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Escrita maldita (Ben Oliveira) {Mês Especial do Halloween}

benEscrita Maldita, escrito por Ben Oliveira é um livro de terror psicológico que conta a história de Daniel Luckman, um jovem escritor que recebe um prêmio pelo seu primeiro livro que se tornou best – seller e é responsável por uma reviravolta e mudança de vida.

Logo de cara ficamos sabendo que Daniel é o típico clichê de escritor: trabalhador, workaholic e sonhador. Ao lado da namorada Marisa, ele batalhava pelo sucesso até que esse grande dia chegou. Esse prêmio abre muitas portas, como escrever um livro junto com Laurence Loud, um dos seus escritores favoritos e grande inspiração para as suas obras. Com todas essas transformações, Daniel muda de vida, se muda para uma casa grande de campo e se casa com Marisa. Ele e Marisa são um casal apaixonado e é muito bonito a forma como os dois trabalham isso. Apesar de jovens, ambos são dedicados um ao outro e ao grande sonho de Daniel. A mulher acaba abrindo mão de muita coisa por conta do marido, mas o que achei mais interessante é que em nenhum momento isso diminui a importância da personagem na trama, muito pelo contrário. Como o próprio Daniel diz, Marisa é a responsável por lhe trazer de volta a realidade. Ela é a representação com o mundo real. Além disso, a personagem é uma das primeiras a notar coisas estranhas que começam a acontecer por ali.

Acontece que Daniel e Laurence decidem escrever um livro onde ambos são personagens, um thriller psicológico que conforme vai passando o tempo, Daniel nota que as linhas que separam ficção e realidade podem não existir. Quando eles decidem escrever juntos, Laurence é convidado para passar um tempo com os dois e assim que o personagem coloca os pés na casa, fui invadida pela sensação de alerta vermelho. Não sei se era pela empolgação do personagem, mas isso passa despercebido por Daniel, mas não para nós leitores e para Marisa. A forma como o autor insere isso na trama, a atmosfera que ele cria, repleta de mistério e muitas simbologias, através de sonhos e sinais deixa claro que a vida de Daniel não vai ser a mesma. Ou melhor, que existe um grande peso após o sucesso do seu primeiro livro. Seria o preço pelo sucesso ou pelo dom, que na verdade pode ser uma maldição?

Escrita Maldita entrou para a lista de livros mais incríveis que já li. Terminei o livro chocada e ao mesmo tempo arrebatada com o final destruidor! É de tirar o fôlego, mas vamos por partes. Uma das coisas mais fantásticas da história é a forma como Ben consegue brincar com o real x imaginário, os limites que existem entre eles e a metáfora com a escrita que nós – escritores e leitores – acabamos nos identificando. A escrita é fluída, muito gostosa do tipo que a gente quer devorar tudo de uma vez. Lembro de parar algumas vezes, porque não queria que o livro terminasse logo. Outro ponto positivo é a ambientação muito bem construída: o livro possui um tom muito soturno, sombrio que faz o leitor mergulhar na trama e se sentir como um narrador onipresente, como se estivesse preso a trama e é o clima ideal para um livro de terror. Os personagens são muito bem desenvolvidos. Eu me identifiquei e simpatizei com Daniel e Marisa, um casal que está no início da vida a dois, na luta por uma vida melhor sem abandonar seus ideais sonhadores. Mas sem dúvidas, nada supera os plot twists dessa história que são puro desgraçamento da cabeça!!! Foi surpreendente e ao mesmo tempo, muito incrível! Escrita Maldita abre margens para várias teorias que ficaram na minha mente durante um bom tempo após a leitura. O final é arrebatador e catártico.

O livro também possui uma mensagem muito forte sobre perseverar com seus sonhos e não desistir deles. Durante o livro, torcemos para que os dois consigam realizar seus objetivos e tentamos protegê-los, mesmo sabendo que a ficção tem vida própria e segue seu próprio caminho. Indico muito escrita maldita, principalmente para os fãs de terror / thriller psicológico e já estou ansiosa para ler próximos livros do autor que é sem dúvidas, um destaque no cenário do terror. Escrita Maldita é a pedida ideal para a galera que busca uma leitura mais macabra e sinistra nesse Halloween. Tem terror, mistério e muito sobrenatural em um clima pra lá de soturno. Tenho certeza de que vão lembrar dele na hora de dormir hehe. Cinco estrelas e super favoritado.

Você pode encontrar o livro disponível em eBook na amazon e para mais informações sobre o livro e o autor, entre em contato com ele através do site. Ben possui várias publicações, algumas dela disponíveis no wattpad que valem a sua leitura. Boa leitura e feliz Halloween 🎃

 

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172 horas na lua · 172 horas na lua e muitas teorias com spoilers · Editora Novo Conceito · Ficção Científica · Johan Harstad · Resenhas · Sobrenatural · Teorias · Terror Psicológico · [Livros] · [Terror]

172 horas na lua e muitas teorias com spoilers

O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.

Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 – um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.
Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviado mais ninguém à Lua.
Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer…
Prepara-se para a contagem regressiva.

       Olá pessoas, tudo bem com vocês? É, eu sei que mais uma vez tomei chá de sumiço, mas dessa vez foi por um bom motivo. Estou me formando na faculdade e nos últimos meses fiquei envolvida demais com o meu tcc. Por causa disso, fiquei mais de 4 meses sem ler, nem escrever. Assim que terminei de escrever a monografia, tentei ler alguma coisa, mas não rolou. Acho que foram meses tão cansativos e de leituras tão puxadas que precisava me desintoxicar, fazer outras coisas e foi isso que eu fiz. Um dia, navegando no twitter tive a ideia de ler 172 horas na lua. Eu já tinha ouvido algumas @ que sigo por lá falando muito bem e a Barbara Herdy, minha amiga e autora de Apenas Respire, um conto quase de fadas, decidiu ler junto comigo, como em uma espécie de clube do livro. Não poderia ter sido uma ideia melhor!

      Primeiramente devo dizer que fazia muito tempo que não lia um livro tão bom quanto esse. E que poder ler um livro com essa magnitude, depois de tanto tempo parada, me ajudou demais. Também devo avisar a vocês que esse texto vai ser longo e que não é um daqueles que se trata de resenha da história, mas sim um texto cheio de teorias e com MUITOS spoilers. Então se você ainda não leu, volte depois que ler o livro e aproveite para comentar o que achou. Vamos lá?

       172 horas na lua foi escrito por Johan Harstad e publicado pela Editora Novo Conceito. O livro narra a história de três adolescentes que a NASA decide sortear em 2018 para embarcar em uma missão. Acontece que a NASA está passando por problemas financeiros e a escolha de 3 adolescentes seria ótimo para publicidade por unir diferentes gerações e patrocínio para a viagem. É óbvio que a notícia repercute entre a população que fica eufórica com a possibilidade de viajarem para a lua, mas logo de cara ficamos sabendo que apenas Mia, Midori e Antoine conseguem ser “os escolhidos”. Os três são de lugares diferentes – a primeira é Norueguesa, a segunda japonesa e o terceiro francês. E eles também são motivados por ideais diferentes. Mia por exemplo é a única que não curtiu a ideia. Ela foi inscrita pelos pais e só aceitou a ideia depois de muito custo por conta das amigas insistirem que seria ótimo para a sua banda de rock. Já Midori se inscreveu porque queria fugir do país opressor em que vivia e ter um futuro livre. Enquanto Antoine queria se afastar para esquecer sua ex – namorada Simone que o trocou por outro.

Relacionamentos deveriam vir estampados com a data de validade para que as pessoas pelo menos tivessem chance de cair fora antes que a coisa ficasse totalmente rançosa.

     Com o passar do tempo, os adolescentes são contagiados pela ideia de viajarem para a lua e ao lado dos outros astronautas, passam por uma série de testes e treinamentos que duram cerca de três meses antes da viagem. Uma coisa que senti falta foi do desenvolvimento dos personagens e do treinamento para os leitores. Só é narrado para quem lê que isso ocorreu, mas não vemos a amizade dos três se desenvolvendo, nem parte do treinamento. Só que antes de embarcarem, uma série de coisas estranhas acontecem como uma espécie de sinal para avisar aos adolescentes a não partirem. E diga-se de passagem que essas partes são bem sinistras. Os sinais são assustadores e deixa os competidores estremecidos e com medo. Mas os três embarcam mesmo assim, ignorando os sinais e de início ocorre tudo bem, apesar da ansiedade pelo acontecimento. A equipe vai passar 172 horas na lua (que dá uma semana e algumas horas, me desculpa sou de humanas) e nesse tempo, vão ficar na base DARLAH 2 no mar da tranquilidade na lua, no mesmo lugar que Neil Armstrong pisou. Tudo está se encaminhando bem até quando uma série de acontecimentos trágicos começa a se desenrolar. Nas primeiras 144 páginas pouca coisa acontece e o leitor tem a sensação de que a história demora a acontecer. Devo confessar que achei o romance entre Mia e Antoine desnecessário. Eles até são fofos juntos, só que o romance não cabe na história. Tanto que ele nem se desenrola. Ao mesmo tempo que dá pra compreender, já que o autor possivelmente fez isso para aproximar o leitor. Só que assim que pisam na base DARLAH 2, o livro começa a se desenvolver e a gente tem a sensação de que entramos em uma montanha russa com tanto plot twist.

Eu e a Barbara depois de terminar de ler o livro

       A escrita do autor é fluída e atraente. Eu fiquei lendo sem parar, pois não conseguia dar uma pausa. Talvez ele pudesse desenvolver mais algumas partes do livro – como mencionei anteriormente – mas o plot twits e o final compensam, pois 172 horas na lua – desculpem o palavreado – é um puta livro. O final é estarrecedor e chocante. Eu previ como o final seria, mas não imaginava que o autor tivesse coragem de ousar tanto. Na hora em que terminei de ler, me vi dividida por muitos sentimentos. Primeiro fiquei muito irritada porque não queria que tivesse terminado daquele jeito. Não basta todas aquelas mortes, todo o desespero, ainda tem que morrer mais uma? Eu jurava que Mia seria a única sobrevivente, até mesmo por conta de uma frase que Midori diz a ela fazendo uma referência a Robinson Crusoe: “- Imagina se você fosse a única a sobreviver e a voltar para a casa?” A frase pode soar meio solta, mas quem escreve sabe que talvez ela não tenha sido colocado ali a toa, mas fiquei triste ao ver que me enganei. Mas depois que se passaram alguns dias, cheguei a conclusão de que mesmo não gostando do final, o livro além de ser maravilhoso, faz muito sentido. Talvez se a Mia verdadeira realmente tivesse sobrevivido não teria tanta graça assim e o livro não teria o mesmo impacto. Uma parte de mim perdoa o autor.

         Assim que terminei de ler, fui comentar com a Barbara e chegamos a várias conclusões. Então todos os comentários e teorias que vão ler aqui são pensamentos e ideias que tivemos a respeito da história. De primeira vale a pena destacar que logo no prólogo, quando pessoas do alto escalão se reúnem para discutir sobre retomar as missões para a lua, eles estavam cientes de que a última viagem tinha tido problemas que o público desconhecia. E eles também dão a entender que estavam cientes de que havia alguma coisa na lua muito perigosa, eles sabiam que pessoas correriam riscos e ainda assim, permanecem com a ideia de levarem adolescentes. Eles não descartam a missão e nem a ideia. Vale também destacar que quem tem a ideia é o Dr. XXXXXX e que em nenhum momento conhecemos a sua identidade. Não falam o nome dele e o leitor não faz ideia de quem ele é. Ficamos totalmente no escuro. O anonimato a respeito do seu nome talvez não tenha sido em vão. Só que fica a dúvida: quem é ele? ele é um doutor mesmo? Lembrando que tanto um médico quanto uma pessoa pós graduada podem ter o título de “Doutor”. O que seria a ele? Fica evidente o quanto ele está animado para a missão, mesmo sabendo que pessoas podem morrer por causa disso e em nenhum momento demonstra estar preocupado com isso. Seria ele então uma cópia que sobreviveu da outra missão e ficou na terra? Ou seria alguém importante, tipo o presidente dos Estados Unidos? Isso não ficou claro e um ponto aberto que o autor deixou.

O tempo era uma lesma grudenta e poderosa. 

Outro detalhe que não entendi foi a respeito do final. Eu li duas vezes e em nenhum momento vi algum indício de que a Mia doppelganger teria vindo para a terra. Só quando ela chega a terra e começa a agir estranhamente é que fica claro de que não se trata da verdadeira Mia. Também não entendi porque a Mia doppelganger assassinou o morador de rua, com quem ela esbarra antes de viajar no início do livro. Seria apenas um recurso narrativo do autor para mostrar ao leitor de que não se tratava da mesma pessoa ou então a Mia cópia teria as mesmas lembranças da original? Ainda assim não sustenta a morte. Também não entendi porque surgem tantas Mias no final – que o funcionário do hotel vê passando – se apenas uma Mia chegou a terra. Então ao doppelganger se multiplicaria? Outra explicação possível seria de que as pessoas atacadas, acabariam virando doppelganger. Outra questão que ficou mal explicada é que logo depois do final do livro, eles relatam que em missão para a lua de 2081, eles encontram o corpo de uma garota de 16 anos com uma carta ao lado de um homem que era o Coleman. A princípio acreditei que se tratava da Midori, pois ela foi pega pelo doppelganger ainda dentro da base DARLAH 2, mas na verdade é a Mia. Aí fica a dúvida no ar: a Mia que correu até a DARLAH 1 com a Midori cópia era um doppelganger? Então quem era a outra Mia que lutou com ela na hora de entrar na cápsula? Outra Mia doppelganger ou a verdadeira? Não faz muito sentido ser a verdadeira, porque ela não tinha mais oxigênio, como Mia conseguiu retornar para a DARLAH 2 e ainda escrever uma carta? Ou a carta seria a do irmão que foi esquecida com ela?  Também não faz sentido porque a carta ficou na Flórida onde ela treinou por 3 meses e acabou esquecendo dentro de um armário. Outro ponto que também não bate é que logo no final enquanto Coleman conversa com Mia e Midori, ele diz que se os doppelganger forem para a terra seria o fim do mundo. E no próprio livro descreve as Mias cópias atacando e matando todo mundo. Como teria sobrado alguém pra viajar em 2081 para a lua?

      Também não vi sentido na escolha de adolescentes para viajarem para a lua. Sim, eu sei que em vários momentos eles se comportaram de forma muito mais madura que os adultos. Tanto é que várias vezes me esqueci que tinham cerca de 16 – 17 anos. Sei que a escolha pode ter sido para criar público alvo para o livro, mas em questão de coerência com a história achei nada a ver. No final das contas, por mais que Mia e Midori foram as últimas a morrer, elas não adicionaram nada a missão. E eu fiquei sentida por isso, queria que eles tivessem mais espaço e conhecimento. Seria interessante ver aqueles adolescentes esfregando na cara dos adultos várias coisas. Outro ponto importante abordar e que não compreendi muito bem foi o velhinho, sr.  Oleg Himmelfarb. Ele era um dos sobreviventes/ espectadores da última missão e um dos poucos que sabia sobre o perigo que havia na lua, mas não sabemos se a memória dele tinha sido alterada e por isso ele pode ter sido considerado um inválido ou se estava mesmo doente, mas ainda lúcido com alguns lapsos de memória. É intrigante a forma como as memórias dele são despertadas e fica a dúvida no ar sobre o que realmente aconteceu com ele.

        Agora algumas questões que não ficaram claras e que adoraria que me explicassem: como o Antoine teve a visão do “QU”? Quem era a pessoa no banheiro com a Midori falando da J5? Quem foi que escreveu o 6E no casaco do morador de rua? Para isso não tem resposta e a gente fica na dúvida se foi algo sobrenatural, como os espíritos das pessoas nas outras missões querendo avisar ou algum tipo de sexto sentido externado. Fica confuso, pois foi como a Bárbara comentou. No caso de Antoine, ele leu e estudou sobre tudo que aconteceu, mas ele não menciona nenhum acidente. Eu acreditava que seria por conta do acidente de “Apollo 13” no qual uma parte onde tinha oxigênio explodiu e eles explicam no final do livro.

         Quando terminei de ler, fiquei confusa sobre qual seria o objetivo da viagem. Em nenhum momento fica claro qual era o principal motivo da missão. Eles dão a entender que seria para procurar tântalo setenta e três, mas a ideia e motivação do Dr. XXXXXX parecem outras (seria a intenção de povoar a terra de cópias?). No final, já estava achando que eles estavam ali para destruir a lua, mas ainda assim é uma ideia remota, uma vez que a missão é quase um reality show com o mundo inteiro voltado com os olhos para lá. Achei muito interesse o autor incluir lendas japonesas na trama. Tenho muito interesse em ler mais sobre isso, apesar de conhecer um pouco e saber que elas são sinistras. O Japão não brinca em serviço quando se trata de terror e a adição das lendas trouxe um charme a mais para a história. A inclusão do “doppelganger” também combinou com o enredo e achei que foi uma grande sacada do autor. Fiquei mais chocada ainda ao descobrir que existem vários relatos na internet sobre isso e em alguns casos bem reais. Aliás, descobri que vários detalhes do livro são reais e eu acho que nunca mais vou conseguir dormir de luz apagada?

Como assim algumas coisas de 172 horas na lua são reais?

          Uma das partes mais sinistras para mim é quando quase no final do livro, Coleman narra para Mia e Midori uma conversa que teve com o seu amigo pastor. Ele fala para Coleman que a lua poderia ser o inferno e é nesse momento em que toda a história faz sentido e isso me deixou literalmente no chão e com muitas vibes sobrenaturais. Um detalhe interessante é a crítica que o autor faz de certa forma velada aos EUA por conta da necessidade da NASA esconder dos soviéticos a existência de DARLAH 1 e 2. É aquela velha história de se preocupar com o próprio umbigo e pouco se importar com as reais consequências ao redor. Um ponto negativo e que vale a pena destacar é que achei um tanto incoerente o fato dos pais não fazerem perguntas para os funcionários da NASA que parecem desviar das delas. Os filhos embarcam e é notório que os pais sabem muito pouco da missão. Como a Jella em prosa diz em seu vídeo sobre o livro: “- Os personagens parecem fazer as perguntas erradas.”

          Apesar de todas essas questões e muitas ressalvas, o livro é muito bem escrito e possui momento eletrizantes que poderiam facilmente ser adaptado para o cinema. O livro possui uma linguagem bem trabalhada para roteiro, já que é um enredo muito visual. A edição é linda, o livro possui várias gravuras e ilustrações com mapas e indicações de situações que se passam na história. Até o presente momento, 172 horas na lua é um stand alone (livro solo) e a princípio não terá uma continuação, mas seria muito bom se o autor criasse um livro spin off explicando os vários pontos em aberto e o que aconteceu depois das cópias terem ido para a terra. Não tem necessidade de um livro dois, mas sim um complemento para essas brechas.

          Acho que depois de todas essas teorias e comentários, não há dúvidas para ler 172 horas na lua. É uma trama completa de suspense, terror e ficção cientifica. Já estou caçando outros livros do autor para ler e eu super indico para a galera que curte esse gênero e tramas como Doctor Who, Perdido em Marte, Star Trek e Interestelar. Cinco estrelas e favoritado.

           Para quem ainda não viu, participei da seção “Livros de Cabeceira” da Revista Geração Bookaholic e listei meus cinco livros favoritos da vida. Corre lá para descobrir quais são. E em Janeiro tive a oportunidade de participar de um bate papo com a Escritora Roxane Norris e Katy Navarro no programa Conversa com o Autor da rádio MEC AM sobre livros, escrita, Maratona Do Terror e romance. Para ouvir é só acessar o site.

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Tudo o que gostaria de saber sobre The Haunting Hour

Como todo mundo sabe, sou muito fã do R. L. Stine e depois de tirar férias com direito a Netflix, vim compartilhar com vocês uma das minhas séries favoritas.  Senhoras e senhores, apresento The Haunting Hour.

 The Hauntig Hour – A Série é um seriado americano de terror, com episódios de meia hora. O show estreou no canal The Hub nos Estados Unidos em 2010. Voltado para crianças e jovens, a trama é inspirada nas histórias de terror do Autor R. L. Stine. Cada episódio possui uma história diferente, alguns com continuações, outros não.

“A Floresta De Lovecraft “: um dos episódios mais assustadores e um dos melhores da série.

A série segue a mesma linha de A Hora do Arrepio (The Nightmare Room), seriado que passava no SBT em 1998 e é uma série publicada pela Editora Rocco, escrita pelo R. L. Stine. Nos episódios, forças ocultas e criaturas sobrenaturais envolvem as histórias cujo mistérios no final são revelados. A trama tem uma carga muito forte com lição de moral, assim como as outras obras do Stine – Goosebumps e Clube do Terror. The Haunting Hour foi reprisado recentemente pelo canal HBO Family e apresentou vários atores que começaram a carreira no programa, como Debby Ryan (do seriado Jessie) Dylan Minnette que curiosamente protagonizou o filme de Goosebumps em 2015 no papel do adolescente Zach Cooper.

Alguém conhece esse rapaz? Foto nos bastidores da gravação do episódio que Dylan participa.

Uma coisa muito comum na série são os atores participando de outros episódios e interpretando diferentes personagens, visto que a maioria dos episódios são independentes dos outros ( Dylan foi um desses). A série possui vários episódios inesquecíveis. Quem não se lembra da boneca psicótica em “Igual a você: parte 1 e parte 2”? Ou da pousada sinistra de “A Pousada dos Pesadelos”? A pousada dos pesadelos é um dos meus episódios favoritos ao lado do episódio “Vô Vampiro – parte 1 e 2”, que por sinal tem Christopher Lloyd – a lenda de De volta para o futuro – no papel do avô vampiro. Quase pirei quando descobri isso haha

Olha o Lloyd como vampiro *–*

Mas um dos melhores episódios e mais assustadores é sem dúvidas “A Floresta de Lovecraft” que é uma clara referência/ homenagem ao Escritor Lovecraft, um dos maiores escritores de horror que já existiu. O episódio é surreal e aborda um dos meus temas preferidos na ficção.  Outro episódio que me deixou assustada foi o “Espantalho” e o seu final destruidor. Juro que nunca imaginei um final daquele! Para ter uma ideia, a série produziu um final alternativo para esse episódio. E mesmo assim, nem em mil anos esperava que terminasse daquela forma. Foi chocante!

Apesar de seguir ideias semelhantes as “séries – irmãs” como: A hora do Arrepio, Clube Do Terror e Goosebumps, senti que The Haunting Hour flerta bem mais com Além da imaginação (The Twilight Zone) – série clássica de terror, sobrenatural e ficção cientifica da década de 50 que foi refilmada nos anos 2000 e exibida no SBT – só que para o público infantojuvenil, com finais repletos de reviravoltas e arrepios. R. L. Stine já confirmou em entrevistas que TTZ foi uma grande inspiração para as suas séries. Por conta disso, The Haunting Hour se tornou uma das minhas séries favoritas desde que descobri no youtube. Ah, a série foi filmada em Vancouver no Canadá e possui um visual de tirar o fôlego. Mais um motivo para assistir >.<

Se você curte enigmas, histórias eletrizantes e um bom conto de terror, assista The Haunting Hour! A série ainda está disponível no Netflix e tem três temporadas por lá. Especula-se de que em breve o Netflix vai passar a 4ª temporada.  Escute os meus conselhos e vá assistir! Garanto que a sua vida nunca mais vai ser a mesma.

P.s: Essa série foi uma das inspirações que tive para escrever Maratona Do Terror ❤

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Promoção Especial Sexta – Feira 13: Maratona Do Terror

Olá Perdidos, tudo bem? Sei que ando sumidinha, mas com a volta das aulas da faculdade, trabalho e #NaNoWriMo (outro dia falarei sobre isso), fui engolida pelo furacão, mas voltei com muuuitas novidades legais!

A primeira delas é que vem aí a Sexta – Feira 13 e em comemoração, Maratona Do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio vai estar em promoção por apenas R$ 25, 00 com frete incluso, vai autografado e ainda por cima, ganha marcador personalizado da caveirinha. A promoção vai rolar até a meia – noite do dia 13/ 11/ 2015 e aproveita para garantir o seu, porque são os últimos exemplares! Para comprar o seu, clique aqui.

E até o fim da semana, vou divulgar uma novidade de derrubar os forninhos, espero que curtam MUITO, pois estou muito animada ❤

Queria aproveitar e pedir para quem adquiriu o livro, me enviar uma foto com ele, pois vou abrir um álbum só com as fotos dos leitores e em breve, pretendo gravar o vídeo sobre o #NaNoWrimo ~ campeonato de escrita ~ explicando como está sendo a minha experiência e outro com leitura dramatizada de trechos de Maratona Do Terror. E aí, o que acham? Não precisam ficar preocupados, pois em breve volto. Aproveite e adicione Maratona Do Terror no Skoob e me faça feliz >.<

99 fear street · As cinco máscaras do Dr. Gritus · As cinco máscaras do Dr. Gritus (Goosebumps - Castelo dos Horrores 03) · Clube do terror · Contos de Arrepio · Contos de Terror · Cultura Gótica · cultura pop · Dark · Dia das Bruxas · Fantasmas da rua do medo · Fear Street · Fox Kids · Ghosts of Fear Street · Goosebumps Horrorland · Goosebumps series 2000 · Halloween · Infantojuvenil · Jogos Macabros · Mês Especial do Halloween · Mistério · Party Games · Resenhas · Se assuste comigo · Se assuste comigo: As cinco máscaras do Dr. Gritus (Goosebumps - Castelo dos Horrores 03) · Sobrenatural · Teen · Terror Psicológico · [Goosebumps] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Séries] · [Terror]

Se assuste comigo: As cinco máscaras do Dr. Gritus (Goosebumps – Castelo dos Horrores 03)

Que eu sou fã do R. L. Stine, não é novidade para ninguém, mas aproveitei essa vibe de Halloween para falar sobre um livro dele que amei e é muito arrepiante, As cinco máscaras do Dr. Gritus – Goosebumps / Castelo dos Horrores: Vol 3/. Esse livro faz parte da série Goosebumps, que já falei aqui anteriormente e vai estrear esse mês no Cinema com Jack Black. Assim como a série Goosebumps Horrorland, no qual as histórias se passam em um parque de diversões sinistros, Goosebumps Castelo dos Horrores são histórias contadas que se passam em um Castelo assombrado com a presença de um narrador sinistro. Até onde sei os volumes são independentes – ou seja – é possível ler fora de ordem numa boa.

As cinco máscaras do Dr. Gritus conta a história de dois irmãos, Mônica e Peter que não se dão bem. Ela é a filha mais velha que tem que cuidar e tomar conta do irmão mais novo, o Peter que é a dor de cabeça em forma de gente. Bagunceiro, respondão e desobediente, o garoto tira a irmã do sério e para completar acaba arruinando o seu Dia das Bruxas, já que Mônica fica encarregada de levá-lo para pegar doces. Só que Peter acaba estragando a noite ao ficar irritando as amigas da irmã e os dois se veem sozinhos com uma noite inteira para desfrutar. É a partir daí que as coisas começam a fugir do controle. Teimoso do jeito que é, Peter decide ir buscar doces em uma Rua deserta na qual ele e a irmã não tem muito costume de passar. Ao chegar lá, acabam conhecendo a dona que é uma mulher um tanto peculiar e quando notam, já estão envolvidos em uma aventura recheada de perigo e muitos sustos.

Curti muito a leitura desse livro, pois As máscaras do Dr. Gritus me cativou e mais uma vez, R. L. Stine me surpreendeu. Suas tramas são irresistíveis, pois ele consegue construir uma narrativa completa, bem costurada e sem furos. Goosebumps é aquele tipo de livro que você chega ao fim e diz: “- Não acredito que ele fez isso comigo!”. O autor consegue juntar terror, fantasia, aventura com um pé na comédia e fazer tudo de forma muito coerente. Outro ponto positivo são os personagens que são muito bem construídos que podiam ser perfeitamente pessoas comuns, mesmo o livro se passando em um ~enredo fantasioso ~ E é justamente isso que mais me fascina nesse tipo de trama.  Os livros de terror nada mais são do que metáforas para o nosso dia a dia. Vejo tanta gente condenando o gênero, que é do coisa ruim, blá blá; quando na realidade elas retratam o maniqueísmo e a luta do bem contra o mal que enfrentamos todos os dias.

O livro é uma ótima pedida para quem quer curtir o Halloween com livros assustadores. Mesmo tendo como alvo o público infantil – juvenil, R. L. Stine chega a ser ousado em várias partes, fazendo com que até mesmo eu com meus vinte e poucos anos fique refletindo com os finais de seus livros.  Não pense duas vezes e se assuste comigo! Não se esqueça:

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Trailer de Goosebumps: Monstros e Arrepios

Quem me conhece sabe que sou super fã do R. L. Stine e Goosebumps, que foi assunto várias vezes aqui. A adaptação da série Goosebumps publicada pela Editora Fundamento, cuja primeira temporada está disponível no Netflix, ficou famosa por causa da série que foi exibida na Fox Kids nos anos 90. R. L. Stine também é autor de Rua do medo e A hora do arrepio que também viraram séries. O filme tem Jack Black no elenco e estreia prevista para Outubro de 2015. Quem aí está ansioso? Eu tô contando os dias! Podemos comemorar, o terror e os anos 90 estão de volta!!!

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Tudo sobre o meu livro “Maratona do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio”

Quem me acompanha nas redes sociais, deve ter acompanhado a minha animação nos últimos tempos. Caso tenha caído de paraquedas em meu espaço, saiba que vazou a capa do meu primeiro livro. Na realidade, não era pra isso acontecer, a divulgação só seria feita em Agosto, mas como foi divulgado, achei justo apresentar a capa para os curiosos de plantão. Ontem, o Novos Escritores (site que como todo mundo sabe, faço parte) divulgou em primeira mão a capa oficial. Agora convido vocês a conhecerem o meu livro “Maratona do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio”

 

Segue a sinopse do livro:

 “Esse livro é uma maratona de contos assustadores.

  Ele começa com a história de Lily, uma Estudante apaixonada por filmes de terror que faz de tudo para assistir à pré-estreia de um filme ao lado dos seus amigos em uma “Sexta-Feira 13”, conto inicial, e termina com a “A casa nº 7”, uma casa mal assombrada em que um casal tem o azar de se abrigar.

   Para viver essas e outras histórias aterrorizantes, não deixe de ler “Maratona do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio”!

  Obs: Não leia à noite!”

 Quem é leitor do blog sabe que publicar um livro sempre foi meu grande sonho. Eu já falei sobre esse livro aqui em um post sobre curiosidades dele e contando como foi terminar de escrevê-lo, mas tudo começou em uma aula da Faculdade em que teríamos que criar contos. Eu escrevi vários e tive a ideia de reunir tudo em um livro. Maratona do Terror reúne não só contos de Terror, mas também de Fantasia, suspense, muuuuuuuuuuito Sobrenatural e Ficção Científica.

 E claro, vou aproveitar para convidar todos vocês para o lançamento que será realizado na Bienal do RJ 2015 no dia 6 de Setembro às 16 horas no Estande E19 (Estande da Qualis) no Pavilhão Azul. Estão todos convidados a participarem! Será um dia muito divertido *–*

 Em breve vou divulgar o link para a pré – venda, enquanto isso me sigam nas redes sociais em que atualizo as novidades 😀

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Um vício chamado Pretty Little Liars

Já faz um bom tempo em que estava para fazer esse post, mas a falta de tempo e a dificuldade em começar esse texto me impediam. Não é segredo para ninguém que sou muito fã de Pretty Little Liars. Tem dois anos que acompanho a série e a cada episódio, fico mais viciada.

SPOILERS! Leia por sua conta e risco! 

Pretty Little Liars é uma série de TV da Abc Family, baseado na série de livros de mesmo nome da Sara Shepard e publicado pela Editora Rocco. Apesar de não ser fiel aos livros, PLL gira em torno da noite do feriado do dia do trabalho no qual Alison Dilaurentisa adolescente queen bee – desaparece misteriosamente e é dada como morta.  No fatídico dia, Alison passava a noite com as amigas no celeiro da Spencer.

Um ano se passa, as amigas se separam e seguem suas vidas. Mesmo sendo amigas de Alison, uma parte delas se sente aliviada. Infelizmente Alison era uma pessoa perigosa, do tipo que adorava ameaçar e praticar bullying com os outros. Ela conhecia o segredo de cada uma e se aproveitou disso diversas vezes. Alison Dilaurentis é aquela figura mítica: rainha da escola, popular, admirada e seguida por meninos e meninas que amava pisar nos outros.  Exatamente um ano depois do seu sumiço, o corpo da jovem é encontrado. As meninas acabam se reaproximando e começam a ser chantageadas por -A que sabe todos os segredos. Curiosamente, coisas que só Alison sabia.

Confesso que comecei a assistir por insistência das minhas primas. Na minha cabeça, PLL era uma série no estilo Gossip Girl. Só que no momento em que comecei a assistir, percebi o quanto estava enganada. Na primeira temporada, temos o desenrolar da noite mais comentada de Rosewood (onde se passa a série) e acompanhamos o que rolou depois de toda a tragédia. Vemos as meninas tentando voltar a sua vida normal, com amores, muitas festas e agitos, mas -A não deixa barato e as assombra o tempo inteiro, seja por sms anônimos ou cartas. Com muito terror psicológico e como não podia deixar de ser, muitas mentiras. A primeira temporada não é uma das minhas favoritas. Achei muito confusa, fraca e com muitos furos. Mas definitivamente tem alguma coisa nessa série que prende a atenção do telespectador.

Já a segunda temporada é uma das minhas favoritas. A trama começa a amadurecer e observamos um clima sombrio que ronda a série e que vem pra ficar. O desenrolar dos enigmas, o início dos casais e o lado detetive de Spencer me tornaram fiel a PLL. E claro, não poderia deixar de citar a descoberta de que Mona é -A. Foi incrível! Sem dúvidas, foi um dos pontos altos da série. Nunca vou me esquecer do último capítulo em que é revelado, Mona de capuz preto e o covil de -A. O ponto fraco fico por conta de Maya, a namorada de Emily que é uma personagem who, não diz a que veio e foi pouco explorada. Sei que não tem como dar espaço para todos os personagens, mas até agora não consegui encaixar a morte dela com a história em si (a princípio, segundo os produtores, a morte dela não está ligada ao psicopata da série). Como em PLL tudo pode acontecer, não descartei possibilidades ainda.

Já a terceira e quarta temporada são as melhores ever na minha opinião. Elas têm uma sequência de enigmas e mistérios que compõem a trama e estão equilibradas. São temporadas bem escritas e desenvolvidas. Na terceira temporada, vemos que Mona está no Radley, hospital para pessoas que possuem problemas com distúrbios psicológicos e descobrimos que há um novo -A e que ele/ ela roubou o seu jogo. E quando as liars pensam que finalmente estão livres, se descobrem mais presas aos segredos e mentiras. O ep 3×01 “Aquela noite” é a entrada para a “nova fase” de PLL. Qualquer semelhança com o 1×01 não é coincidência. Segundo a produtora Marlene King, foi intencional. Como se estivesse inciando uma nova série dentro da série. Que loucura! Outro ponto positivo é que a série é famosa pelos episódios temáticos de Halloween. Não curti muito os primeiros, achei bem fraquinho. Só que o da terceira temporada se passa no trem e omg! É maravilhoso!!!  Com direito a Adam Lambert cantando muito em uma noite pra lá de sombria. Esse é um dos meus episódios preferidos que não me canso de ver, só perde pro especial de Halloween da quarta temporada). Acho que se algum espectador tem dúvidas sobre PLL, na terceira tem tanto suspense, surpresas e mistérios que é impossível não se envolver ❤

A quarta temporada marca a entrada de novos personagens intrigantes como Cece que acrescentam e confundem a trama. Temos também o ponto alto da temporada que é o episódio especial de Halloween, se passa no cemitério da cidade pra lá de estranha Ravenswood que marca o início da série paralela de mesmo nome que flopou. Nem preciso dizer que amei esse episódio né? Uma das coisas mais fantásticas em PLL é que mesmo sendo uma série de jovens, eles vão fundo no terror e suspense. Jovens mentirosas se metendo em confusões aterrorizantes? É a minha cara

Já a quinta temporada foi um erro atrás do outro. Com a volta da Alison, acreditamos que finalmente teríamos respostas, o que não aconteceu. Só teve enrolação, as liars super passivas a amiga que estava desaparecida, o que ninguém esperava e episódios bem entendiantes. A morte da Mona foi uma das coisas mais horríveis que aconteceu, ela só desacelerou a trama. Porque era justamente a Mona quem poderia agilizar a descoberta de -A, o que novamente não rolou. A própria Marlene King comentou que sentiu que os fãs estavam desmotivados. E pra completar, não tivemos o especial de Halloween, mas sim o de Natal que foi um dos episódios mais parados. A história prometia muito, mas parece que se perdeu no caminho. Podíamos ter ficado com o episódio de Halloween. O triste é que de acordo com a produção, não vão ter mais especiais de Halloween. Torço para que mudem de opinião, porque eles são sempre os melhores e funcionam como extras da trama.

Para a sorte dos fãs, a sexta temporada começa literalmente lacrando. Parece que realmente a produção de PLL está cumprindo as suas promessas, o que significa que começamos a ter respostas. Os episódios até agora se dividiram em agitados e parados, mas é totalmente compreensível em vista dos últimos acontecimentos. Mas nota-se que eles marcam uma nova fase da série, mais direta e bastante dark. De acordo com os grupos de fãs, descobriremos quem é -A no último episódio do primeiro arco da sexta temporada. Depois teremos um pulo de 5 anos no qual veremos as liars mais velhas e com vidas diferentes. Praticamente uma nova história dentro da série, iniciando uma nova fase na história.

Uma parte de mim está adorando e outra triste, porque o dia em que nos despediremos de Pretty Little Liars está se aproximando. A série vai terminar na sétima temporada.  Não é fácil dizer adeus a uma série que demorou a me conquistar, mas quando menos esperei roubou o meu coração. Apesar do roteiro ruim, a trama clichê e possuir um enredo quase fantasioso, vejo PLL como uma alegoria da vida. Quem assiste sabe que alguns personagens somem do nada, relacionamentos terminam assim como acontece no dia a dia. Todo mundo já sofreu nas mãos de alguma Alison ou já teve alguma fase Spencer em sua vida. O fato é que essa é uma série de acelerar os seus batimentos cardíacos e quebrar a cabeça com teorias. Se eu tenho palpite de quem é -A? Claro, mas isso vou deixar para outro post!

E ah, uma das coisas mais divertidas da série é que ela é cheia de referências a filmes e músicas, principalmente antigas e os nomes dos episódios são super criativos. Também tenho que parabenizar a produtora Marlene King por conseguir fazer com que todos os personagens parecessem suspeitos. Sou Escritora e sei o quanto isso é difícil. É por essa e outras que amo e apaixonada por PLL ❤

Espero que tenham curtido o post! E vocês, tem alguma série em que são viciados? Já assistiram PLL? Divida comigo nos comentários. Vou adorar saber ❤

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Minhas coleções de livros do R. L. Stine #Parte1

 

Dizem que na vida todo mundo carrega um vício. Alguns chocolate, roupas e nos meu caso foram os livros. Ué, como assim foram? Bem, não escondo de ninguém que sempre fui apaixonada por livros e isso me fez comprar vários, alguns de forma impulsiva. Com o tempo, reparei que não era justo. Consegui me “desapegar” e doei alguns livros, dei, troquei, fiz sorteios e vendi. Cheguei a conclusão de que posso amar os livros, mas isso não significa que deva comprar sem parar e deixar largados na estante “só pra tirar foto” ou como dizem, “ostentar”. Meus livros diminuíram muito e agora posso dizer que não são mais um vício, mas sim uma paixão.

Ainda assim, me permiti cometer algumas loucuras hehe. Todo mundo é fã de alguém na vida. Seja na música, na tv ou na Literatura. Comigo, não podia ser diferente. Sempre que leio livros e acabo me apaixonando pela escrita do Autor, decido acompanhar as outras obras dele.  Hoje venho apresentar a minha coleção de livros de um dos Escritores que mais amo no universo, R. L. Stine ou Bob – como os fãs o chamam.  Pode não parecer, mas sou muito exigente com os livros. Tirando o R.L. Stine, também faço coleção dos livros da Agatha Christie, Stephen King, L. J. Smith, Paula Pimenta, Scott Westerfeld, Marian Keyes e J. K. Rowling. Se vocês toparem, faço outro post sobre as minhas outras coleções.

 

 

Draculaura fazendo companhia aos irmãos *–*

Meu interesse pelos livros do R. L. Stine começou com a série que acompanhava pela TV e os livros que tinham na Biblioteca e feirinha do colégio que estudava. Na época, não tinha dinheiro para comprar e costumava pegar emprestado da biblioteca e das amigas. Foi assim que acabei me apaixonando pela escrita instigante e viciante do Escritor. O que mais me impressionava é que apesar de escrever para crianças, os adultos também liam os seus livros e ficavam encantados. Acho que essa é a magia do livros, torná-los universais de forma que diferentes públicos se interessem por ele.

Passei praticamente a minha infância e adolescência inteira assistindo O Clube do Terror, Goosebumps e A hora do arrepio. Como falei em outro post, todas essa séries e mais The Haunting Hour – uma espécie de regravação de A hora do arrepio em 2010-  foram baseadas em seus livros. Alguns episódios podem até ser diferentes dos livros, mas 90 % segue o ritmo da história. O tempo passou, acabei parando de assistir, mas os livros dele nunca saíram do meu coração. E foi quando comecei a escrever os meus próprios livros  buscando Livros e Escritores que me inspiraram, fiz uma viagem no túnel do tempo e decidi começar a fazer coleção. Ah Juliana, mas são livros de criança! Não, não são. R. L. Stine tem fãs de todas as idades, é super popular nos Estados Unidos e também escreve livros para adultos, na mesma vibe de Stephen King.

Acho que o destino quis ajudar, porque em uma dessas trocas em que me desfiz de alguns livros, encontrei uma leitora que queria trocar os livros dele. Foi um sinal e a partir daí, comecei a caça aos livros de Bob. Infelizmente alguns títulos como Rua do Medo, Fantasmas à solta e A hora do arrepio foram publicados pela Rocco há muito tempo e não faço ideia se eles continuam publicando. Já os exemplares de Goosebumps são publicados pela Editora Fundamento. Resumindo: alguns comprei em sebos, troquei e ganhei de aniversário e sem ser no meu aniversário hahaah. O mais legal é que amigos costumam encontram os livros dele e logo vem me avisar. Adoro quando sou lembrada, isso é bem coisa de fã ❤

Sei que vocês devem pensar que a minha coleção é modesta, mas acreditem que estou fazendo de tudo pra adquirir mais títulos. Até já entrei em contato com donos de sebos pra vocês notarem o amor que tenho por essas séries. Também acabei fazendo muitas amizades com outros fãs, o que é ótimo. Apesar de R. L. Stine ser popular no Brasil é difícil entrar em contato com os fãs. A notícia boa é que recentemente foram públicados lá fora dois livros da Fear Street: Party Games e Don’t stay up late, ou melhor da Rua do Medo e estou torcendo para a Rocco publicá-los. Já perguntei para eles, mas a Editora ainda não me respondeu a respeito. R. L. Stine participou de um Evento de lançamento do livro na semana passada em Nova York, o que me fez ficar bem triste por não poder estar lá, mas quem sabe um dia? Sonhar não custa nada!

Para o texto não ficar mais longo, se vocês toparem, posso falar sobre os livros em futuros posts. E aí, topam? Outra notícia boa é Goosebumps vai virar filme com Jack Black. Pirei com a notícia ❤ Isso é ótimo para os livros e o R. L. Stine voltarem com força total! 2015 é um ótimo ano para ser fã de R. L. Stine hahaha

 

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Direto do túnel do tempo: O mundo de Goosebumps

Ser criança nos anos 90 significava curtir um monte de coisas legais como Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira e séries baseadas nos livros do awesome Escritor R. L. Stine como Goosebumps. Uma das minhas maiores lembranças de quando criança era assistir e ler O Clube do Terror, HorrorlandGoosebumps  e A hora do arrepio. Se você foi criança nessa época, com toda certeza sabe do que estou falando >.<

 R. L. Stine é um Escritor que foi muito popular nos anos 90. Ele foi considerado a “J. K. Rowling” daquela década. Grande parte das suas séries de livros viraram série de TV – com exceção de A rua do medo que também amo. Com temáticas sombrias, suas histórias são cercadas pelo sobrenatural. Fantasmas, bruxas, lobisomens e psicopatas, R. L. Stine consegue fazer uma combinação perfeita de fantasia, sobrenatural e thriller de arrepiar os cabelos. Ao contrário do que muitos imaginam, apesar do público alvo de Bob – como os fãs o chamam – serem as crianças, ele também escreve para adultos como o livro Eye Candy que recentemente foi adaptado para a TV em formato de série pela MTV.

Além de ser fã do R. L. Stine, também o considero uma grande influência como Escritora. Adoro como as tramas dele se desenrolam, fugindo do óbvio e personagens clichês.  R. L. Stine consegue dar volta no leitor, surpreender e entregar um final instigante. Ele é um dos meus Escritores favoritos, tanto que faço coleção de seus livros.  O mais bacana é que apesar do livro ser editado por várias Editoras diferentes, as diagramações têm os climas dos livros e as capas são sensacionais, sombrias e desenhadas. Elas viraram referência a obra do Escritor.

O que mais me fascina em Goosebumps (Arrepios em Português e do ano de 1995) é que diferente de O Clube do Terror, os finais nem sempre têm lição de moral. Enquanto que no Clube temos um grupo de adolescentes se reunindo ao redor de uma fogueira para contar histórias assustadoras com uma lição de moral no final,  Goosebumps foge do óbvio e inova com finais e tramas bem arrepiantes. Alguns livros e episódios até achei que não são tão infantis. O próprio autor já contou em entrevistas que seus Editores pedem pra pegar mais pesado. Confesso que fiquei muito surpresa com tal declaração, já que grande parte das pessoas considera os livros infantis bobos e sem graça. Mas não se engane com R. L. Stine, suas histórias infantis assustam até mesmo adultos. E isso é sensacional! A obra de Bob é universal. Eu, vocês, seus irmãos ou filhos podemos ler a vontade. Ele consegue captar a alma dos leitores e escreve para todos os públicos. Quem não se lembra da música de abertura? É inesquecível!

                      

Essa é a minha coleção “O universo de R. L. Stine“. Sim, ela já aumentou e se vocês toparem, faço um post só sobre isso!

Recentemente descobri uma série de livros do Autor chamada “Fantasmas à solta” que meu namorado me presentou. Como ele sabe que sou muito fã, descobriu os livros por acaso em uma feirinha e não pensou duas vezes em me presentear. Diferente das outras séries, essa é uma continuação. Infelizmente não tenho o livro 1, mas mesmo assim isso não me impediu de ler e compreender a trama. Parece que “Fantasmas à solta” foi escrita nos anos 80 – como grande parte das outras – e foi um dos primeiros trabalhos do Bob. Foi ali que o autor começou a “fazer o seu nome”.

Há alguns meses também descobri uma série no Youtube chamada The Haunting Hour que foi inspirada nos livros do Autor. Essa série foi produzida recentemente – acredito que em 2006 ou 2010 – e sua essência é muito parecida com A hora do Arrepio e Goosebumps. Tem uns toques de O Clube do Terror, mas as tramas são bem sombrias. Se vocês toparem, posso fazer posts sobre cada uma das séries e os livros que tenho do Escritor. Como podem perceber, não vai ser nenhum sacrifício. Afinal fã nunca se cansa de falar de algo que curte ❤

De todas as séries, Goosebumps é que temos menos episódios no Youtube. Para a nossa felicidade, o NetflixDeus abençoe esse site – comprou várias séries de TV, inclusive a primeira temporada de Goosebumps que tem por lá. Eu claro que já assisti tudo, né? Meus episódios favoritos da primeira temporada são “Bem – vindo ao Acampamento dos Pesadelos” que tenho o livro e “Sorria e Morra” que é maravilhoso e podemos ver Ryan Gosling novinho atuando em uma das suas primeiras aparições na TV.  Já o meu livro favorito de Goosebumps é “O espantalho anda à meia – noite”

Aproveitem para assistir e deixem comentários pedindo para o site liberarem mais temporadas e episódios de uma das séries mais assustadoras dos anos 90.

Para quem curte terror, seja lá qual for a idade, essas séries são muito indicadas. Eu também adoro visitar o site oficial do R. L. Stine que é fantástico. Ele é super atualizado, com informações sobre lançamentos e curiosidades. O autor também é muito ativo no Twitter e super figura. Eu me divirto com os tuítes dele. Para vocês terem uma noção, sou tão fã do Autor que até criei um fã clube dele no Novos Escritores. E claro que os leitores estão super convidados a participarem *–*  Então, se você não conferiu, assistiu ou leu qualquer coisa do R. L. Stine, não perca tempo e corra para ficar por dentro.  O universo do R. L. Stine é definitivamente um caminho sem volta ❤