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Sobre jornada, destinação e se permitir mudar

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Já faz muito tempo desde a primeira vez que tive a ideia de escrever sobre isso. Esse textão está rondando a minha cabeça há muito tempo, mas acho que precisava compreender muitas coisas antes de transformá-lo em palavras.

Queria muito dizer que esse texto não é apenas “sobre mim”, por mais que tenha a minha perspectiva pessoal, mas ele é sobre nós, sobre todo mundo.

Muitas coisas aconteceram nos últimos tempos e preciso dizer que mudei. Uma mudança gradativa, como as ondas que quebram na praia em um gostoso fim de tarde.

Acho que chega uma hora que dá um start dentro da gente, que faz todas nossas ideias se revirarem e nossos pensamentos são chacoalhados como se estivessem dentro de um liquidificador. E eu aprendo todos os dias, não me canso de aprender.

Nós sempre achamos que somos nós mesmos, que temos personalidade, que nos descobrimos, mas a verdade é que a vida é uma eterna desconstrução, um eterno aprender e mutar-se. E que bom é assim. Infelizmente o cotidiano, as pessoas, o mundo, a sociedade, os padrões nos corrompem e às vezes nos afastamos da nossa essência. E demorei bastante pra notar isso. Mas não tarde demais.

Quem me conhece há muito tempo sabe que sempre fui uma pessoa muito sonhadora e que minhas conquistas são todas resultados de todo o trabalho e empenho que tive para chegar onde estou (a faculdade de Letras, o Novos Escritores, meu livro Maratona Do Terror). Por mais que alguns desses sonhos não façam mais parte de mim, eu sonhei e trabalhei muito para chegar até lá. Só que no decorrer do caminho, me perdi. Amizades tóxicas, desencontros e problemas que me cegaram ou apenas a “vida adulta” que começou a me mostrar tudo de um jeito diferente. Infelizmente quando isso acontece a gente demora bastante pra perceber.

Eu não parei de acreditar em sonhos, mas passei a acreditar que muitas coisas interferiam. Coisas de adulto que não deveriam estar na minha cabeça. Isso me enfraqueceu demais. Infelizmente passamos por uma época na qual virou moda “estar na bad”, “querer estar morta”. Não me leve a mal, nem todos os dias estamos sorrindo. Tem dias que fracassos ou notícias ruins acontecem e às vezes eles são necessários para o nosso amadurecimento, para que a gente possa chegar aos dias bons.

E apesar de nunca ter desistido dos meus sonhos, perdi a conta das vezes que pessoas diziam ver um chamado pra mim. Diziam que eu escreveria histórias, que inspiraria pessoas, que mudaria a vida delas e em todas elas, fugi desse assunto. E eu nunca entendi o motivo. Sabia que tinha muito medo, mas não entendia. Era o mesmo medo que tinha quando me deparava com o filme “sempre ao seu lado” ou “ a procura da felicidade” e os livros do Nicholas Sparks que sempre evitei.

No fundo sabia que meu chamado estava ali, que eles tinham a mesma essência que carregava, que tinha tanto medo de me deparar e me quebrar novamente.

Não foi fácil perceber isso. Foi preciso que eu batesse de frente com vários sentimentos e confrontasse a mim mesma. Nessa busca, descobri que amo literatura autoajuda, coisa que sempre achei odiar. Descobri que posso ser uma escritora de terror e usar roupas coloridas, tá tudo bem. Descobri que também posso escrever outras histórias, as pessoas mudam. E aí entram as pessoas, porque elas nunca entendem. Elas sempre questionam a sua mudança. Mas por quê? Como assim? Existe uma certa recusa em aceitar e eu sei que vai ter muita gente que não vai acreditar, mas não cabe a ninguém me julgar. Eu sou eu, você é você.

Demorei a perceber que tenho uma missão por aqui e agora eu sei. Nessa busca, compreendi que infelizmente o mundo está recheado de pessoas que só enxergam o lado ruim. Entendi que as críticas estão fora de controle, pois perderam o foco e pararam de se importar com quem recebe do outro lado. Você percebe quando tentam criar confusões e te colocar no meio. Você é apenas o alvo para dissimular ódio ou magoar alguém, que nem era a sua intenção quando teve aquele pensamento aleatório. E não, não adianta de nada essa mudança ser de fora pra dentro. Não é ser good vibes por fora e torcer pra alguém se dar mal por dentro. Não é fingir ser alguém que você não é. Você pode enganar muita gente, mas não o universo. Ele reconhece. É a felicidade genuína pelo próximo, é a empatia e o foco em si mesmo.

Há quem acredite que histórias são apenas histórias, que não carregam nada por trás. Mas há sim, muita coisa por trás. É quando você lê sobre a morte de um trabalhador, que teve sua vida interrompida de forma bruta e injusta, que você se pergunta o que pode fazer para melhorar o mundo. É quando você vê uma possível guerra se formando, que se pergunta desesperadamente como pode ajudar pessoas a mudar. É quando vê uma legião de jovens desanimados e sem perspectivas que você compreende que não escreve apenas por acaso. A vida é muito curta para desperdiçar com medo, preocupado com sentimentos e vibes erradas. O mundo já tem pessimistas demais e não vou ganhar nada sendo mais uma. Infelizmente esse perfil de pessoa é um dos piores, porque não basta ela não acreditar em si mesma, ela ainda quer desestimular os outros. Se depender de mim, não mais. Escrevo sim, porque preciso escrever. Mas agora compreendo que estou aqui para inspirar pessoas, dar o melhor para elas, não deixá-las perderem a fé (independentemente no que acreditam), diverti-las e mostrar que acreditar em sonhos são possíveis. Basta acreditar não apenas por fora, mas por dentro também e lutar por isso. E é o que farei até o fim. Do terror ao romance, estarei aqui contando histórias para inspirar e motivar pessoas, que é a minha missão nessa vida. Isso é muito maior que eu.

“O universo conspira a favor, de quem não conspira contra ninguém” 

E como falei ali em cima, isso não é apenas um texto pessoal. Isso também serve para um professor que deseja inspirar seus alunos, para uma mãe ou família que deseja inspirar seus filhos, para um chefe que queira motivar a sua equipe. Ou para você que pode estar passando por uma fase difícil. Não estamos aqui por acaso, façamos por merecer cada segundo. Principalmente por aqueles que não estão mais aqui e gostariam de poder fazer a diferença. Faça por eles também ❤

Sei também que meu texto é utópico, pois bem, essa é a MINHA utopia. Essa sempre foi a minha e sempre vai ser. Tentaram destruir meus sonhos e quase conseguiram, mas alguma coisa dentro de mim não deixou. Eu prefiro acreditar no impossível que rege a minha vida, eu quero.

Eu tô muito feliz de poder falar sobre isso. Não tem mais treta, não mais amizade tóxica, não mais derrota, nem fracasso. Espero que não estranhem as mudanças, o conteúdo que teremos aqui para frente. O que importa é que estou feliz de poder dividir isso com todo mundo e muito grata por poder mudar. Eu só quero compartilhar amor. E se você vem pelo bem, vai ser muito bem vindo. No final das contas, é tudo sobre o amor.

E como presente, deixo Malibu para vocês. Uma canção que tem muito do que estou vivendo. Quem diria eu e Miley estaríamos passando pela mesma fase, hein? ❤ Mas sobre Malibu e essa nova fase da Miley, volto com outro post.

Mil beijos,

Juliana

NaNo WriMo · NaNoWriMo · Uncategorized · [Novidades]

Alô, alô, tem alguém aí? #NaNoWriMo 2016

Uma nova era se inicia no Juliana Skwara. É, eu sei, sumi. É, não fiz a programação de Halloween. Sei que não adianta  pedir desculpa, mas peço perdão mesmo assim. Em minha defesa, comemorei o Dia das Bruxas e compartilhei muitos comentários nas minhas redes sociais. Seja no twitter, fanpage, instagram ou snapchat (juskwara). Então, se você não me segue ainda, está na hora de mudar isso =)

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No meio desse tempo que estive afastada, passei por algumas crises e dúvidas. Uma parte de mim achava que não iria mais escrever em blogs, outra queria dar um tempo para o tcc e uma outra (e a maior parte poderosa) queria escrever para se distrair. E adivinha quem venceu?

Um dos motivos pelo qual sumi tem nome e sobrenome: meu tcc. É, estou no último período de faculdade e se nenhum professor me reprovar (ou alguma greve explodir) me formo em 2016. 2. Vocês devem estar pensando: se ela está em fase de TCC por que está aqui? Bem, no meio dessa descoberta sobre monografias descobri coisas muito importantes. Eu precisava escrever o meu tcc e por mais que tenha escolhido um tema que ame – Sir Edgar Allan Poe – isso é bem complicado. Quando você começa a escrever um tcc, meio que entra em colapso. Demorei muito para escrever alguma coisa, cerca de 5 meses. Isso aconteceu porque meu tema inicialmente seria sobre a relação entre Poe e Baudelaire e por mais que exista uma ligação entre os dois, não consegui encaixá-los. Eu tenho uma intimidade muito maior com o Poe do que o Baudelaire e nesse tempo encontrei muito material sobre ele (mas isso é um assunto para outro post). O fato é que me senti muito culpada por estar procrastinando e sim, eu sou uma das maiores procrastinadoras do universo. Por exemplo, enquanto escrevo, estou adiando um trabalho de Poesia Portuguesa 3 que tenho que entregar e um conto que estou com a deadline apertada. Para completar, passei a dar aulas particulares à noite. Essa oportunidade surgiu em um momento maravilhoso já que a grana está apertada. E eu não pretendo voltar a ser professora. Isso é uma coisa encerrada, que ficou para trás na minha vida. É apenas um trabalho momentâneo por questões financeiras. Pode parecer que estou sem tempo e isso é meio que uma verdade, mas estou aos poucos aprendendo a lidar com a disciplina.

Voltando ao TCC, só passei a ficar mais calma quando descobri através do marido da minha melhor amiga que faltando dois meses para entregar a monografia dela, a bonita começou a fazer. Ué, como assim? Fiquei bastante surpresa com o comentário porque a minha bff é uma das pessoas mais inteligentes que conheço em todo o universo. Ela sempre tirou notas altas na escola e inclusive na faculdade, na qual era super nerd. Fiquei mais surpresa ainda quando descobri que uma galera que vai se formar junto comigo nem começou a fazer. Tá, eu sei que é errado se comparar com os outros, mas isso ajudou a me tranquilizar pelos seguintes motivos: já tenho o primeiro capítulo pronto e já estou delineando o segundo. Quero muito terminá-lo ainda esse mês para poder começar o terceiro. Só não terminei ainda de escrever o segundo, pois tenho muitas leituras que não estão em dia. Infelizmente elas são muito necessárias. As leituras teóricas, apesar de chatas, realmente são importantes para um trabalho acadêmico. Porque sem elas, suas anotações e seus textos rendem apenas um artigo ou mini artigo. Mais surpreendente ainda dizer que estou curtindo muitas essas leituras. É assustador, né? Quem diria! O único motivo de estar atrasada com elas é porque todas as minhas leituras estão em PDF e ando tendo muita dor de cabeça por ler na frente do computador/ celular. Foi aí que decidi adquirir um leitor digital. Estou ainda na dúvida em qual comprar, mas estou aguardando a Black Friday para fazer isso. Vocês tem alguma indicação para me dar? Se tiverem, podem falar. Vai ser de muita ajuda.

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                          Esse é o estado que me encontro nesse momento

E é claro que vocês devem imaginar que não estou lendo nada fora das minhas leituras acadêmicas. Gostaria muito mesmo de estar, mas meu ritmo de leitura anda super lento e aceitei que vai ser assim até terminar o TCC. O único livro que estou lendo sem ser ligado ao Poe é Welcome To Night Vale. É um livro incrível que estava de olho há um tempo e adquiri com um super desconto na Estante Virtual. O livro é muito louco, meio fantasia urbana com ficção científica. Seria algo que o Neil Gaiman escreveria com toda certeza. Nem cheguei na metade ainda, primeiro porque estou dividindo meu tempo de leitura com o tcc e segundo, porque não quero terminar. Fazia tempo que não lia uma coisa tão louca! Falo mais sobre o livro em um post só para ele. Porque com toda certeza vai ter!

Agora vamos ao interessa. Como muitos sabem, todos os anos participo do NaNoWriMo que é  National Novel Writing Month ou conhecido como Mês Especial para escrever um romance. É um desafio criado para escritores alcançarem 50 mil palavras  em um mês (podendo terminar um livro ou não). Ano passado participei e cosegui vencer o desafio! Já falei diversas vezes a respeito disso no site. Por conta das minhas aventuras acadêmicas, pensei seriamente em não participar esse ano. Mas com o tempo, conforme fui surtando decidi escrever para me distrair. Por isso estou de volta ao site e ao NaNoWriMo. Escrever pode ser estressante na maioria das vezes por conta das olheiras e dores nas costas, mas escrever me faz viva. É uma coisa louca, que não dá pra explicar e um remédio para a minha mente em tempos tão estressantes. É por isso que estou participando com “Apartamento 26”. 

A história desse livro é um tanto curiosa. Surgiu meio que do nada, quando estava dormindo no carro enquanto meu namorido dirigia e eu voltava de um evento que participei com Maratona Do Terror. Não quero falar muita coisa ainda sobre ele (mas se vocês quiserem posso até postar), mas basicamente é uma história de mistério, suspense e crimes com toques sobrenaturais inspirado em filmes noir, preto e branco, romances da Agatha Christie,  Poe e Twilight Zone. Quando comecei a escrever, notei de imediato que possivelmente Apt 26 pode ser um eco do meu TCC. Quem sabe? Pelo menos a minha monografia vai deixar alguma coisa de bom, não é mesmo?

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Para poder participar, aceitei que não escreveria todos os dias e teria que ir com calma. Sendo assim, escrevo boa parte da trama em meus caderninhos e faço roteiros para não me perder. Não faço ideia se vou chegar as 50 mil palavras. Eu queria muito, mas estou preferindo curtir e viver o momento do que me estressar com o desafio. De forma que estou no momento com 21. 760 palavras. Se quiserem me adicionar no site do NaNo para fofocarmos muito sobre o nosso processo de criação é só chegar mais.

O motivo para ter postado esse texto imenso é para avisar que estou de volta e prometo não abandonar mais o site. Vamos continuar com as postagens sobre filmes, séries, livros e cultura gótica. E com acréscimo de posts desse tipo e também posts com as minhas playlists ( por que não?).

Obrigada por não desistirem de mim (notei que mesmo longe do site, o apontador mostrou muitas visitas), então UAU. Espero que continuem comigo e me contem o que andam aprontando, se estão participando do NaNoWriMo ou já em clima de final de ano (como eu queria estar).

Mil beijos e vida longa e próspera,

Ju.

Aniversário · Uncategorized

Manifesto para ser jovem velha o quanto quiser

Faltam seis dias para o meu aniversário e sei que deveria ter dado as caras aqui antes. Minhas desculpas podem não ser suficientes, mas são verdadeiras. Caso você tenha caído aqui por acaso, saiba que além de Autora de Maratona Do Terror, Escritora, ser humano e  Administradora do Novos Escritores, sou universitária e trabalho com freelancer de revisão.

Então, quando tenho tempo deixo para curtir um pouco e me dou o prazer de ficar longe dos livros e a escrita. Infelizmente esse é o lado ruim de trabalhar com livros. A mente cansa e às vezes tudo o que mais quero é assistir  aqueles filmes teen da Disney ou aquelas comédias românticas pastelonas. Mas bem, não foi por isso que vim aqui.

Durante muito tempo, tive medo de envelhecer. Apesar de ter muitos parentes mais velhos e sempre sonhar em ser velhinha, sempre refletia a respeito disso. Olhando agora, vejo que na realidade não era exatamente medo de não ser mais jovem, de ter rugas e etc, mas sim de crescer e virar uma adulta chata. Na minha cabeça, adultos chatos são aqueles que acreditam que por serem mais velhos são portadores da sabedoria. Para eles, ficar mais velho é sinônimo de usarem roupas mais sérias, andarem de cara amarrada pra cima e pra baixo e renegar tudo o que gostavam quando eram jovem.

Eu tenho reparado que a maioria das pessoas que conheço e que estudaram comigo se tornaram adultos chatos, como se fosse obrigatório ao atingir certa idade adotar um comportamento. Vou completar 26 anos no dia 22 de Janeiro e durante muito tempo, o fato de estar me aproximando dos 30 me assustava. Hoje não mais.

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Minha família e grande parte das pessoas que conheço acreditam fielmente na teoria de que quando ficamos mais velhos devemos nos tornar uma pessoa séria e aparentar isso. As pessoas ligam idade a seriedade. Eu nunca liguei pra isso. Tenho minhas responsabilidades, mas não concordo com essa ideia de que tenho que mudar só porque estou ficando mais velha. 

Eu posso ter as minhas responsabilidades, deveres, trabalhar e ainda assim curtir filmes da Disney, ser apaixonada por rosa e o Escritor R. L. Stine. Ter uma obsessão fora do comum por bruxas, halloween, anos 80, séries, viagens no tempo e batata frita. Uma coisa não anula outra.

Me sinto muito feliz de sentir que sim a idade está chegando e me fazendo um bem danado. Aqueles que reclamam que estão ficando velhos não fazem ideia do quanto a serenidade e a maturidade no decorrer dos anos fazem bem. Se eu soubesse disso antes, provavelmente não teria sido uma adolescente rebelde.

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E já que o meu aniversário está chegando, nada melhor do que ter vários posts por aqui. Sim, essa vai ser a minha forma de comemorar com vocês ❤

 

 

2016 · Alô 2016 · Uncategorized

Alô 2016

Sim, eu sei que ando sumida.

Mas em minha defesa informo que esse final de ano foi bem intenso: retorno as aulas da faculdade – já que a greve de três meses no meio do ano ferrou tudo – Natal, ano novo, família, aniversário do Djan e vida real, porque a gente vive, né?

Não me esqueci dos vídeos. Fiquem tranquilos que quando menos esperar vão surgir vários vídeos com a minha pessoa para não enjoarem de mim. E espero incluir os melhores de 2015 nisso. Infelizmente não li muito no ano de 2015 e isso é uma ENORME vergonha que NADA justifica. Mesmo com TCC vindo aí, pretendo continuar lendo bastante. E nossa, tenho muuuuitas novidades pra contar pra vocês. 2016 já começou com a corda toda!

Agora preciso ir que os episódios de Friends me esperam. Ah, FELIZ DIA DO LEITOR, SEUS LINDOS! Obrigada por me fazerem a Escritora mais feliz do universo! Muitos beijos, suspiros, livros e chocolates. Yaaaay *—*

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A culpa é da Alice · Alice no país das maravilhas · Uncategorized

A culpa é da Alice

Tudo começou por causa da Alice. É, aquela personagem do livro “Alice no país das maravilhas” de Lewis Carroll. Vamos ignorar aquele boato de que ela era uma adolescente que Carroll era apaixonado., isso não importa. A questão é que descobri Alice aos seis anos e desde então não desgrudei mais.

Em todos os momentos da minha vida, ela estava lá: nas conquistas, nas crises e nos momentos de reflexão. O que me mais me encanta nessa personagem é que a busca da Alice em sua trajetória, não é pelo príncipe perfeito do cavalo branco, mas sim pela sua identidade, seu lugar no mundo.

Sabemos que por mais que o amor seja importante, todos nós temos um lugar e lutamos por ele no dia a dia. E quem negar que nunca se angustiou por isso, está mentindo! Por isso, Alice é uma personagem destemida e intensa. Aventureira e dona de uma personalidade incrível, sua garra e bravura estimularam o melhor em mim.

Foi Alice quem me inspirou nas vitórias que surgiram em meu caminho. Foi por causa da Alice que me senti livre para ter a minha própria personalidade. Foi por causa da Alice, o rock. Foi por causa da Alice que comecei a escrever e prestei vestibular. Foi por causa da Alice que me tornei rebelde e ‘prefiro ser aquela metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo’. Foi por causa da Alice que me tornei viciada em livros. Tudo meus caros, foi culpa da Alice. As músicas, os livros, as séries, os amores e os sonhos… Tudo é culpa da Alice!

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Cidade das Sombras · Maratona do Terror · NaNo WriMo · Uncategorized

Eu venci o #NaNoWriMo 2015

É, eu sei. Faz um tempinho desde que nos falamos pela última vez.

Em minha defesa, informo que o motivo de ter faltado tanto no blog quanto no vlog, foi por causa do NaNoWriMo. Ah, o que é isso? A Juliana ficou maluca? 

Não, eu não fiquei. O NaNoWriMo – National Novel Writing Month/ Mês Especial para escrever um romance  ou conhecido como um campeonato de escrita – é um mês em que os Escritores se dedicam a escrever 50 mil palavras durante o mês de Novembro, podendo ou não finalizar um livro. Essa não é a primeira vez que participo. Lá em meados de 2013, participei com o primeiro livro que terminei e adivinhem? Cheguei a vinte mil palavras escritas. Na época, fiquei me sentindo péssima, mas olhando agora, vejo que para quem estava tentando pela primeira vez até que fui bem. Várias coisas me atrapalharam naquela época: final de período da faculdade, estágio, etc. Participei outras vezes, tanto do NaNoWriMo, quanto do Camp NaNoWrimo que acontece nas férias de Julho e flopei miseravelmente. No ano passado, quando tentei terminar o mesmo livro desse ano, escrevi duas mil palavras. Foi quando pensei que não poderia deixar a próxima oportunidade passar e conseguir o feito em 2015. Precisava mostrar para mim mesma que conseguiria e se conseguisse, ainda teria um bom material para terminar o livro.

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Pois bem. Eu sabia que para isso acontecer, teria que me ausentar de muita coisa. Foi por isso que ficamos sem vídeos e sem postagens. Tudo por um bom motivo. Além disso, descobri também que me ausentar do facebook fez a minha produtividade disparar. Muitos amigos comentaram que estava sumida, mas valeu a pena. E com tudo isso, cheguei a conclusão que se eu quiser escrever livros e terminá-los, tenho que me manter longe dele. E vocês sabem, não perco muita coisa me ausentando mesmo. Sempre que entro no facebook parece que sou engolida para um universo paralelo e cinco minutos depois, nem me lembro mais o que iria fazer ali. #problems

O livro que escrevi no NaNoWriMo intitulado Cidade das Sombras  ou Maratona Do Terror 2 nasceu em 2010 e desde então nunca consegui terminar. Muitas coisas atrapalharam: faculdade, meus chefes, vida social, estágio, eventos, etc. E não terminá-lo sempre me deixou angustiada. Todo escritor tem uma história que se identifica e CD é a minha. Não quero falar muito para fazer  surpresa, mas o livro fala sobre uma das coisas que mais amo: BRUXAS ❤

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Cresci assistindo Abracadabra (já falei aqui que ele é um dos meus filmes favoritos), sou cria da Disney e se pudesse faria parte da Mistério S.A. Scooby Scooby Doo! E depois de cinco anos, consegui entender o porquê nunca consegui chegar ao fim.

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Eu acreditava que Cidade das Sombras era uma história de fantasia, só que não é. Por mais que retratem bruxas e tenha MUITOS elementos fantásticos presentes (lendas, vampiros, Halloween, etc), o livro é mais puxado para o Sobrenatural/ terror/ mistério do que a fantasia em si. Acredito que essa confusão me deixou empacada por muuito tempo. Foi aí que decidi virar o jogo. Durante o NaNo tive a brilhante ideia de colocar um sonho em ação. Já tinham me pedido para fazer Maratona Do Terror virar série e foi assim que decidimos que Cidade Das Sombras vai fazer parte disso. Maratona Do Terror vai ser uma série de livros, mas nada de contos e sim romance. E os livros podem ser individuais ou com continuações ❤ Animados com a notícia? Eu estou pirando *–*

O grande segredo de ter vencido o NaNoWriMo foi o meu planejamento. Antes de escrever, fazia roteiros dos capítulos e isso salvou a minha vida. Eu tirava uma hora para escrever, principalmente a noite (sim, eu sou da turma da madrugada) e mandava ver. Colocava música no volume máximo e viajava. Outra descoberta brilhante foi constatar que é possível ter disciplina e escrever. Escritor sempre acredita que deve estar inspirado, mas com o NaNo, você descobre que escrever é 50 % inspiração e 50 % dedicação. Não é fácil, mas é possível!  Ter foco é realmente tudo!

Vocês devem estar se perguntando: “– Mas ela já tinha começado a escrever o livro cinco anos atrás! Não vale!”. Sim, é verdade, mas se aproveitei 20 % daquilo, foi muito. Passei esses cinco anos mais reescrevendo do que escrevendo. Eu sabia que para terminar precisava desapegar e deixar a história seguir o seu fluxo. Foi isso que aconteceu. Outro ponto positivo é que foi MUUUITO legal a união no grupo do NaNo WriMo Brasil. Foi a primeira vez que vi uma galera engajada e unida por uma missão. Todo mundo trocou ideia, ajudou e deu incentivo para o outro. Não tenho dúvidas de que isso fez a diferença. Não poderia deixar de agradecer a Sarah Marques, que super me incentivou com os Nano Sprints, a troca de ideias e a diversão garantida! A Giulia Santana que me citou em vários posts em seu blog maravilhoso (A Giu escreve muito bem gente. Sério, visitem o blog dela *–* ) e pelo inúmeros bate papos no twitter que me inspiraram e tornaram o NaNo mais leve. Saber que tem outro escritor surtando tanto quanto você dá um alívio danado ❤ Agradecimentos também a L. L. Alves, que super me incentivou a me entregar a história e me deu vários conselhos que foram responsáveis para ter conseguido.  Obrigada também a Barbara Herdy que entrou na dança e está sempre disponível para conselhos, desabafos e tudo mais. Obrigada por compreender essas loucuras de escritor. Você me entende! Agradecimentos especiais a Lívia Araújo que foi uma SUPER amiga me indicando séries, filmes, músicas e livros com a temática do meu livro que me inspiraram e não me deixaram ficar com bloqueio. Quem tem amigos tem tudo ❤ Obrigada por I Kissed a Vampire!!!! Da licença que minhas amigas são talentosas para caramba, viu? E agradecer ao meu namorado Djan que super compreendeu o fato de que eu precisava escrever, mesmo sendo sábado à noite! Obrigada por estar ao meu lado quando escrevia, compreender e me ajudar. Isso não seria possível sem você, amor ❤ Ufa, não estou louca e nem sozinha ❤ haha

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Foi assim que cheguei as cinquenta mil palavras. Quando vi o anúncio estampado na minha frente, não conseguia acreditar que tinha acontecido. Depois de tantos anos, tantas tentativas, tinha provado para mim mesma que era possível. Uma parte de mim ficou aliviada e outra emocionada. Superar desafios é uma coisa muito maravilhosa ❤

Infelizmente depois que atingi a meta, dei uma parada. Eu sei, isso é horrível e não era o que planejava. Maaas é que durante o NaNo, minha tendinite veio me visitar. E depois que consegui, precisei dar atenção a faculdade e ao meu trabalho (como vocês sabem, também sou revisora). Mas não pensem que desisti. Consegui um material muito bom e pretendo terminar o livro logo, quem sabe agora em Dezembro? Seria fantástico fechar o ano assim ❤

Vocês devem ter notado que o site está com visual novo *–* Eu achei que estava na hora de mudar. Depois que atingi a meta do NaNo, fiquei muito chateada com alguns problemas pessoais (inclusive um dos motivos para não ter continuado a escrever Cidade das Sombras), mas agora estou de volta e muito feliz em anunciar que muuuitas novidades estão chegando! E nada melhor do que um layout novo para celebrar o futuro que vem vindo aí! Como diria Nina Dobrev: “Apertem os cintos. Se vocês pensam que sabem o que vem por aí… Vocês não sabem de nada”. VEM COM TUDO FUTURO ❤

P.s: E se você leu até aqui, muito obrigada! Eu sei que o post está imenso, mas precisava relatar tudo que aconteceu comigo durante esse tempo ❤

Amor e maldição em Cidade Fantasma · Cidade Fantasma · Literatura Nacional · Mês Especial do Halloween · Tainá Ruiz · Uncategorized · [Literatura] · [Livros] · [Terror]

Mês Especial do Halloween: Amor e maldição em Cidade Fantasma

Conheci Cidade Fantasma da Autora Tainá Ruiz na internet. Não me lembro muito bem como cheguei em seu blog, mas quando vi já estava devorando os capítulos disponíveis e me tornei fã da série. A história bombou no blog, cativou leitores e Tainá correu atrás para publicar. Depois de quase dois anos de muita espera e ansiedade, ela publicou de forma independente, me enviou o livro e esses marcadores lindos que me encantei de cara.

Gente, o que dizer desse livro? A Tainá conseguiu se superar! Cidade Fantasma já não era uma surpresa pra mim, porque conhecia a história, mas fiquei chocada com o rumo que as coisas tomaram. O livro narra a história de Ian, filho único que acaba indo morar com os seus pais no que dizem ser uma Cidade Fantasma. E sua chegada já é movimentada, porque ele e seus pais encontram Elizabeth, uma garota muito misteriosa no meio da estrada. Ela parece ser problemática e ninguém consegue compreendê-la. Menos Ian, que sente uma necessidade absurda de ajudá-la. Bem, um tanto quanto diferente né? E as surpresas não param por aí. Ian que tem o dom de ver e falar com os mortos, acaba indo morar na casa que pertenceu a família da Liz e acaba conhecendo Will, o irmão dela. A partir daí, uma série de coincidências, reviravoltas com direito a muitas pitadas dark estão presentes na trama. E acredite se quiser, a história dos três está conectada e Ian vai ter que aprender a lidar com as mudanças e a chegada dos irmãos que mudou a sua vida.

Cidade Fantasma é o livro I de uma trilogia e é uma história repleta de ação. Não tem um capítulo monótono, a história é intensa e repleta de reviravoltas. E isso é uma das coisas que mais gostei, porque quando estava me preparando para a parte mais tranquila, Tainá vinha e acabava com as minhas esperanças. No final, só queria entender o PORQUÊ A TAINÁ fez isso, mas tudo bem, porque ainda tem o livro II vindo aí e sei que tem muuuuita história para acontecer.

Não curto dar spoilers em meus textos, mas o que posso dizer é que Cidade Fantasma é uma história sobre amor, maldição e muitos sonhos. Liz é uma personagem cativante e sua personalidade gótica é apaixonante. Ian é o mocinho que todo mundo sonha em encontrar e Will é o melhor amigo que alguém poderia ter. O mais bacana de se apegar ao livro é ter a sensação de que os personagens se tornaram os seus melhores amigos e foi isso que aconteceu comigo em Cidade Fantasma. Lembrando que o livro é uma ótima pedida para o Mês Especial do Halloween, uma vez que tem muita aventura, elementos góticos e sustos. Tem fantasia, romance, terror e muitos mistérios. Os ingredientes perfeitos para o Dia das Bruxas. Não perca tempo e garanta o seu, tenho certeza de que vai ter muitos arrepios! Adicione no Skoob, curta a fanpage do livro e compre pelo site da Autora.