Sobre jornada, destinação e se permitir mudar · [Crônicas]

Sobre jornada, destinação e se permitir mudar

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Já faz muito tempo desde a primeira vez que tive a ideia de escrever sobre isso. Esse textão está rondando a minha cabeça há muito tempo, mas acho que precisava compreender muitas coisas antes de transformá-lo em palavras.

Queria muito dizer que esse texto não é apenas “sobre mim”, por mais que tenha a minha perspectiva pessoal, mas ele é sobre nós, sobre todo mundo.

Muitas coisas aconteceram nos últimos tempos e preciso dizer que mudei. Uma mudança gradativa, como as ondas que quebram na praia em um gostoso fim de tarde.

Acho que chega uma hora que dá um start dentro da gente, que faz todas nossas ideias se revirarem e nossos pensamentos são chacoalhados como se estivessem dentro de um liquidificador. E eu aprendo todos os dias, não me canso de aprender.

Nós sempre achamos que somos nós mesmos, que temos personalidade, que nos descobrimos, mas a verdade é que a vida é uma eterna desconstrução, um eterno aprender e mutar-se. E que bom é assim. Infelizmente o cotidiano, as pessoas, o mundo, a sociedade, os padrões nos corrompem e às vezes nos afastamos da nossa essência. E demorei bastante pra notar isso. Mas não tarde demais.

Quem me conhece há muito tempo sabe que sempre fui uma pessoa muito sonhadora e que minhas conquistas são todas resultados de todo o trabalho e empenho que tive para chegar onde estou (a faculdade de Letras, o Novos Escritores, meu livro Maratona Do Terror). Por mais que alguns desses sonhos não façam mais parte de mim, eu sonhei e trabalhei muito para chegar até lá. Só que no decorrer do caminho, me perdi. Amizades tóxicas, desencontros e problemas que me cegaram ou apenas a “vida adulta” que começou a me mostrar tudo de um jeito diferente. Infelizmente quando isso acontece a gente demora bastante pra perceber.

Eu não parei de acreditar em sonhos, mas passei a acreditar que muitas coisas interferiam. Coisas de adulto que não deveriam estar na minha cabeça. Isso me enfraqueceu demais. Infelizmente passamos por uma época na qual virou moda “estar na bad”, “querer estar morta”. Não me leve a mal, nem todos os dias estamos sorrindo. Tem dias que fracassos ou notícias ruins acontecem e às vezes eles são necessários para o nosso amadurecimento, para que a gente possa chegar aos dias bons.

E apesar de nunca ter desistido dos meus sonhos, perdi a conta das vezes que pessoas diziam ver um chamado pra mim. Diziam que eu escreveria histórias, que inspiraria pessoas, que mudaria a vida delas e em todas elas, fugi desse assunto. E eu nunca entendi o motivo. Sabia que tinha muito medo, mas não entendia. Era o mesmo medo que tinha quando me deparava com o filme “sempre ao seu lado” ou “ a procura da felicidade” e os livros do Nicholas Sparks que sempre evitei.

No fundo sabia que meu chamado estava ali, que eles tinham a mesma essência que carregava, que tinha tanto medo de me deparar e me quebrar novamente.

Não foi fácil perceber isso. Foi preciso que eu batesse de frente com vários sentimentos e confrontasse a mim mesma. Nessa busca, descobri que amo literatura autoajuda, coisa que sempre achei odiar. Descobri que posso ser uma escritora de terror e usar roupas coloridas, tá tudo bem. Descobri que também posso escrever outras histórias, as pessoas mudam. E aí entram as pessoas, porque elas nunca entendem. Elas sempre questionam a sua mudança. Mas por quê? Como assim? Existe uma certa recusa em aceitar e eu sei que vai ter muita gente que não vai acreditar, mas não cabe a ninguém me julgar. Eu sou eu, você é você.

Demorei a perceber que tenho uma missão por aqui e agora eu sei. Nessa busca, compreendi que infelizmente o mundo está recheado de pessoas que só enxergam o lado ruim. Entendi que as críticas estão fora de controle, pois perderam o foco e pararam de se importar com quem recebe do outro lado. Você percebe quando tentam criar confusões e te colocar no meio. Você é apenas o alvo para dissimular ódio ou magoar alguém, que nem era a sua intenção quando teve aquele pensamento aleatório. E não, não adianta de nada essa mudança ser de fora pra dentro. Não é ser good vibes por fora e torcer pra alguém se dar mal por dentro. Não é fingir ser alguém que você não é. Você pode enganar muita gente, mas não o universo. Ele reconhece. É a felicidade genuína pelo próximo, é a empatia e o foco em si mesmo.

Há quem acredite que histórias são apenas histórias, que não carregam nada por trás. Mas há sim, muita coisa por trás. É quando você lê sobre a morte de um trabalhador, que teve sua vida interrompida de forma bruta e injusta, que você se pergunta o que pode fazer para melhorar o mundo. É quando você vê uma possível guerra se formando, que se pergunta desesperadamente como pode ajudar pessoas a mudar. É quando vê uma legião de jovens desanimados e sem perspectivas que você compreende que não escreve apenas por acaso. A vida é muito curta para desperdiçar com medo, preocupado com sentimentos e vibes erradas. O mundo já tem pessimistas demais e não vou ganhar nada sendo mais uma. Infelizmente esse perfil de pessoa é um dos piores, porque não basta ela não acreditar em si mesma, ela ainda quer desestimular os outros. Se depender de mim, não mais. Escrevo sim, porque preciso escrever. Mas agora compreendo que estou aqui para inspirar pessoas, dar o melhor para elas, não deixá-las perderem a fé (independentemente no que acreditam), diverti-las e mostrar que acreditar em sonhos são possíveis. Basta acreditar não apenas por fora, mas por dentro também e lutar por isso. E é o que farei até o fim. Do terror ao romance, estarei aqui contando histórias para inspirar e motivar pessoas, que é a minha missão nessa vida. Isso é muito maior que eu.

“O universo conspira a favor, de quem não conspira contra ninguém” 

E como falei ali em cima, isso não é apenas um texto pessoal. Isso também serve para um professor que deseja inspirar seus alunos, para uma mãe ou família que deseja inspirar seus filhos, para um chefe que queira motivar a sua equipe. Ou para você que pode estar passando por uma fase difícil. Não estamos aqui por acaso, façamos por merecer cada segundo. Principalmente por aqueles que não estão mais aqui e gostariam de poder fazer a diferença. Faça por eles também ❤

Sei também que meu texto é utópico, pois bem, essa é a MINHA utopia. Essa sempre foi a minha e sempre vai ser. Tentaram destruir meus sonhos e quase conseguiram, mas alguma coisa dentro de mim não deixou. Eu prefiro acreditar no impossível que rege a minha vida, eu quero.

Eu tô muito feliz de poder falar sobre isso. Não tem mais treta, não mais amizade tóxica, não mais derrota, nem fracasso. Espero que não estranhem as mudanças, o conteúdo que teremos aqui para frente. O que importa é que estou feliz de poder dividir isso com todo mundo e muito grata por poder mudar. Eu só quero compartilhar amor. E se você vem pelo bem, vai ser muito bem vindo. No final das contas, é tudo sobre o amor.

E como presente, deixo Malibu para vocês. Uma canção que tem muito do que estou vivendo. Quem diria eu e Miley estaríamos passando pela mesma fase, hein? ❤ Mas sobre Malibu e essa nova fase da Miley, volto com outro post.

Mil beijos,

Juliana