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5 contos para ler no dia das bruxas {Mês Especial do Halloween}

No Mês Especial de Halloween, não pode faltar contos de terror para ler na data mais mágica e assombrada do ano. Pensando nisso, fiz uma lista com 5 contos de terror que vocês precisam ler para entrar no clima dark. Tem literatura nacional, terror psicológico e muitos elementos sombrios. Partiu para o nosso top 5?

51b3syhEmfL._SY346_Sacrifício (Monique Lavra) – O conto de Monique Lavra é um terror psicológico que adquiri na Amazon e narra a história de Gabriel, um rapaz que busca abrigo em um pequeno hotel de beira de estrada em uma noite de tempestade. Ele é recebido muito bem, todos são muito gentis, até que o ponteiro do relógio marca meia – noite. A história é surpreendente, a trama é muito bem estruturada e apesar do gênero fantasioso, o conto passa a ideia de realidade muito forte. Adorei que o conto possui um hotel sinistro como cenário, como fã de Stephen King, essa construção ajudou a criar a atmosfera e clima necessário. Fiquei chocada com o rumo dos acontecimentos, o conto não é previsível e tem um final arrebatador. O conto é surreal e tem tudo a ver com o Halloween.

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1408 (Stephen King) – É claro que não poderia faltar Stephen King nessa lista, né? Eu costumo dizer para quem quer ler Stephen King ou quem não curtiu as histórias dele, para ler algum conto do autor. 1408 é um conto que faz parte do livro Tudo é eventual e enquanto no romance, Stephen é mais adepto de um desenrolar mais demorado, seus contos são mais climáticos e surreais. 1408 conta a história de Mike, um escritor de livros de terror que não teme o sobrenatural e decide se arriscar no quarto de um hotel que dizem ser assombrado e todas as pessoas que se hospedaram lá, morreram. O conto é incrível, muito bem escrito e é perfeita a forma como Stephen King criou a atmosfera que contribui muito para o grande finale. É uma verdadeira montanha russa de emoções que vai deixar a sua noite de Halloween super eletrizante.

hplovecraftA cor que caiu do espaço (H. P. Lovecraft) – A cor que caiu do espaço foi o meu primeiro contato com Lovecraft e é um dos contos mais incríveis que já li em toda a minha vida. Nesse conto, vamos nos deparar com a história de um vilarejo a oeste de Arkham no qual um meteoro acaba caindo e destruindo a flora e a fauna do local levando os moradores ~ literalmente ~ a loucura. Lovecraft constrói a atmosfera de uma forma incrível e acredito que essa deve ser uma das suas maiores qualidades. Ele dá uma verdadeira aula de construção e clima de atmosfera no cenário. O conto é um horror cósmico e fiquei completamente envolvida com a leitura. E apesar de ter lido de dia, isso não me impediu nenhum pouco de sentir medo e ficar agoniada. Para quem busca um clima dark e muita ficção científica, o conto é um ótimo pedido.

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As cores do além (C. A. Saltoris) – C. A. Saltoris é uma das minhas autoras favoritas e tem o dom de escrever histórias macabras que mexem bastante com o nosso psicológico. As cores do além conta a história de Joshua Morris, um jovem cineasta com um futuro promissor e muita imaginação. No dia 31 de outubro, ele decide pernoitar na locação do seu próximo filme: um parque de diversões abandonado. Ao acordar, ele é surpreendido pela morte… e suas cores. A criação de elementos no conto é fantástico. A forma como Saltoris coloca ficção com realidade e cria metáforas através disso é feita com muita riqueza. Ainda por cima, a história se passa no dia das bruxas. Quer coisa melhor? Eletrizante e macabro, vocês não vão se decepcionar. É um conto perfeito para ler no dia das bruxas.

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O buquê (Lauren Miracle) – O conto faz parte do livro Formaturas Infernais com diversos autores e é uma adaptação e inspirado no conto A pata do macaco de W. W. Jacobs. O conto conta a história de Frankie, uma adolescente que as vésperas do baile de primavera da escola, quer descobrir se o seu amor pelo melhor amigo Will é recíproco. Ela decide consultar a Madame Zanzibar e encontra um buquê com flores murchas e é avisada que pode pedir 3 desejos. Mas precisa ter muito cuidado com eles. A garota faz o pedido e a forma como a história se desenrola é surreal. O conto é eletrizante, muito bem construído e tem um plot twist incrível. Acho que é um dos contos mais uou que já li em toda a minha vida. É uma super pedida no Halloween e aposto que vai tirar o sono de vocês no dia das bruxas.

E vocês, tem algum conto de terror para me indicar? Quais contos que não podem faltar no Halloween? Me contem nos comentários que quero descobrir!

Um feriadão trevoso!

Mil beijos,

Ju

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Becca Fitzpatrick · Halloween · Livros · Mês Especial do Halloween · Séries · Sussurro (Hush, Hush #1) · Sussurro (Hush, Hush #1) - Becca Fitzpatrick {Mês Especial do Halloween} · Uncategorized

Sussurro (Hush, Hush #1) – Becca Fitzpatrick {Mês Especial do Halloween}

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Aproveitando o Halloween, vou compartilhar com vocês livros que tenham uma temática sobrenatural, que tem tudo a ver com o dia das bruxas. Sussurro de Becca Fitzpatrick é uma das minhas séries favoritas de todos os tempos e é a indicação de hoje.

Assim que vi esse livro pela 1ª vez, as comparações com Crepúsculo foram inevitáveis. A descrição na contracapa parecia mais um exemplo de livros que seguiam a linha de romances sobrenaturais que estava de saco cheio de ler. Mas me enganei profundamente. Sussurro é uma série de 4 livros que quase já virou série de tv (o projeto foi cancelado em cima da hora). Hush Hush narra a história de Nora Grey que é uma garota de 16 anos, que participa do e-zine da escola e está focada em conseguir vaga em uma das maiores universidades do país. Ela nunca se interessou por nenhum garoto da escola – não porque eles não gostam dela – mas sim porque ninguém chamava a sua atenção. Tudo muda no dia em que seu professor/ treinador muda os lugares na aula de Biologia e Nora Grey passa a sentar ao lado de Patch, o novo aluno com ar de bad guy e encrenqueiro. E o impasse entre os dois se inicia. A grande questão do livro é que o protagonista está longe de ser um cavalheiro perfeito como Edward Cullen, Patch é aquele tipo de cara que a gente sabe, que ao se envolver com Nora, vai acabar em confusão.

O enredo é de tirar o fôlego e não se resume apenas  ao romance dos dois personagens. O que mais me prendeu na história foi o fato da história abordar a temática de anjos caídos (que é pouco explorado nas tramas sobrenaturais) e os dois personagens principais serem tão diferentes e terem uma química tão explosiva.

Foi a partir daí que comecei a entender o encanto que há entre duas pessoas completamente diferentes. A cada capítulo, o leitor vai se apaixonando mais. O livro não é um enredo puramente romântico, tem toda uma história envolvida. Patch é um anjo caído. Tirem da cabeça aquelas imagens belas e angelicais. Ele é um anjo que foi expulso, pois desejava ardentemente ser humano. O rapaz se apossa do corpo de humanos no período de “Cheshvan”. Por que ele fez isso? Por causa de uma mulher, é claro. Ele está longe de ser um homem bom, mas Nora Grey representa para ele uma oportunidade de se redimir. Foi então que compreendi e achei que a autora soube casar muito bem as duas propostas, sem tornar a trama tão apelativa.
Geralmente caras maus se sentem atraídos por garotas opostas porque elas significam tranqüilidade e paz. A descoberta de um mundo novo que bad guys não possuem acesso. Coisas que caras como Patch não possuem e necessitam profundamente, como uma vida comum e normalidade. Principalmente quando se trata de um anjo caído com um passado turbulento.

Quando terminei de ler, percebi que muitas perguntas serão respondidas no segundo livro da série Crescendo. Mas ainda assim o primeiro volume consegue fechar muito bem o arco, O livro além de ser uma história de amor, é também uma historia com altas doses de suspense, ação e fantasia. A leitura é muito fluída, a narrativa é gostosa e ideal para se devorar no Halloween ❤

Um bom feriado assombrado ❤

Beijos,

Ju

99 fear street · A hora do arrepio · Are You Afraid of the Dark · Clube do terror · Fantasmas da rua do medo · Fox Kids · Livros · Mês Especial do Halloween · Monsterville: The Cabinet of soul · Nickelodeon · Perfil do autor: R. L. Stine {Mês Especial do Halloween} · R. L. Stine · Rua do Medo · Séries · The Haunting Hour · The Nightmare Room · TV Globo · TV Record · Uncategorized · [Goosebumps]

Perfil do autor: R. L. Stine {Mês Especial do Halloween}

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Hoje é aniversário de um dos meus escritores favoritos de todos os tempos, R. L. Stine e é claro que ele não poderia ficar de fora da nossa programação especial de Halloween. Para quem ainda não conhece, vamos relembrar e conhecer mais sobre a trajetória desse autor que fez e faz parte da infância de muita gente.

Robert Lawrence Stine, mais conhecido como R. L. Stine e Bob, nasceu em 7 de Outubro de 1943, é um escritor americano e autor de várias séries de sucesso como Goosebumps, Rua do Medo, A Hora do Arrepio, entre várias outras séries que fizeram parte do imaginário de crianças e adolescentes.

Como tudo começou

Stine começou a escrever ainda quando criança, em uma máquina de escrever no sótão de sua casa e o seu primeiro livro infantojuvenil se chama “Como ser engraçado”. O pontapé inicial sem dúvidas foi a série Clube Do Terror (Are You Afraid of the Dark) que foi exibida aqui no Brasil pela Nickelodeon e TV Record. A série possuía episódios independentes, alguns com continuação, enquanto outros não. Na história, um grupo de adolescentes que se intitulava “Midnight Society”(Sociedade da meia – noite), se reunia ao redor de uma fogueira para contar uma história de terror sob um clima intenso de mistério e sobrenatural. A série foi inspirada em contos populares, no folclore e na série Goosebumps. E foi então que a vida de R. L. Stine começou a mudar.

Muito antes de J. K. Rowling ser um sucesso, R. L. Stine fez história nos anos 90 ao vender mais de 400 milhões de cópias de livros, o que o fez entrar no Guinness World Records. A série foi o estopim para que o seu nome se tornasse um sucesso e o autor que já havia sido banido em bibliotecas de escolas por conta do seu estilo literário, foi convidado a palestrar e começou a fazer muito sucesso com as crianças.

O sucesso

Por mais que Clube do Terror tenha aberto as portas para Stine, foi com a série de livros Goosebumps que consagrou o seu sucesso, tanto na crítica quanto no público. A série de livros fez tanto sucesso que foi adaptada para a TV.  A serie foi transmitida de 1996 a 1998 e foi exibida aqui no Brasil pela Fox Kids e TV Globo. Os episódios passavam aos sábados pela manhã e foram inspirados nas histórias dos livros. O programa contou com 4 temporadas, cada episódio com 21 minutos de duração e por mais que tenha sofrido algumas mudanças em sua adaptação – o que é completamente compreensível –  podemos considerar as adaptações bastante fiéis. Isso se deve ao fato do estilo de escrita do autor, que é marcado por ser visual e em linguagem de roteiro, o que facilita a adaptação para filmes, séries e outras mídias. A série assim como Clube Do Terror fez um sucesso estrondoso e era conhecida pelas suas histórias sombrias e marcadas pelo sobrenatural. O autor aliás, aparece em diversos episódios da série, no início e no final falando sobre o episódio. Eram aparições inesquecíveis. Como se esquecer do famoso bordão da série que deixava a gente arrepiado? A primeira temporada da série está disponível no Netflix e conta com alguns episódios perdidos pelo youtube, alguns estão em inglês.

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A diferença entre Clube Do Terror e Goosebumps é que enquanto a primeira fazia sucesso entre crianças e adolescentes, Goosebumps seguia uma linha mais infantil. Uma curiosidade é que o primeiro livro da série a ser publicado, foi Bem – vindo à casa dos mortos (que já resenhei aqui) que ao lado de a máscara monstruosa estão entre os livros mais vendidos da série. (E por sinal são os meus favoritos). Em 2015, a série de livros virou filme, uma espécie de homenagem a série com Jack Black no papel principal como o próprio R. L. Stine. O filme fez maior sucesso e vai ter continuação em 2018. Apesar de manter muito da essência da série, o filme mudou muita coisa e ficou bem mais leve. Acredito que isso tenha acontecido para captar novos leitores e com a entrada deles, o próximo filme será bem mais dark. Oremos. 

Autor best seller 

Com o sucesso, é claro que vieram muitos contratos e muitas novas séries e histórias. Foi assim que o autor lançou várias séries de sucesso como Rua Do medo, essa mais voltada para o público adolescente/ juvenil. Enquanto as outras séries são mais lúdicas, Rua Do Medo é mais macabra. Ela foi publicada aqui durante anos pela Editora Rocco. Em 2014, Stine resolveu voltar para a Rua do Medo e lançou novos volumes e com um novo visual, assim a Editora Globo Alt lançou Jogos Macabros e estou torcendo para lançar os novos livros e os antigos que foram esquecidos – infelizmente – pela antiga editora. Rua do Medo fez tanto sucesso que originou duas “séries irmãs”. Uma delas tem um conteúdo mais young adult e macabro e se chama 99 Fear Street. Essa série não têm muitos volumes, nem foi traduzido para o português e apenas o primeiro volume foi escrito por Stine, os outros foram escritos por um ghost writer.  A outra série irmã se chama Fantasmas da rua do medo, ela é uma espécie de versão mais infantil de Rua do Medo, fez muito sucesso e chegou a ser gravado um episódio piloto que se encontra perdido na internet, mas a série de TV do livro nunca foi para frente. Uma pena! Recentemente fomos informados pela fanpage do autor que existe a possibilidade da produção de uma série ou filme (?) da série Rua do Medo, mas ainda há muito mistério sobre isso. E por enquanto são apenas especulações. Pelo menos enquanto Stine não confirmar. Mas se você acompanha o autor em redes sociais, sabe que ele é doido para ver a adaptação da série no ar. Só nos resta aguardar. Tanto em Rua do Medo, 99 fear Street e Fantasmas da rua do medo possuem um clima muito dark, repleto de mistério, sobrenatural, stalkers e criaturas sinistras.

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Outra série de Stine que fez muito sucesso foi A hora do Arrepio, mas que na verdade se chama The Nightmare Room. Até hoje não entendo que tradução é essa que fizeram que não tem sentido com o original. Mas vamos lá. A Hora do Arrepio é uma série de livros que foi publicado pela Editora Rocco e foi adaptada para a TV, mas contou com apenas 1 temporada que foi exibida no Brasil pelo SBT. Assim como as outras séries, ela conta com elementos do terror, sobrenatural e vários plot twists que enriquecem a trama. Os livros foram inspirados na série Twilight Zone que é uma das maiores referências e influências do autor. Já fiz um post sobre esses livros e em breve trarei mais posts sobre ❤p301649_b_v7_ab

 

Stine escreveu muitos livros e séries, mas podemos destacar também Fantasmas à solta que é uma série de livros bem infantil que foram adaptados para o cinema com o título Mostly Ghostly: have you met my ghoulfriend 1, 2 e 3, mas nem chegaram a ir para a tela dos cinemas, saindo direto em DVD. Enquanto os livros seguiam mais a linha infantil com temática sobrenatural e cômica, o filme permaneceu com a mesma essência, mas agregou o público teen.

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Em 2014 foi lançado o filme Monsterville: The Cabinet of soul que virou Monsterville: o armário/ cabine das almas, com roteiro de R. L. Stine e com Dove Cameron em um dos papéis principais. O filme conta com a linha que é comum nas tramas de Stine: terror, sobrenatural, monstros, lições de moral e a presença do lúdico e do dark. Na minha opinião essa é uma das melhores adaptações do autor, uma das minhas favoritas e é uma pena que não tenha feito tanto sucesso. E sim, em breve teremos resenha dele aqui.

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Mas sem dúvidas o programa que tem feito R, L. Stine bombar nos últimos tempos é a série The Haunting Hour, uma série feita para a TV com roteiro do autor que é baseada em vários livros de Stine, como A hora do arrepio que falei anteriormente. Aqui como nas outras séries citadas, temos mistério, sobrenatural, monstros e muitas reviravoltas que deixam louco o espectador. Eu achei a série visceral demais e por mais que seja voltado para o público infantojuvenil, ela conta com uns episódios bem tensos e acredito que de todas as séries do universo de R. L. Stine, ela é a mais influenciada por Twilitgh Zone. The Haunting Hour teve 4 temporadas e está disponível no Netflix. Já fiz um post sobre ela no site e se eu fosse vocês corria para conferir, porque está imperdível! E o post mais pop do site!

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Espero que vocês estejam gostando da nossa programação especial de Halloween! Tem sido uma loucura, mas estou adorando poder comemorar e compartilhar com vocês mais desse universo sobrenatural que tanto amo. E vocês, já conheciam o autor? Já leram algum livro ou assistiram alguma série/ filme? Me contem nos comentários e vamos espalhar a palavra de Stine por aí!

Tenham uma semana assombrada!

Beijos,

Ju

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Maya Fox – A predestinada (Silvia Brena e Iginio Strafii) {Mês Especial do Halloween}

Escrito por Silvia Brena e Iginio Straffi e publicado pela Planeta Jovem, Maya Fox – A predestinada narra a história de Maya Fox, uma adolescente rebelde que tem problemas com a mãe e consegue se comunicar com os mortos. Só que as coisas nem sempre foram assim. A adolescente já foi feliz, tinha a família perfeita, mas depois que seu pai foi assassinado, tudo mudou. Por conta do seu dom de falar com os mortos, Maya é a única que pode desvendar a profecia que prevê o fim do mundo em 2012 e deve usar o seu poder para salvar o mundo.

Já falei um pouco sobre esse livro em outro post. Quando comecei a ler a história, não dava nada muito por ele, mas quando dei por mim, não conseguia parar. O livro é voltado para o público adolescente. A história da Maya Fox tem uma combinação de mistério, sobrenatural e suspense em doses bem altas e combinadas. E é perfeito! A narrativa é fluída, o livro é bem escrito, consegue prender o leitor e fazê-lo mergulhar na leitura para tentar desvendar os enigmas da trama. Outro ponto positivo é que o livro retrata um stalker psicopata que vem assassinando várias garotas em busca da “perfeição” e persegue Maya. E ainda tem a proximidade com o fim do mundo. Quer coisa melhor?

Enquanto pesquisava sobre esse livro, descobri que muitos leitores odiaram. A maioria questionou o comportamento da protagonista Maya, dizendo que ela era mimada e infantil. Sim, é verdade. Mas vamos enxergar por outro ângulo? A personagem era muito próxima do pai e quando ele morreu, além dela ser muito nova, foi um grande choque. No meio disso tudo, a garota descobre que consegue falar com os mortos. Sua mãe que é uma delegada, não a leva tão a sério e a trata como criança, o que faz com que as duas se afastem. Maya encontra consolo no “rock”, virando uma adolescente gótica e retraída. Sou eu agora que pergunto: vocês nunca se rebelaram na adolescência? Nunca tiveram a sensação de que ninguém os compreendia? Se vocês já tiveram 16 anos alguma vez na vida, aposto que se sentiram assim em algum momento. E bem, o livro foca NESSE MOMENTO. Outra coisa que chamou a minha atenção é que Maya não é uma das garotas mais populares, ela é a rebelde, se veste de preto e escuta The Smiths (a minha banda favorita de todos os tempos), mas nem por isso deixa de ter amigos. O desenvolvimento dos personagens foge um pouco daquele lugar comum e clichê que encontramos em histórias adolescentes. Maya tem a sua própria turma e ainda por cima pratica artes marciais. O livro aliás, tem várias referências a músicas, principalmente ao rock.

Achei o livro bem estruturado, apesar de ser uma trilogia (até onde sei só tem o segundo livro lançado por aqui, “Maya Fox – O quadrado mágico” que pretendo ler em breve), a história tem início, meio e fim. Ou seja, há uma situação que é explorada. Também há espaço para o romance, no qual os autores souberam colocar sem ficar meloso. Só achei que para um livro voltado para o público adolescente, algumas cenas são quentes demais para a faixa etária. O livro possui sim alguns problemas na narrativa, mas confesso que já li piores por aí. Também encontrei vários erros de revisão. Apesar disso, Maya fox – A predestinada tem a combinação de todos os elementos que mais amo em um livro. Não me arrependi de ter lido e pode até não ser o livro mais perfeito do mundo (talvez se ele não fosse uma trilogia ou duologia, daria mais certo. A história seria perfeita se fosse estruturada em um livro único ou HQ), indico sem pensar duas vezes. É uma ótima pedida para quem procura uma leitura despretensiosa, sobrenatural com direito a fantasmas e serial killers. Acredito que antes de julgar um livro, devemos ler e abrir a mente para ele. Maya Fox é especial de diversas formas e tem espaço para muita coisa: perseguições, amor, mistérios e o sobrenatural. E mais do que isso, é também uma história de como o amor pode sobreviver a diversidades da vida, até mesmo da morte.

Espero que estejam curtindo o nosso Mês Especial de Halloween. Estou me divertindo bastante e adorando poder compartilhar livros, séries e filmes com vocês! Agora quero saber o que andam lendo e assistindo. Compartilhem comigo ❤

P.s: Essa resenha foi postado em um antigo blog que eu tinha, mas achei bacana compartilhar aqui, já que se trata de uma história sombria com fantasmas e fim do mundo que tem tudo a ver com o Halloween.

Muitos sonhos assombrados,

Ju

Amazon · Ben Oliveira · Escrita maldita · Escrita maldita (Ben Oliveira) {Mês Especial do Halloween} · Literatura Nacional · Livros · Mês Especial do Halloween · Terror · Terror Psicológico

Escrita maldita (Ben Oliveira) {Mês Especial do Halloween}

benEscrita Maldita, escrito por Ben Oliveira é um livro de terror psicológico que conta a história de Daniel Luckman, um jovem escritor que recebe um prêmio pelo seu primeiro livro que se tornou best – seller e é responsável por uma reviravolta e mudança de vida.

Logo de cara ficamos sabendo que Daniel é o típico clichê de escritor: trabalhador, workaholic e sonhador. Ao lado da namorada Marisa, ele batalhava pelo sucesso até que esse grande dia chegou. Esse prêmio abre muitas portas, como escrever um livro junto com Laurence Loud, um dos seus escritores favoritos e grande inspiração para as suas obras. Com todas essas transformações, Daniel muda de vida, se muda para uma casa grande de campo e se casa com Marisa. Ele e Marisa são um casal apaixonado e é muito bonito a forma como os dois trabalham isso. Apesar de jovens, ambos são dedicados um ao outro e ao grande sonho de Daniel. A mulher acaba abrindo mão de muita coisa por conta do marido, mas o que achei mais interessante é que em nenhum momento isso diminui a importância da personagem na trama, muito pelo contrário. Como o próprio Daniel diz, Marisa é a responsável por lhe trazer de volta a realidade. Ela é a representação com o mundo real. Além disso, a personagem é uma das primeiras a notar coisas estranhas que começam a acontecer por ali.

Acontece que Daniel e Laurence decidem escrever um livro onde ambos são personagens, um thriller psicológico que conforme vai passando o tempo, Daniel nota que as linhas que separam ficção e realidade podem não existir. Quando eles decidem escrever juntos, Laurence é convidado para passar um tempo com os dois e assim que o personagem coloca os pés na casa, fui invadida pela sensação de alerta vermelho. Não sei se era pela empolgação do personagem, mas isso passa despercebido por Daniel, mas não para nós leitores e para Marisa. A forma como o autor insere isso na trama, a atmosfera que ele cria, repleta de mistério e muitas simbologias, através de sonhos e sinais deixa claro que a vida de Daniel não vai ser a mesma. Ou melhor, que existe um grande peso após o sucesso do seu primeiro livro. Seria o preço pelo sucesso ou pelo dom, que na verdade pode ser uma maldição?

Escrita Maldita entrou para a lista de livros mais incríveis que já li. Terminei o livro chocada e ao mesmo tempo arrebatada com o final destruidor! É de tirar o fôlego, mas vamos por partes. Uma das coisas mais fantásticas da história é a forma como Ben consegue brincar com o real x imaginário, os limites que existem entre eles e a metáfora com a escrita que nós – escritores e leitores – acabamos nos identificando. A escrita é fluída, muito gostosa do tipo que a gente quer devorar tudo de uma vez. Lembro de parar algumas vezes, porque não queria que o livro terminasse logo. Outro ponto positivo é a ambientação muito bem construída: o livro possui um tom muito soturno, sombrio que faz o leitor mergulhar na trama e se sentir como um narrador onipresente, como se estivesse preso a trama e é o clima ideal para um livro de terror. Os personagens são muito bem desenvolvidos. Eu me identifiquei e simpatizei com Daniel e Marisa, um casal que está no início da vida a dois, na luta por uma vida melhor sem abandonar seus ideais sonhadores. Mas sem dúvidas, nada supera os plot twists dessa história que são puro desgraçamento da cabeça!!! Foi surpreendente e ao mesmo tempo, muito incrível! Escrita Maldita abre margens para várias teorias que ficaram na minha mente durante um bom tempo após a leitura. O final é arrebatador e catártico.

O livro também possui uma mensagem muito forte sobre perseverar com seus sonhos e não desistir deles. Durante o livro, torcemos para que os dois consigam realizar seus objetivos e tentamos protegê-los, mesmo sabendo que a ficção tem vida própria e segue seu próprio caminho. Indico muito escrita maldita, principalmente para os fãs de terror / thriller psicológico e já estou ansiosa para ler próximos livros do autor que é sem dúvidas, um destaque no cenário do terror. Escrita Maldita é a pedida ideal para a galera que busca uma leitura mais macabra e sinistra nesse Halloween. Tem terror, mistério e muito sobrenatural em um clima pra lá de soturno. Tenho certeza de que vão lembrar dele na hora de dormir hehe. Cinco estrelas e super favoritado.

Você pode encontrar o livro disponível em eBook na amazon e para mais informações sobre o livro e o autor, entre em contato com ele através do site. Ben possui várias publicações, algumas dela disponíveis no wattpad que valem a sua leitura. Boa leitura e feliz Halloween 🎃

 

Bem-Vindo à Casa dos Mortos · Bem-Vindo à Casa dos Mortos: Goosebumps · Goosebumps · Livros · R. L. Stine · Resenhas · série

Bem-vindo à casa dos mortos: Goosebumps {Mês Especial do Halloween}

Bem-vindo à casa dos mortos é um livro escrito por R. L. Stine e publicado pela Editora Fundamento (Welcome to Dead House no original). Descobri esse livro por causa da série de TV Goosebumps que como todo mundo sabe é inspirado na série de livros. O episódio Bem – vindo à casa dos mortos é o meu favorito e é claro, que fui conferir  a obra original e qual foi a minha surpresa ao constatar que além de ser bem fiel, é incrível? Primeiro a gente precisa deixar claro que a série Goosebumps é voltado para o público infantojuvenil, portanto o livro se trata de uma trama de terror sim, mas ao mesmo tempo um pouco mais leve. Mas não pense que isso diminui a história, R. L. Stine nunca decepciona quando se trata dos seus livros e principalmente dos seus finais, repletos de plot twist.

O livro conta a história dos irmãos Josh e Amanda, ele tem onze anos e ela doze. Os dois estão se mudando para a cidade Dark Falls (sacou a referência?), um lugar que nunca ouviram falar e faz parte do universo das cidades pequenas onde todo mundo se conhece. As crianças odeiam a mudança, porque não querem se distanciar dos amigos e da rotina que tem. Só que o pai deles é escritor e viu a oportunidade perfeita ao arrematar a casa naquela cidade.

Logo que eles chegam, sentem um clima diferente no lugar. A primeira vista todos são atenciosos e simpáticos, mas é a garota quem começa a sentir que tem alguma coisa de errado. Amanda começa a ver coisas, sentir presenças e achar o local pra lá de estranho. Até o cachorro da família, o Petey sente a mesma vibe e não consegue ir com a cara dos moradores.

A família tenta se misturar com a vizinhança, assim como as crianças tentam fazer novos amigos, mas logo eles descobrem que aquele lugar foi palco de um acontecimento muito tenebroso e eles evitam ficar expostos ao sol. Mais uma vez temos aqui um livro no qual R. L. Stine (que é um dos meus autores favoritos de todos os tempos) consegue capturar o clima do livro através da atmosfera. O clima, a estranheza, a ambientação e a forma como o autor insere são tão bem calculadas que nós leitores conseguimos adentrar na história, como se estivéssemos vendo, assistindo a série. As tramas do Stine são muito visuais. Não é a toa que foram adaptadas para TV e cinema.

No decorrer da trama, notamos a luta de Amanda em tentar entender o que se passa naquele lugar. Com o tempo, ela observa que as pessoas têm ações estranhas, ela é assombrada e tem pesadelos horríveis que tentam alertar de todas as formas que tem algo de estranho ali. Até que acontece o inevitável e a adolescente descobre que não é só a casa mal assombrada, mas como a cidade também. O que são aquelas pessoas? Vampiros? Zumbis?

A leitura é fluída e considero Bem – vindo à casa dos mortos um dos melhores títulos da série. Um detalhe curioso sobre a história é que esse foi o primeiro volume de Goosebumps a ser publicado (pelo menos lá fora). E é o primeiro episódio também da série de TV. Enquanto lia, fui devorada por muitos sentimentos. Sim, o livro possui muitos clichês das histórias dos anos 80 e 90, mas em nenhum momento isso deprecia o enredo. Muito pelo contrário. Um clichê bem feito pode construir uma história incrível, como é o caso desse. E apesar de ser uma história para o público infantojuvenil, Stine consegue nos deixar chocados e surpresos com a reviravolta do livro. Para os leitores que buscam um terror mais leve, Bem – vindo à casa dos mortos é uma ótima pedida, mas não se engane, Stine sabe muito bem brincar e é por isso que tem o título de mestre do horror. O livro possui um clima soturno e muito sombrio, fora a leitura que é muito gostosa.

Tentei encontrar o vídeo da série no youtube (que era por onde eu assistia), mas não encontrei. Quem tiver a oportunidade de assistir o episódio, se joga. É incrível a forma como o ep é elaborado, desde a narração até o desenvolvimento. Eles conseguiram captar muito o clima do livro.

Aproveitem o Halloween para ler e assistir, garanto que não vão se arrepender *O*

Muitos sonhos assombrados ❤

Beijos,

Ju

Editora Fundamento · Geek Girl · Holly Smale · Infantojuvenil · Nickelodeon · Resenhas · Teen · [Disney] · [Literatura] · [Livros]

Geek Girl – Livro 01 (Holly Smale)

Caso você tenha caído de paraquedas por aqui, saiba que apesar de curtir muito ficção sombria, também sou muito fã de comédias. Sejam elas românticas, teens, young adults, etc. É claro que foi amor à primeira vista por Geek Girl que é um livro muito fofo. Apesar de ter o público infatojuvenil como alvo, a galera não só pode, como deve se aventurar por essa série que é pura diversão!

Geek Girl é um livro escrito pela Holly Smale (que é uma fofa e já me respondeu no twitter <3) publicado pela Editora Fundamento e narra a história de Harriet Manners, uma garota inteligente que sofre bullying por “não se encaixar” entre os adolescentes da sua idade. Nat, sua melhor amiga sonha em ser modelo e a arrasta para ajudá-la a realizar o seu sonho. Harriet só não esperava que o jogo mudasse e ela entrasse no meio do caminho (e do sonho) da melhor amiga. Em pouco tempo, a personagem é jogada no meio do mundo da moda sendo vista como uma promessa e tendo que trabalhar com um modelo muito gatinho. Seu pai comemora a novidade enquanto a sua madrasta reluta em aceitar. A relação dos pais dela (sim, a madrasta a criou como filha) rende muitas risadas, os dois são muito engraçados e fogem um pouco do “estereótipo” de pais comuns.

Apesar de não ter sido nerd durante a adolescência e nem uma ótima aluna em matemática e álgebra como a personagem, me identifiquei muito com a Harriet. Principalmente na parte desastrada. Assim como ela, tenho o dom de sair caindo por aí. Somos um imã para esse tipo de coisa. A Harriet é uma jovem ingênua, simples e fiel aos seus amigos e família. A personagem quer viver a sua vida comum, mas é contagiada pelo “E se…” e decide apostar em um futuro diferente. De início, é claro que ela fica com receio com a vida nova. Afinal, Harriet desconhece esse universo da moda, ela vem de outro mundo: o dos livros. A história é muito divertida, bem estruturada e possui uma narrativa super gostosa. A escrita da autora é viciante e a composição dos personagens faz com que os leitores se identifiquem com eles. É um daqueles livros que perdemos a noção do tempo e só notamos quando chegamos ao fim.

Geek Girl é o primeiro da série que leva o mesmo nome do título. Ou seja, têm muitas aventuras da Harriet por aí. A história possui vários plot twits, o que talvez seja surpreendente para muitas pessoas por conta do gênero. Como um bom livro para adolescentes, é claro que não poderia faltar aventuras e muitas confusões. GG também aborda questões importantes como amizade, família, bullying, padrão de beleza e identidade. Geek Girl é um livro bem no clima das séries da Disney e nickelodeon, não duvido nada que no futuro uma dessas emissoras faça uma adaptação para a TV. Aliás, os livros funcionariam muito bem como série de TV, até mesmo por conta da forma como o romance foi criado. Um detalhe que me deixou curiosa é que na época em que li o livro, a capa era igual a que postei lá em cima, mas vi vários blogs e sites divulgando a capa abaixo como a capa do livro 1 (que por sinal é igual a capa original e achei o máximo, porque ela é mil vezes mais linda <3). Que bom que a Editora modificou, já que as capas originais são muito bonitas, divertidas e funcionam bem em grupo.

Acho que ficou claro que me diverti muito com Geek Girl. Foi uma história que me ganhou e deixou um gostinho de quero mais, estou doida pra ler a continuação e saber o que acontece com Harriet e cia. Tem alguém aí que já leu esse livro? Conta para mim, estou doida para saber o que acharam ❤

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha foi postada anteriormente em meu skoob e blog, mas achei legal compartilhar com vocês e claro, com o texto adaptado ❤

Autoajuda · Brida (Paulo Coelho) · Editora Planeta · Misticismo · Paulo Coelho · Resenhas · [Editora Rocco] · [Literatura] · [Livros]

Brida (Paulo Coelho)

Cresci lendo as colunas do Paulo Coelho em jornais e pessoas viviam me indicando os seus livros quando descobriam que era devoradora de livros. Eu cresci, nunca li e ouvia muitos comentários sobre as obras do Paulo Coelho. Alguns anos atrás, me deram um exemplar de Brida bem velhinho, com a capa antiga ainda e bateu AQUELA vontade de ler. Enrolei um pouco por causa do TCC, mas no mês passado criei coragem e li. Não poderia ter feito coisa melhor!

O livro conta a trajetória de Brida, uma jovem Irlandesa de 21 anos  que deseja encontrar seu lugar no mundo. Brida está em um processo para se encontrar e quer aprender mais sobre a magia e a wicca. Ela procura o mago de folk, um homem misterioso e respeitado como sábio que a aceita como discípula. No decorrer da narrativa, a personagem descobre que precisa passar por muitos obstáculos e superar os seus medos. O mago explica a garota, que a magia pode ser ensinada através da tradição do sol e da tradição da lua.

Acompanhamos o crescimento da personagem ao descobrir a sua identidade. Brida se encontra na wicca com a ajuda do mago. Juntos, eles aprendem muitas coisas e acabam ensinando um ao outro, coisas que haviam esquecido.

Tenho muitas coisas para falar sobre esse livro e a primeira é que a minha experiência com essa história foi incrível. O livro superou as minhas expectativas. Sempre tive muito receio com literatura de autoajuda e não vou negar, julguei muito. Mas se alguém, algum dia me dissesse que em 2017 leria um dos maiores autores de autoajuda que existe e me tornaria fã dele, riria na cara dessa pessoa. Só que as coisas mudam e como mudam…

Primeiro preciso dizer que o leitor pode ler Brida de diversas formas, assim como fiz. Primeiro como leitora, aberta para a criação de Paulo Coelho, sua ficção, ensinamentos sobre a wicca e lições de autoajuda. Segunda como uma autora de fantasia/ mística; Paulo não cria uma mitologia, mas é interessante como ele conecta a magia a trama, de uma forma que a torna crível para a história, sem soar clichê ou falso. Terceiro como admirador da wicca/ wiccano; eu não sou wicca e desconheço a religião, mas foi bacana ler a respeito, saber mais sobre as tradições do sol e da lua, sobre os rituais e sobre como tudo na vida é importante. O que fazemos aqui, o quanto nos doamos pelas pessoas que amamos, pelas pessoas que ajudamos e etc, tudo isso é válido como experiência e conta muito se você quer encontrar o seu lugar no mundo. Se você se encaixa em alguma dessas opções, acredito que terá uma experiência muito bacana com Brida.

Terminei de ler Brida muito rápido e lamentei muito, porque é aquele tipo de livro que você não quer acabar. A leitura é envolvente, gostosa e o vocabulário do autor e sua linguagem são bem simples, mas que DE forma alguma diminua sua importância. Pelo contrário, isso a torna mais aberta. As mensagens que Brida passa podem não ser novas, pode estar escrito ou dito em algum lugar – como a bíblia – por exemplo, mas é incrível como Paulo consegue atrelar isso a trama de forma única. Sei que Brida não é o livro queridinho de quem curte as obras do escritor, mas mesmo sem ter lido suas outras obras, tenho um carinho imenso por Brida, já que foi o meu primeiro contato com o autor e que ensinou muito sobre literatura, vida, amor e sobre mim mesma. Brida carrega uma dose forte de misticismo, mas não é preciso ser religioso para ler. Só é necessário querer ouvir a história da personagem, que nada mais é do que a jornada do herói, do ser humano pela busca da sua identidade, para ter uma vida melhor e poder fazer a diferença, com boas ações. Para quem não sabe, Brida foi inspirada em uma bruxa que Paulo Coelho conheceu em suas andanças pela Irlanda. O livro foi um sucesso e também foi adaptado para a TV manchete em formato de novela nos anos 90.

Ler esse livro foi uma oportunidade incrível para quebrar preconceitos, iniciar uma nova jornada nesse gênero e por que não com os livros do autor? É um livro que sem dúvidas me transformou e trouxe muitas questões e pensamentos para a minha vida. Brida tem muito good vibes e me foi aquele livro que li feliz da vida, sabe? Trouxe aquele quentinho para o meu coração ❤ Já estou louca para ler O alquimista e o diário de um mago.

Apesar da foto do livro ser da Editora Planeta, li o exemplar da Editora Rocco. Esse da foto bem velhinho e que se tornou meu queridinho. 

E aí, curtiram o post? Não se esqueçam de comentar. Estou amando postar todos os dias, está sendo uma experiência fantástica para mim e espero que para vocês também ❤

Beijos,

Ju.

 

Galera Record · Insaciável · Insaciável #01 (Meg Cabot) · Paródia · Resenhas · Sobrenatural · [Literatura] · [Livros] · [Meg Cabot]

Insaciável #01 (Meg Cabot)

Se tem uma coisa que sempre curti muito foram histórias de vampiros. Sou sim fã de Crepúsculo e todos os livros de vampiros que surgiram na onda sobrenatural de 2010. Já falei aqui antes e vocês devem ter notado, que a maioria dos livros que leio são dessa época e não é à toa.

Insaciável #1 da Meg Cabot faz parte desse hype, mas de uma forma diferente. Como todo mundo sabe, Meg Cabot é autora de séries que amo como Diário da Princesa, A mediadora, etc. Meg é uma autora tão versátil e talentosa que vai do romance histórico para uma comédia sobrenatural sexy como esse livro.

O livro narra a história de Meena Harper, uma jovem roteirista que vive em Nova York junto com o irmão Jon. Ela é cética em relação a assuntos sobre seres sobrenaturais e modas de vampiros. Só que a personagem tem o dom de prever quando alguém vai morrer. É óbvio que ninguém acredita nela e se isso não fosse o suficiente, a protagonista não consegue arrumar um pretendente sem saber como ele vai morrer, o que a torna um tanto quanto solitária. Por conta da audiência interessada nessa vibe sobrenatural, seus chefes decidem mudar o enredo do programa Insaciável que Meena escreve (daí o título do livro). Só que o programa que Meena trabalha não tem nada a ver com essa onda vampiresca que tomou conta dos livros e séries de TV. Acontece que o programa concorrente Luxúria (ri tanto com esse título) está fazendo muito sucesso e é claro que isso é culpa dos sugadores de sangue. Idaí que Meena terá que escrever histórias de vampiros.

Para ela, isso pode ser o fim do mundo. Mas a personagem não contava que sua vizinha fofoqueira Mary Lou, decidisse apresentá-la ao príncipe Lucien Antonesco. De início, ela não curte a ideia, mas quando o conhece, muda de opinião. Lucien é o típico partidão: bonito, rico, atencioso e… príncipe das trevas, o filho do empalador, Vlad, sugador de vampiro!

A partir daí as coisas começam a complicar e Meena se mete em várias confusões por conta do seu amor vampiro (que clichê). Os dois acabam se apaixonando perdidamente, mas no meio disso tudo tem a Guarda Palatina que está atrás do criminoso que anda tirando a vida de jovens inocentes e jogando os corpos em parques a céu aberto. Para complicar a vida dela, entra Alaric Wulf, um caça vampiros lindo só que um tanto intrometido e idiota. E sinceramente, não sei como ele consegue ser um caça vampiro!

A leitura do livro (como todos os livros) da Meg é muito gostosa. Ela consegue amarrar a trama de uma forma que prende o leitor e faz embarcá-lo na viagem junto com ela, rindo, se divertindo e se emocionando. Apesar da história ser sobrenatural, fica bem claro que ele foi criado no intuito de ser quase uma paródia desses livros de vampiros que fizeram sucesso nas costas de Crepúsculo e The Vampire Diaries. Insaciável se encaixa como uma comédia sobrenatural, com cenas sexy, porque afinal, estamos falando de personagens adultos e muitos mistérios. Fiquei bastante surpresa ao constatar o uso da terceira pessoa, porque os romances da Meg são conhecidos – em sua grande parte -por serem narrados em primeira pessoa. Foi uma surpresa e tanto, mas boa. Uma das coisas que mais me encanta na escrita da autora é que ela pode escrever diferentes gêneros, mas ainda assim consegue deixar a marca dela, a sua essência. E isso é fantástico! O livro possui um triângulo amoroso e apesar de ser Team Lucien sem dúvidas (porque o Alaric é um idiota e não dá pra torcer por ele), em alguns momentos torci para a Meena ficar com Alaric. Apesar de ter a minha preferência, a autora nos deixa na dúvida e é bem perceptível que existe uma química entre Meena e Alaric e não faço ideia onde isso vai dar! Confusões a vista, of course. Outra coisa que amei demais é que a história retrata o ambiente de TV por conta das séries que são filmadas e como boa escritora que sou, essas partes se tornaram as minhas favoritas! Adoro quando histórias retratam e mostram o outro lado da vida hollywoodiana.

Me diverti horrores lendo esse livro! Quem leu deve ter notado que há muitas críticas sobre essa moda vampiresca. E muito coerentes por sinal. Acredito que quem for ler, vai se divertir, sofrer e se assustar com os personagens. Acreditem, é uma leitura bem “Meg Cabot” só que mais adulta. Amei o livro e quando vi já estava no fim com direito a um final épico e uma continuação, Mordida. Vou ver se leio em breve, pois estou louca para saber o que vai acontecer com Meena. Quem será que ela vai escolher, Lucien ou Alaric? (Espero que seja o Lucien).

E aí, curtiram o post? Deixem seus comentários!

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha também foi postada no meu antigo blog e skoob. Existem muitos materiais meus espalhados pela web e estou recuperando, (os que mais curti, tem mais a ver com o site e postando aqui), mas claro adaptando de acordo com a minha opinião após releituras. Fiquem tranquilos, pois vamos ter muito conteúdo novo. Já repararam que estamos tendo posts todos os dias, né? Espero que gostem do que está vindo por aí ❤

Contos · Editora Leya · Kelly Link · O estranho mundo de Zofia e outras histórias · O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link) · Resenhas · Surrealismo mágico · [Leitores] · [Literatura] · [Livros]

O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link)

Já fazia muito tempo que queria falar de um dos meus livros favoritos da vida para vocês. Li O estranho mundo de Zofia e outras histórias da Kelly Link, publicado pela Editora Leya há alguns anos e ele é incrível por 1.234.234 de motivos. Lembro que não consegui tirar os olhos dele desde a primeira que o vi, justamente por causa dessa capa maravilhosa. Quando vi a recomendação de Neil Gaiman e descobri que o livro tinha uma vibe meio Alice no País das Maravilhas, Sandman e Noiva – Cadáver, não pensei duas vezes e adquiri.

Primeiro você precisa saber que O estranho mundo de Zofia e outras histórias é um livro de contos e eles não são muito comuns. Acontece que Kelly Link trabalha com o surrealismo mágico, gênero que Neil Gaiman gosta de brincar e digamos que é necessário estar “um pouco fora da casinha” para entrar nas histórias desse livro. Mas depois que iniciado, não tem volta, porque a leitura é divertida e muito viciante.

Os contos seguem a linha do surrealismo fantástico com pintadas de humor negro. Pense em “Os fantasmas se divertem”,” O estranho mundo de Jack” e adicione doses de fantasia, filmes trash e filmes B dos anos 80. Foi assim que O estranho mundo de Zofia foi construído.

O livro começa com o conto chamado “A bolsa mágica”. Na história somos apresentados a Zofia (a do título) e morremos de rir com ela. Essa personagem tem todas as características que mais amo em personagens: Zofia é uma avó meio louca e mística que conta histórias sem noções do lugar que veio para a neta. Extremamente surpreendente. A gente termina o conto com o coração quentinho, com vontade de saber mais sobre e felizes de poder ter conhecido Zofia.

Outro conto que chamou a minha atenção foi “Animais de Pedra”. É bem perceptível o quanto o livro Alice no país das maravilhas foi uma grande inspiração para a autora. Diria até que Kelly quis fazer uma homenagem e foi muito feliz ao fazer isso. Nesse conto, coelhos gigantes ameaçam e protegem a família que reside na casa, onde aos poucos seus objetos e eles próprios começam a ficar “assombrados”.  Talvez fique confuso para quem ainda não leu, mas depois de ler esse conto, vocês vão rir e entender do que essa expressão se trata lol.

Apesar de ter um enredo extremamente fantástico, Kelly Link compõe os personagens de uma forma simples, ao mesmo tempo de forma única e comum, que faz com que a gente se identifique, como por exemplo, no conto “Magia para iniciantes” que é sem dúvidas o meu conto favorito de todo o livro e narra a história de um grupo de amigos apaixonados por um programa de TV em uma emissora pirata no qual a personagem principal é uma raposa e ninguém nunca viu os atores. Esse programa passa todos os dias em um canal diferente e eles precisam se aventurar para descobrir em que canal se passa e etc. É muita loucura, mas uma loucura gostosa com aquele clima de amizade e descobertas. Outro conto favoritado é o“O Hortlak” que me fez lembrar os filmes dos anos oitenta e os personagens sem noção daquela época: jovens descompromissados e em busca de aventuras e adrenalina. Várias vezes enquanto lia o livro, as histórias me lembravam um cenário meio apocalíptico e lúdico tipo o Apocalipse Zumbi.

Quando terminei de ler, bateu aquela saudade e senti muita vontade de ler histórias estendidas de alguns contos como “Mafia para iniciantes”,  “A bolsa mágica” e “O Hortlak”. O universo que Kelly Link cria é muito rico, desconstruído e a autora acaba trazendo uma nova linguagem e roupagem para algumas mitologias. E seria muito interesse ler mais a respeito disso. Me identifiquei muito com a escrita da autora, pois achei a sua escrita e atitude originais. Curto muito escritores que se desafiam e fogem do lugar comum. Acho que falta muito isso em todos os cenários e gêneros da literatura. Existe um enorme espaço e devemos nos aproveitar isso. O estranho mundo de Zofia e outras histórias é uma viagem do início ao fim. É um livro de contos altamente psicodélicos que não seguem a narrativa comum e que foi escrito para ser assim. Aqui não vai encontrar mocinho, vilão e um caso que deve ser desvendado. As situações e histórias se desenrolam de forma completamente diferente e… estranha!  Essa é a essência de O estranho mundo de Zofia.

Li muitas resenhas e poucas pessoas conseguiram captar o espírito da coisa. Normal. Acredito que muitos leitores estejam acostumados com histórias que possuam início, meio e fim e mocinhos e vilões.  Não é o caso desse livro. Para ler um livro de surrealismo mágico é necessário que o leitor desconstrua a noção de narrativa que possui e deve se abrir um pouco para uma coisa nova e mágica. Que fique claro, ninguém é obrigado a ler, mas fica a dica para quem quer conhecer.

Se você é um leitor que não curte leituras ou histórias inovadoras, vá preparado para ler o livro. Te garanto que a história é extremamente diferente e encantadora. Mas se você é um leitor que como eu, não tem medo de se arriscar, que gosta de conhecer coisas novas, Neil Gaiman, Tim Burton, filmes trash e anos 80. Olha, acho que vai pirar!O que mais me atraiu nesse livro sem dúvidas é que a autora é dona de uma personalidade e criatividade ímpar. Quero ser como Kelly quando crescer. Ela roubou o meu coração e minha alma!

A Kelly tem um conto em “O presente do meu grande amor” que ainda não li e infelizmente não têm outros materiais por aqui. No Goodreads é possível encontrar vários e o perfil da autora. Quem quiser me adicionar por lá, fique a vontade. Estou louca para ler Stranger things happen. Em inglês mesmo, porque só se encontra disponível assim.

Espero que tenham gostado do post e quero saber o que acharam, me fale nos comentários. Beijo grande e até o próximo post.

Beijos,

Ju.

P.s: Essa resenha foi postada no meu antigo blog e no meu skoob, achei ela muito boa e decidi reproduzir aqui. Mas claro, com algumas atualizações por conta das minhas releituras desse livro 🙂