco se importar com as reais consequências ao redor. Um ponto negativo e que vale a pena destacar é que achei um tanto incoerente o fato dos pais não fazerem perguntas para os funcionários da NASA que parecem desviar das delas. Os filhos embarcam e é notório que os pais sabem muito pouco da missão. Como a Jella em prosa diz em seu vídeo sobre o livro: “- Os personagens parecem fazer as perguntas erradas.”

          Apesar de todas essas questões e muitas ressalvas, o livro é muito bem escrito e possui momento eletrizantes que poderiam facilmente ser adaptado para o cinema. O livro possui uma linguagem bem trabalhada para roteiro, já que é um enredo muito visual. A edição é linda, o livro possui várias gravuras e ilustrações com mapas e indicações de situações que se passam na história. Até o presente momento, 172 horas na lua é um stand alone (livro solo) e a princípio não terá uma continuação, mas seria muito bom se o autor criasse um livro spin off explicando os vários pontos em aberto e o que aconteceu depois das cópias terem ido para a terra. Não tem necessidade de um livro dois, mas sim um complemento para essas brechas.

          Acho que depois de todas essas teorias e comentários, não há dúvidas para ler 172 horas na lua. É uma trama completa de suspense, terror e ficção cientifica. Já estou caçando outros livros do autor para ler e eu super indico para a galera que curte esse gênero e tramas como Doctor Who, Perdido em Marte, Star Trek e Interestelar. Cinco estrelas e favoritado.

           Para quem ainda não viu, participei da seção “Livros de Cabeceira” da Revista Geração Bookaholic e listei meus cinco livros favoritos da vida. Corre lá para descobrir quais são. E em Janeiro tive a oportunidade de participar de um bate papo com a Escritora Roxane Norris e Katy Navarro no programa Conversa com o Autor da rádio MEC AM sobre livros, escrita, Maratona Do Terror e romance. Para ouvir é só acessar o site.

A hora do arrepio · Contos de Terror · Halloween · Halloween em noite de lua cheia (A hora do Arrepio) - R. L. Stine · Resenhas · SBT · Sobrenatural · The Nightmare Room · TV · [Anos 90] · [Editora Rocco] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Séries] · [Terror]

Halloween em noite de lua cheia (A hora do Arrepio) – R. L. Stine

 Tristan acha seu novo professor, Sr. Delua, muito estranho.E está prestes a descobrir o quanto estranho ele é ao ser convidado a participar da sua festa de Haloween… onde todas as portas e janelas são trancadas com barras de ferro… E uivos de lobisomem ecoam por toda a casa!

Olá, sentiram a minha falta? Depois de um longo tempo longe por um turbilhão de motivos, estou aqui de volta com o primeiro post do ano *–* Desejo todos a vocês um BIG 2017 recheado de paz, saúde, amor, felicidades e luz. E como não poderia deixar de ser, mesmo enrolada com TCC e diversas outras coisas, trouxe um post sobre um livro super gostosinho de ler. E se preparem, porque vão ter mais posts durante a semana! Estou na reta final do meu tcc, mas decidi – para me distrair – aparecer por aqui e atualizar com os livros que já li e séries que venho assistindo. Vocês vão adorar as novidades que vamos ter esse ano *O*

A hora do Arrepio (The Nightmare Room) é uma série de livros do escritor R. L. Stine, que muitos de vocês devem conhecer. Stine é autor de Goosebumps, Rua do Medo, The Haunting Hour e Fantasmas à solta. Suas histórias também inspiraram a criação da série Clube do Terror (Midnight Society) que ficou muito famosa nos anos 90 e passava a tarde na TV Record. O autor tornou-se famoso, pois seus livros venderam mais de 300 milhões ao redor do mundo e por conta disso, entrou no guinness book. Antes de Harry Potter fazer história, R. L. Stine fez um marco na literatura.

 Suas séries faziam tanto sucesso que foram adaptadas para a TV e recentemente para o cinema. A série de A Hora do Arrepio passava nas tardes do SBT e contou apenas com 13 episódios. A série de livros teve 15 livros publicados, 11 desses sendo publicados pela Editora Rocco no Brasil. Halloween em noite de lua cheia é um dos meus favoritos da série e possui um episódio que vocês podem assistir no youtube (está no final do post). Grande parte dos livros da série foram adaptados para a tv e com isso, tiveram que mudar algumas coisas – o que é super comum nas adaptações -, mas a essência das histórias ainda são as mesmas.

 Se você nunca leu ou assistiu alguma coisa do universo do R. L. Stine, primeiro tem que entender que o R. L. Stine trabalha com terror psicológico e que escreve para o público infantojuvenil. Ele também têm livros de terror para adultos, mas seu público alvo maior são os teens. E essa é uma das características mais ricas de suas histórias. Nelas, vão encontrar escolas, famílias, crianças, casais de namorados, jogadores de basquete se envolvendo em várias aventuras com monstros, zumbis com muito terror. E claro, sem deixar a diversão de lado!

E em Halloween em noite de lua cheia não poderia ser diferente. Nessa história, temos uma turma de amigos: Rosa, Tristan, Ray e Bella que são convidados pelo misterioso professor Sr. Delua para a festa de Halloween na casa dele. O problema é que o professor é novo na escola e já parece ter uma implicância com esses alunos. Eles ficam mais ressabiados ainda ao descobrirem que os outros alunos da escola não foram convidados. Até o filho do Sr. Delua, Michael tenta convencê-los a não irem. Para completar, o lugar onde moram está sendo alvo de ataques de algum tipo de animal que vem assassinando os bichinhos de estimações da vizinhança. Mas os amigos resolvem não dar corda e acabam embarcando em uma noite misteriosa e cheia de reviravoltas.

O que notei – tanto na história quanto no episódio – é que as partes pesadas da história permaneceu, o que contribuiu para o clima soturno do livro. Mesmo escrevendo para o público infatojuvenil, Stine deixa o teor mais sombrio em suas histórias – sua marca registrada. Halloween assim como grande parte dos seus livros, possui um final intrigante e muito criativo. A leitura é leve, fluída e muito envolvente. É um livro em que é possível ler de uma vez só. Outro detalhe sobre a série é que foi muito influenciada por Twilight Zone com sobrenatural/ terror e ficção científica como tema. Mas isso aí é assunto pra outro post. 

Para a galera que curte terror psicológico com  uma linha mais leve para o público infantojuvenil, as histórias de R. L. Stine sempre serão uma ótima pedida. Assistam o episódio baseado no livro e não esqueçam de me contar o que acharam ❤