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Clips para assistir no dia das bruxas {Mês Especial do Halloween}

Falta pouco para o Halloween e é claro que não podia faltar meus clips favoritos com temática sobrenatural *O* Além do terror, sou apaixonada por música pop e graças a Deus fomos agraciados com muitos artistas brincando com a temática dark em seus clips, o que rendeu uma grande herança para a cultura pop. Não sei muito bem quando isso começou. mas vamos agradecer ao rei Michael Jackson que rompeu as barreiras da música x atuação lançando algo novo que chacoalhou o universo pop. Vem comigo que a lista está incrível!

Everybody do Backstreet Boys é um dos maiores hits pops de todos os tempos e uma das minhas músicas favoritas! Como não se lembrar do castelo mal assombrado e de todos eles se transformando em zumbis, vampiros e lobisomens? Eles fizeram história! Foi mágico ❤

Morning after dark com Soshy, Nelly Furtado e Timbaland é uma das minhas músicas favoritas e inspirou o meu 1º livro (que ainda não foi publicado). Tem um clima sobrenatural feat mágico muito forte. O clip também conta uma história incrível que tem tudo a ver com a aura da canção. É a típica canção poderosa. Se joga!

Chasing the sun do The Wanted é um musicão pra ninguém botar defeito. É a típica música para se ouvir em festas, por que não nas festas de dia das bruxas? Com direito a várias vampiras sexys e poderosas.

Ghosts do Michael Jackson tem tudo a ver com o dia das bruxas. Ele já havia conseguido o efeito com thriller e apesar de não ter adquirido o mesmo sucesso, o clip deu muito o que falar e só mostrou as mil facetas e criatividades que existia nesse cantor incrível. A canção é bem dançante e soturna. Sou viciada nela, meu spotify é que sabe! haha

Maneater da Nelly Furtado é uma das músicas mais incríveis de todos os tempos e possui um clip sexy e muito misterioso, meio soturno, weird e místico. Eu amei e indico todo mundo a mexer o esqueleto ao som desse musicão ❤

E é claro que não poderia faltar Thriller do Michael Jackson, né? A canção que estremeceu o mundo da cultura pop e é trilha sonora perfeita para as festas de Halloween com direito a coreografia com zumbis sincronizados! Posso me gabar, pois sei que a coreografia inteira da música! Obrigada Tia Mary! O clip tem uma história super sinistrinha e na época do lançamento, passou até nos cinemas dos EUA. Essa canção é uma das minhas favoritas e me inspira demais ❤

Espero que tenham curtido a lista de clips assustadores. São as minhas canções favoritas e considero os clips incríveis! O cenário me inspira demais  e espero que as musicas assombrem os seus convidados ❤

Um bom final de semana assombrado!

Beijos,

Ju

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5 contos para ler no dia das bruxas · 5 contos para ler no dia das bruxas {Mês Especial do Halloween} · Amazon · Contos · H. P. Lovecraft · Halloween · Lauren Myracle · Mês Especial do Halloween · Mistério · Misticismo · Monique Lavra · Terror · [C. A. Saltoris] · [Stephen King]

5 contos para ler no dia das bruxas {Mês Especial do Halloween}

No Mês Especial de Halloween, não pode faltar contos de terror para ler na data mais mágica e assombrada do ano. Pensando nisso, fiz uma lista com 5 contos de terror que vocês precisam ler para entrar no clima dark. Tem literatura nacional, terror psicológico e muitos elementos sombrios. Partiu para o nosso top 5?

51b3syhEmfL._SY346_Sacrifício (Monique Lavra) – O conto de Monique Lavra é um terror psicológico que adquiri na Amazon e narra a história de Gabriel, um rapaz que busca abrigo em um pequeno hotel de beira de estrada em uma noite de tempestade. Ele é recebido muito bem, todos são muito gentis, até que o ponteiro do relógio marca meia – noite. A história é surpreendente, a trama é muito bem estruturada e apesar do gênero fantasioso, o conto passa a ideia de realidade muito forte. Adorei que o conto possui um hotel sinistro como cenário, como fã de Stephen King, essa construção ajudou a criar a atmosfera e clima necessário. Fiquei chocada com o rumo dos acontecimentos, o conto não é previsível e tem um final arrebatador. O conto é surreal e tem tudo a ver com o Halloween.

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1408 (Stephen King) – É claro que não poderia faltar Stephen King nessa lista, né? Eu costumo dizer para quem quer ler Stephen King ou quem não curtiu as histórias dele, para ler algum conto do autor. 1408 é um conto que faz parte do livro Tudo é eventual e enquanto no romance, Stephen é mais adepto de um desenrolar mais demorado, seus contos são mais climáticos e surreais. 1408 conta a história de Mike, um escritor de livros de terror que não teme o sobrenatural e decide se arriscar no quarto de um hotel que dizem ser assombrado e todas as pessoas que se hospedaram lá, morreram. O conto é incrível, muito bem escrito e é perfeita a forma como Stephen King criou a atmosfera que contribui muito para o grande finale. É uma verdadeira montanha russa de emoções que vai deixar a sua noite de Halloween super eletrizante.

hplovecraftA cor que caiu do espaço (H. P. Lovecraft) – A cor que caiu do espaço foi o meu primeiro contato com Lovecraft e é um dos contos mais incríveis que já li em toda a minha vida. Nesse conto, vamos nos deparar com a história de um vilarejo a oeste de Arkham no qual um meteoro acaba caindo e destruindo a flora e a fauna do local levando os moradores ~ literalmente ~ a loucura. Lovecraft constrói a atmosfera de uma forma incrível e acredito que essa deve ser uma das suas maiores qualidades. Ele dá uma verdadeira aula de construção e clima de atmosfera no cenário. O conto é um horror cósmico e fiquei completamente envolvida com a leitura. E apesar de ter lido de dia, isso não me impediu nenhum pouco de sentir medo e ficar agoniada. Para quem busca um clima dark e muita ficção científica, o conto é um ótimo pedido.

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As cores do além (C. A. Saltoris) – C. A. Saltoris é uma das minhas autoras favoritas e tem o dom de escrever histórias macabras que mexem bastante com o nosso psicológico. As cores do além conta a história de Joshua Morris, um jovem cineasta com um futuro promissor e muita imaginação. No dia 31 de outubro, ele decide pernoitar na locação do seu próximo filme: um parque de diversões abandonado. Ao acordar, ele é surpreendido pela morte… e suas cores. A criação de elementos no conto é fantástico. A forma como Saltoris coloca ficção com realidade e cria metáforas através disso é feita com muita riqueza. Ainda por cima, a história se passa no dia das bruxas. Quer coisa melhor? Eletrizante e macabro, vocês não vão se decepcionar. É um conto perfeito para ler no dia das bruxas.

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O buquê (Lauren Miracle) – O conto faz parte do livro Formaturas Infernais com diversos autores e é uma adaptação e inspirado no conto A pata do macaco de W. W. Jacobs. O conto conta a história de Frankie, uma adolescente que as vésperas do baile de primavera da escola, quer descobrir se o seu amor pelo melhor amigo Will é recíproco. Ela decide consultar a Madame Zanzibar e encontra um buquê com flores murchas e é avisada que pode pedir 3 desejos. Mas precisa ter muito cuidado com eles. A garota faz o pedido e a forma como a história se desenrola é surreal. O conto é eletrizante, muito bem construído e tem um plot twist incrível. Acho que é um dos contos mais uou que já li em toda a minha vida. É uma super pedida no Halloween e aposto que vai tirar o sono de vocês no dia das bruxas.

E vocês, tem algum conto de terror para me indicar? Quais contos que não podem faltar no Halloween? Me contem nos comentários que quero descobrir!

Um feriadão trevoso!

Mil beijos,

Ju

A ficção vira realidade: lendas sobrenaturais {Mês Especial do Halloween} · A Loira do banheiro · A mulher de branco na estrada · Contos · Contos de Arrepio · Contos de Terror · Halloween · Jogo do Copo x tabuleiro Ouija · Lendas sobrenaturais · Mês Especial do Halloween · Paranormal · Teorias · Terror · [A ficção vira realidade]

A ficção vira realidade: lendas sobrenaturais {Mês Especial do Halloween}

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O Halloween está se aproximando e esse clima de época “sombria, dark e misteriosa” que é atrelada a data não é a toa. Acontece que o Dia das Bruxas se originou do Samhain, um festival que comemora a passagem do ano celta. É uma espécie de ano novo, no qual eles celebram o fim do ano velho e a chegada do novo. O Samhain marca o início do inverno e dizem que era uma época em que a alma dos mortos retornavam para suas casas para visitar os familiares, buscarem alimento e se aquecerem em frente a lareira. Acredita-se que com a mistura dos povos e o êxodo acabou originando – se o Halloween, que é a véspera do dia de todos os santos. Segundo supersticiosos, é nessa época que a roda do norte (do hemisfério norte) gira. A roda no hemisfério sul rodou no dia 1º de Maio, o que seria o equivalente para nós da data do Halloween.

E como não poderia deixar de ser, é claro que muitas lendas sobrenaturais são lembradas nessa data mágica. Desde que comecei a escrever, arquivei várias histórias.  Como todo mundo sabe, essas lendas costumam ser inspiradas em histórias e mitos dos folclores locais. Um costume muito praticado na civilização por diversas gerações. Desde que comecei a escrever as minhas histórias, tenho o hábito de fazer muitas pesquisas a respeito. É uma forma de inspirar e nos ajuda a encontrar a coerência para a história, obedecendo mitologias, datas e histórias locais. Já escrevi sobre uma aqui no site. É o caso da Bruxa de Monterrey que já foi ao ar por aqui e fez muito sucesso na época. Estou pensando em retornar com essa coluna e decidi começar hoje, relembrando com vocês algumas lendas e casos sobrenaturais que fazem parte do nosso imaginário e folclore. Não faço ideia se são verdadeiras ou não, mas estou passando para vocês tudo o que li e ouvi durante todo esse tempo. Deixando claro e advertindo TODAS as pessoas que vão ler esse post, para não repetir ou realizar essas brincadeiras. Sabemos que as pessoas são responsáveis por cada ação que praticam, mas lembre-se que não devemos brincar com o sobrenatural. Você não precisa acreditar, só é necessário respeitar. Vamos deixar as lendas sobrenaturais no terreno da ficção, onde é mais seguro e apropriado. Agora que fiz as devidas recomendações, vamos voltar ao post. Mas só leia se não tiver medo.

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tumblr_nd6p63SxEM1qkchnio1_500.jpgJogo do Copo x tabuleiro Ouija

Com toda certeza, muitos de vocês já devem ter ouvido falar da brincadeira do “jogo do copo”. Essa brincadeira era muito comum na época da escola. Eu nunca brinquei dessas coisas, porque meu pai sempre me alertou e me pedia para respeitar o sobrenatural. O jogo do copo também ganhou algumas ramificações e foi adaptado também para a “brincadeira do compasso”, mas todos descendem da mesma coisa: o tabuleiro ouija. Todas as pessoas que realizaram o jogo (tanto do copo quanto do compasso) colocaram respostas em papéis de modo que conseguissem arrancar as respostas dos espíritos, enquanto o tabuleiro ouija tem o seu próprio alfabeto, o que torna o processo mais assertivo. Todos esses jogos têm como objetivo conversar com espíritos, fazer perguntas a eles e só podem sair quando o espírito invocado permitir. O problema é que as pessoas que brincam costumam ter resultados assustadores. Tanto quem joga a brincadeira do copo, compasso ou ouija costuma dizer que os objetos se mexem sozinho, sob o comando de um fio ou alguém invisível. Para se ter uma ideia, o tabuleiro ouija é tão temido que li uma certa vez que ele é proibido nos EUA. Não conheço a veracidade dessa informação, mas se você pesquisar, vai descobrir que muitas pessoas temem esse jogo, o que é perfeitamente compreensível. Existem muito relatos de pessoas que tiveram problemas ao jogar o tabuleiro ouija. Há inclusive relatos de mortes após o jogo. Eu já ouvi relatos de pessoas (que pediram para não serem identificadas) que afirmam que o copo mexeu enquanto aguardavam a pergunta. Já li também muitas pessoas afirmando que a explicação para a brincadeira do copo nada mais é do que o poder da mente. O problema é que a nossa sociedade ainda não evoluiu para um x – men. Para o ser humano, qualquer explicação mesmo que incoerente é melhor do que uma resposta irracional, que foge a nossa vã filosofia. E vocês, acreditam que isso possa ser verdade?

 

A mulher de branco na estrada

tumblr_nnc105Dbfs1s5i5mlo1_1280Desde pequena, escuto a história da mulher de branco na estrada e sempre que viajava ou tinha que passar em alguma estrada, ficava morrendo de medo. Nas lendas e histórias que se escuta por aí, é muito comum ver caminhoneiros e motoristas relatando ter visto a tal aparição. Ela costuma aparecer em uma estrada deserta, a noite fazendo sinal para o motorista parar e pedindo uma carona. Já li várias versões dessa história e todas elas relatam que a tal mulher seria uma noiva – por isso o motivo dela estar usando um vestido branco – que teria sido assassinada no dia do seu casamento. Alguns dizem que a mulher teria sido assassinada antes do casamento e outros, durante a festa do seu casamento. O fato é que a mulher de branco assombra algumas estradas e muitas pessoas morrem de medo dessa lenda. Essa história é muito famosa e já teve um episódio de Supernatural inspirado nela. E é um do mais assustadores de toda a série, vai por mim. E um do melhores!

 

tumblr_mvjp9z739o1qa7lf2o3_250A Loira do banheiro

A história da loira do banheiro é muito famosa nas escolas, uma vez que dizem que o espírito faz aparições por lá. A lenda diz que a loira seria na verdade uma aluna (loira) que se apaixonou/ se envolveu com um professor, mas por ele ser casado, acabou terminando com ela. Dizem que a tal da aluna surtou e acabou se suicidando no banheiro do colégio, desde então seu espírito está preso e ela vem assombrando o banheiros das escolas como forma de praticar vingança, principalmente com os alunos que costumam ficar invocando – a. Dizem que se alguém chamar “loira do banheiro” três vezes na frente do espelho ou dando descarga na privada, a loira aparece. Quando estudava, vários alunos brincavam disso. Tem gente que jura que viu. Se é verdade ou não, vai de cada um acreditar.

 

Todas essas lendas passaram por várias modificações no decorrer do tempo. Você com certeza já deve ter ouvido falar de alguma dessas, mas com algum detalhe ou informação diferente e isso é normal, pois é isso que acontece com lendas e mitos que vão mudando com os anos e os lugares que vão sendo narradas. O que todas têm em comum são a presença do sobrenatural. Existem muito mais informações sobre elas, mas achei melhor dar uma resumida para o post não ficar tão longo. Usei também gifs mais engraçados, porque as lendas em si já são super macabras. E vocês, já ouviram falar dessas lendas? Tem medo de alguma delas? Tem alguma história para me contar? Aproveitem que estamos no Halloween e que a coluna A ficção vira realidade está de volta e se quiserem, me enviem o relato de vocês em anonimato que posto aqui.

Uma incrível semana assombrada!

Beijos,

Ju.

 

Amazon · Ben Oliveira · Escrita maldita · Escrita maldita (Ben Oliveira) {Mês Especial do Halloween} · Literatura Nacional · Livros · Mês Especial do Halloween · Terror · Terror Psicológico

Escrita maldita (Ben Oliveira) {Mês Especial do Halloween}

benEscrita Maldita, escrito por Ben Oliveira é um livro de terror psicológico que conta a história de Daniel Luckman, um jovem escritor que recebe um prêmio pelo seu primeiro livro que se tornou best – seller e é responsável por uma reviravolta e mudança de vida.

Logo de cara ficamos sabendo que Daniel é o típico clichê de escritor: trabalhador, workaholic e sonhador. Ao lado da namorada Marisa, ele batalhava pelo sucesso até que esse grande dia chegou. Esse prêmio abre muitas portas, como escrever um livro junto com Laurence Loud, um dos seus escritores favoritos e grande inspiração para as suas obras. Com todas essas transformações, Daniel muda de vida, se muda para uma casa grande de campo e se casa com Marisa. Ele e Marisa são um casal apaixonado e é muito bonito a forma como os dois trabalham isso. Apesar de jovens, ambos são dedicados um ao outro e ao grande sonho de Daniel. A mulher acaba abrindo mão de muita coisa por conta do marido, mas o que achei mais interessante é que em nenhum momento isso diminui a importância da personagem na trama, muito pelo contrário. Como o próprio Daniel diz, Marisa é a responsável por lhe trazer de volta a realidade. Ela é a representação com o mundo real. Além disso, a personagem é uma das primeiras a notar coisas estranhas que começam a acontecer por ali.

Acontece que Daniel e Laurence decidem escrever um livro onde ambos são personagens, um thriller psicológico que conforme vai passando o tempo, Daniel nota que as linhas que separam ficção e realidade podem não existir. Quando eles decidem escrever juntos, Laurence é convidado para passar um tempo com os dois e assim que o personagem coloca os pés na casa, fui invadida pela sensação de alerta vermelho. Não sei se era pela empolgação do personagem, mas isso passa despercebido por Daniel, mas não para nós leitores e para Marisa. A forma como o autor insere isso na trama, a atmosfera que ele cria, repleta de mistério e muitas simbologias, através de sonhos e sinais deixa claro que a vida de Daniel não vai ser a mesma. Ou melhor, que existe um grande peso após o sucesso do seu primeiro livro. Seria o preço pelo sucesso ou pelo dom, que na verdade pode ser uma maldição?

Escrita Maldita entrou para a lista de livros mais incríveis que já li. Terminei o livro chocada e ao mesmo tempo arrebatada com o final destruidor! É de tirar o fôlego, mas vamos por partes. Uma das coisas mais fantásticas da história é a forma como Ben consegue brincar com o real x imaginário, os limites que existem entre eles e a metáfora com a escrita que nós – escritores e leitores – acabamos nos identificando. A escrita é fluída, muito gostosa do tipo que a gente quer devorar tudo de uma vez. Lembro de parar algumas vezes, porque não queria que o livro terminasse logo. Outro ponto positivo é a ambientação muito bem construída: o livro possui um tom muito soturno, sombrio que faz o leitor mergulhar na trama e se sentir como um narrador onipresente, como se estivesse preso a trama e é o clima ideal para um livro de terror. Os personagens são muito bem desenvolvidos. Eu me identifiquei e simpatizei com Daniel e Marisa, um casal que está no início da vida a dois, na luta por uma vida melhor sem abandonar seus ideais sonhadores. Mas sem dúvidas, nada supera os plot twists dessa história que são puro desgraçamento da cabeça!!! Foi surpreendente e ao mesmo tempo, muito incrível! Escrita Maldita abre margens para várias teorias que ficaram na minha mente durante um bom tempo após a leitura. O final é arrebatador e catártico.

O livro também possui uma mensagem muito forte sobre perseverar com seus sonhos e não desistir deles. Durante o livro, torcemos para que os dois consigam realizar seus objetivos e tentamos protegê-los, mesmo sabendo que a ficção tem vida própria e segue seu próprio caminho. Indico muito escrita maldita, principalmente para os fãs de terror / thriller psicológico e já estou ansiosa para ler próximos livros do autor que é sem dúvidas, um destaque no cenário do terror. Escrita Maldita é a pedida ideal para a galera que busca uma leitura mais macabra e sinistra nesse Halloween. Tem terror, mistério e muito sobrenatural em um clima pra lá de soturno. Tenho certeza de que vão lembrar dele na hora de dormir hehe. Cinco estrelas e super favoritado.

Você pode encontrar o livro disponível em eBook na amazon e para mais informações sobre o livro e o autor, entre em contato com ele através do site. Ben possui várias publicações, algumas dela disponíveis no wattpad que valem a sua leitura. Boa leitura e feliz Halloween 🎃

 

Bate papo · Brasil · Terror

Sim, eu escrevo Terror no Brasil

Olá seres que habitam esse universo (e todos os outros que vagam por aí)! Espero que esteja tudo bem aí do outro lado, por aqui está tudo bem.

Já faz um tempinho desde o último post nesse site – como é típico da minha parte – mas como já sabem essas coisas acontecem. Coincidentemente sentia muita saudade de postar aqui e além disso, fui surpreendida com os gráficos de visitas do blog. Não ocorre atualização desde Junho, mas isso não impediu que o site continuasse sendo visitado – muito bem – diga-se de passagem. Isso me animou bastante e me deixou muito surpresa. Que notícia incrível para receber! Yaaaaaay, passamos das 19 mil visitas! (Sim, vai ter post especial sobre isso) Muitas coisas aconteceram enquanto estive longe e uma delas foi uma fase bem chata, que me encontrei desanimada e desacreditada com o meu trabalho. Eu poderia não falar sobre isso, fingir que essa crise não aconteceu, mas não acho certo, nem justo com vocês. E foi assim que surgiu a ideia do post de hoje, em um clima mais intimista, ao mesmo tempo trocando umas ideias que já queria faz muito tempo com vocês.

Caso você tenha caído aqui de paraquedas, sou autora de Maratona Do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio. Meu livro foi publicado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2015. Sim, faz 2 anos que meu livro foi publicado. Mas precisamente no dia 6 de Setembro e a data passou em branco, porque a Bienal estava rolando e achei mais justo comemorar depois que a Bienal passasse e em Outubro, já que é um mês que tem tudo a ver com o meu livro.

Bem, são dois anos oficialmente como escritora de terror. 2 anos de experiência, na pele e lutando para divulgar o meu livro. E se você pensa que é fácil… Não, não é. Na realidade acho que é o dobro da dificuldade que um escritor nacional enfrenta. Pelo simples fato de que escrever terror no Brasil é MUITO, mas MUITO difícil. Por quê? É o que vamos debater nas próximas linhas.

O dia mais incrível da minha vida: o dia em que lancei meu 1º livro *O*

Estamos no ano de 2017 e não é segredo para ninguém que a literatura – apesar de ter evoluído muito nos últimos anos, principalmente por conta das adaptações cinematográficas e lançamentos de livros de youtubers – anda mal das pernas no Brasil. O país está passando por uma crise (que crise?) e sempre que isso acontece, quais são os primeiros setores a sofrer com a queda? Sim, a cultura e a educação. Além disso, vamos concordar que o Brasil não é muito reconhecido por conta da sua literatura de horror. Apesar de termos André Vianco e Zé do Caixão como grandes exemplos em nossa literatura, o cenário literário do país é mais reconhecido pelos romances, sejam comédias ou dramas. Se vocês forem pesquisar a lista dos livros mais vendidos, vão encontrar esses títulos por lá. E ok, tá tudo bem. Eu consumo esse tipo de conteúdo, mas a questão é que o terror também existe e vive. Como lidar com isso? Como trabalhar com isso em um país no qual grande parte da população ainda não lê e quando lê, se dedica ao romance e é cheio de dedos com a contracultura? E ah, tem mais um ponto importante que eu ~ acho ~ que complica bastante a vida de quem trabalha com contracultura no país, o Brasil é um país predominante religioso e por conta disso, a arte mais sombria no país é vista com MUITO preconceito. Posso falar isso com propriedade pois: 1) trabalho com isso, 2) algumas pessoas da minha família que são religiosas nem se deram ao trabalho de ler o meu livro, por puro e simples preconceito.

Meu livro é direcionado para o público infantojuvenil e confesso que encontro muita resistência por parte dos pais e das escolas. Só de falar de que meu livro é de terror, elas se protegem com 7 pedras, alho e crucifixo. Encontrei muitos pais que apoiaram seus filhos e compraram o livro, mas também encontrei aqueles que não deram apoio. Foi muito decepcionante. É meio surreal que em plen0 2017, a gente ainda encontre esse tipo de resistência. Se eu ganhasse um real por cada pessoa que me olha como se eu escrevesse sobre exorcismos e rituais com demônios, eu estaria ryca em Paris. E mesmo se eu escrevesse, não teria problema nenhum. Esse é o meu trabalho. Olha aí Stephen King fazendo bonito!

Desde que lancei o livro, optei por eu mesma cuidar da minha carreira e confesso que essa atitude me deu mais confiança e segurança. Sou microempresária, gosto de ter controle de tudo. É claro que infelizmente isso pode ser desgastante e quando as crises chegam, tudo desmorona.

Ser autor nacional já é bem difícil, porque além de escritor, você é vendedor, faz o marketing, propaganda, etc. Mesmo que você consiga uma editora grande, você vai ter que trabalhar na divulgação (claro que de forma menos pesada, mas ainda assim vai ter). Quando se é autor de terror, a coisa se complica ainda mais. Não basta tentar encontrar e se conectar com o seu público alvo nas redes sociais, você também tem que pesquisar onde o seu livro pode ser aceito (como eventos, blogs, lojas, etc) porque nem todo mundo curte terror, mesmo que ele seja infantojuvenil. Porque pode acontecer de você participar de um evento que vão estar falando de romance e o público não se conectar com o que você vai falar, etc.

Eu conheço muitos blogueiros por causa do Novos Escritores e a quantidade que lê terror é baixíssima. Não estou querendo de forma alguma desmotivar alguém, mas acho que estava na hora da gente tocar nesse assunto. O nosso país já é um lugar que infelizmente não apoia a cultura, muito menos quando ela não se configura na categoria popular.

Não penso de forma alguma desistir ou deixar de escrever terror. Aqui estou eu, livre, forte e me preparando para o mês especial de Halloween (que sim, vai ter esse ano), mas ciente de que ainda existem muitas barreiras e preconceitos que tenho que vencer. Há dias mais tranquilos, mas também aqueles dias devastadores que eu me pergunto porquê escrevo, passo noites em claro pensando em fazer alguma coisa que me ajude a pagar as minhas contas e não tire o meu sono.

Tem uma outra questão que queria muito abordar aqui, que tem me incomodado bastante nos últimos anos. É a questão da literatura de horror ser lembrada apenas no Dia das Bruxas. Eu amo/ sou Halloween. É a minha segunda data preferida do ano – depois do meu aniversário – é claro rs. Adoro ver meus leitores me mencionando e lembrando de Maratona Do Terror nessa época, mas é MUITO complicado ser lembrado APENAS nessa época. O terror vive e existe nos 365 dias do ano. É possível sim ler, fazer vídeos sobre livros de terror, sobrenatural, ficção científica, fantasia e mistério no Carnaval, no Natal, dia dos namorados, dia dos avós e nas férias. Isso ajuda muito quem produz esse tipo de conteúdo. Nossas obras são lembradas, vendemos e nossos nomes circulam por aí. Que é o que todo autor nacional mais quer. É como costuma dizer a minha avó: quem não é visto, não é lembrado.

No meio desse ano, pedi indicações de autores nacionais de terror nas minhas redes sociais. Recebi muitos comentários, muitas dicas e separei em uma lista. Pretendo fazer alguma coisa sobre isso algum dia. Criar uma lista aqui no site, quem sabe um projeto de leitura, mas isso demanda bastante tempo. E vocês sabem, infelizmente quando a gente não vive só disso (no caso eu), não tem como dar prioridade. Por enquanto estou tentando levar e ter compromisso aqui no site como leitora, por mais que seja meu site de autora. É o jeito que tenho de alimentar e contribuir com as coisas que mais gosto e não tem tanto espaço no cotidiano. Falando nisso, recentemente criei um perfil no wattpad para divulgar os meus escritos. Tem sido uma experiência incrível, apesar da minha resistência com o site e achar ele BEEEEEEM bugado (palavras de quem já administrou uma rede social de livros e tem experiência ;)). Deixei uma prévia de Maratona Do Terror, criei 505 (uma pasta para divulgar textos aleatórios como contos, crônicas e poemas) e minhas fanfics. Comecei super animada, mas já aceitei e deixei claro que vou postar quando puder. Infelizmente ainda não vivo só disso, trabalho com outras coisas e quando essas coisas que me dão dinheiro me dão tempo, é que eu me dedico aos livros. Infelizmente vai ser assim enquanto a escrita não for o meu ofício integral. Fazer o que é, né?

A questão é que queria muito dividir com vocês algumas coisas e pontos que andam flutuando na minha mente sobre ser escritora de terror nesse país de meu Deus. Eu queria mostrar que sim, escrevo terror no Brasil. E sim, eu existo e insisto! Muitos pontos ficaram de fora, porque não cabiam aqui e o texto ficaria bem longo. Porém pretendo abordar e debater no futuro.

Mas agora quero saber de vocês autores e leitores de terror, como é a vida de vocês? Contem como é rotina de vocês. Dificuldades, histórias, feitos e coisas legais que já aconteceram. Prometo que volto em breve e com mais informações sobre o mês das Bruxas que está quase batendo na porta.

Bons sustos :*

Beijos,

Ju

99 fear street · A hora do arrepio · Clube do terror · Contos de Terror · Episódio piloto raro da série Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street) por R. L. Stine · Fantasmas da rua do medo · Fear Street · Fox Kids · Ghosts of Fear Street · Goosebumps Horrorland · Goosebumps series 2000 · Midnight Society · Rua do Medo · Sobrenatural · The Nightmare Room · TV · [ The Haunting Hour] · [Anos 90] · [Fantasmas à solta] · [Filmes] · [Goosebumps] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Séries] · [Terror]

Episódio piloto raro da série Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street) por R. L. Stine

Fantasmas da Rua do Medo é uma série de livros do meu escritor favorito R. L. Stine. Caso alguém aí não saiba, Stine é autor de várias séries de livros que foram sucesso nos anos 90 e foram adaptadas para TV e recentemente no cinema. Ele escreveu Goosebumps, Goosebumps Horrorland, Goosebumps series 2000, Fantasmas à solta, A hora do Arrepio e Rua do Medo. E é essa última série que originou o spin off “Fantasmas da Rua do Medo”. De todos as séries, esse é ainda a única que não li .Ainda. Fantasmas da Rua Do Medo segue o caminho da Rua do Medo, que se passa em Shadyside. Diferente da Rua do Medo, que se concentra em uma trama sombria com espaço para suspense, enigmas e mistérios, notei em minhas pesquisas que Fantasmas é uma série mais fadada a eventos sobrenaturais e para um público mais teen. Se você já leu algum livro da Rua do medo, sabe que é uma trama mais young adult. Tanto que também inspirou outro spin off “99 Fear Street” que R. L. Stine assina, mas não escreveu. Parece que ele só escreveu um volume, que é o primeiro. Porém é tudo creditado a ele, porque o universo é dele. É uma série mais adulta e apesar de não ter curtido o fato de não ter escrito por Stine, ainda assim pretendo ler. Eu tenho muita vontade, pois foi super recomendado.

Como sou muito curiosa com as obras do Stine, pesquisando na internet achei esse episódio piloto e raro de Fantasmas da Rua do Medo (Ghosts of Fear Street). Acredito que quase ninguém conheça e nem tenha passado na TV. Episódios pilotos geralmente são gravados e só depois de serem aceitos pelos produtores e pelo público (convidado a assistir) é liberado para o grande público. Não sei se foi por causa do público ou patrocínio, mas o projeto não foi para frente. Ainda assim, fiquei feliz porque se tinham interesse em adaptar a série spin off da Rua do Medo, seria bem possível adaptar a série mãe para a TV não é mesmo?

E eis que em Fevereiro, sir R. L. Stine me posta essa foto no facebook. OMG! Seria possível então a Rua do medo ser adaptada para a TV ou filme? Muitos mistérios, mas tenho fé de que esse ano teremos novidades. E espero que as melhores possíveis. R. L. Stine é um autor muito criativo, têm muitos livros e com uma linguagem ótima para roteiro. Nos resta torcer! Sobre o episódio piloto, curti muito. Achei que tem bem a cara da série e em alguns momentos me lembrou Goosebumps por conta da inserção dos elementos trash. Só que ainda assim, tem alguma coisa ali de diferente que caracteriza a série com personalidade própria.

E aí, curtiram? Espero que sim! Não se esqueçam de deixar um comentário e nos vemos no próximo post.

Beijos,

Ju

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Louras Zumbis (Brian James)

Atenção, essa resenha possui spoilers. Se não leu, volta depois. Se já leu ou quer saber mesmo assim, leia por sua conta e risco. 

Já fazia muito tempo que queria ler Louras Zumbis. Vários booktubers e blogueiros que sigo e possuem um gosto literário parecido com o meu, tinham falado tanto que coloquei na cabeça que tinha que ler de qualquer jeito por dois motivos: 1) zumbis e 2) cidades pequenas. Depois de ver a resenha do Rubens do Ler Vicia, tive certeza e comprei por 10 golpinhos na amazon.

Louras Zumbis narra a história de Hannah Sanders, aluna do 2º ano que vive mudando de cidade, por conta da vida financeira do pai que os impedem de se fixarem e criarem laços nos lugares. A história se inicia quando os dois se mudam para Maplecrest, uma cidadezinha pequena que nunca ouviram falar.  Ao chegar na cidade, Hannah se depara com um local repleto de pessoas muito bonitas e várias casas com placas de “vende-se”. A garota observa em seu primeiro dia de aula que as populares são louras, lindas, bem sucedidas e todas têm um nome que começa com a letra m: Morgan, Meredith, Miranda e etc. Elas são líderes de torcida e chamadas de “Esquadrão da morte” como Lukas, seu único amigo da escola conta. E o garoto alerta para que ela tome cuidado, pois são muito perigosas. Com o passar do tempo, o amigo conta que as líderes de torcida são zumbis. A personagem é claro ignora os avisos do amigo e isso dá início a uma reviravolta na trama.

Em diversos momentos, Louras Zumbis me lembrou a série de livros Goosebumps, mas precisamente Bem – vindo à casa dos mortos. Os dois se passam em uma cidade pequena e estranha e tem esse clima meio apocalíptico, cheio de suspenso. São cenários muito weird e falam sobre zumbis. Uma das coisas que mais gostei do livro foi a forma como Brian conduziu e desenvolveu a história. Ele deu espaço para a criação da atmosfera que foi muito importante para a ambientação de Louras Zumbis por conta desse cenário esquisito e o desenvolvimento dos personagens, o que fez com que me envolvesse com os personagens, o que foi ótimo e me fez duvidar várias vezes da identidade das meninas zumbis. Eu queria chacoalhar Hannah e abraçar Lukas. Em vários momentos pensei que ela não merecia a amizade dele, pois caramba, que personagem teimosa. Daí lembrei que Hannah é adolescente e o que esperar nessa idade, se não apenas a preocupação com o seu próprio mundo né? #normal. Isso sem contar o romance com o Greg, que foi total perda de tempo e foi a única coisa que não gostei na história. Outro ponto que vale a pena ressaltar e foi um dos pontos mais altos da trama, foi o final destruidor que me deixou dividida. Que plot twist foi aquele??? Metade de mim odiou e a outra metade amou. Odiei ver o Lukas morrer, pois me apaguei a ele. Lukas era o personagem consciência, o único que prestava naquele lugar e me senti idiota por não ter notado o final desde o inicio. Era claro que ele morreria, só eu que não quis ver. Ao mesmo tempo, achei incrível a jogada que o autor fez ao colocar um final destruidor e abrindo gancho para continuações e infinitas possibilidades.

Brian James fugiu do lugar comum e fez isso de forma impecável. É claro que notei as sacadas e tiradas que ele fez, como adaptar o “apocalipse zumbi” em uma cidade pequena e fantasma. Maplecrest é a própria alegoria e metáfora de tramas de zumbis, assim como a cidade de Darkfalls de “Bem – vindo à casa dos mortos” do R. L. Stine que também criou o apocalipse zumbi em uma cidade pequena e estranha. Essas cidades representam o vazio após os ataques, o que resta depois de toda a guerra. Esse foi um dos pontos que me faz amar Louras Zumbis que possui uma narrativa eletrizante. Entrou para a lista dos meus livros favoritos e me tirou de um bloqueio literário e criativo de semanas. Leiam esse livro e não se esqueçam de comentar. Quero saber o que acharam 🙂

Beijos,

Ju

172 horas na lua · 172 horas na lua e muitas teorias com spoilers · Editora Novo Conceito · Ficção Científica · Johan Harstad · Resenhas · Sobrenatural · Teorias · Terror Psicológico · [Livros] · [Terror]

172 horas na lua e muitas teorias com spoilers

O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.

Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 – um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.
Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviado mais ninguém à Lua.
Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer…
Prepara-se para a contagem regressiva.

       Olá pessoas, tudo bem com vocês? É, eu sei que mais uma vez tomei chá de sumiço, mas dessa vez foi por um bom motivo. Estou me formando na faculdade e nos últimos meses fiquei envolvida demais com o meu tcc. Por causa disso, fiquei mais de 4 meses sem ler, nem escrever. Assim que terminei de escrever a monografia, tentei ler alguma coisa, mas não rolou. Acho que foram meses tão cansativos e de leituras tão puxadas que precisava me desintoxicar, fazer outras coisas e foi isso que eu fiz. Um dia, navegando no twitter tive a ideia de ler 172 horas na lua. Eu já tinha ouvido algumas @ que sigo por lá falando muito bem e a Barbara Herdy, minha amiga e autora de Apenas Respire, um conto quase de fadas, decidiu ler junto comigo, como em uma espécie de clube do livro. Não poderia ter sido uma ideia melhor!

      Primeiramente devo dizer que fazia muito tempo que não lia um livro tão bom quanto esse. E que poder ler um livro com essa magnitude, depois de tanto tempo parada, me ajudou demais. Também devo avisar a vocês que esse texto vai ser longo e que não é um daqueles que se trata de resenha da história, mas sim um texto cheio de teorias e com MUITOS spoilers. Então se você ainda não leu, volte depois que ler o livro e aproveite para comentar o que achou. Vamos lá?

       172 horas na lua foi escrito por Johan Harstad e publicado pela Editora Novo Conceito. O livro narra a história de três adolescentes que a NASA decide sortear em 2018 para embarcar em uma missão. Acontece que a NASA está passando por problemas financeiros e a escolha de 3 adolescentes seria ótimo para publicidade por unir diferentes gerações e patrocínio para a viagem. É óbvio que a notícia repercute entre a população que fica eufórica com a possibilidade de viajarem para a lua, mas logo de cara ficamos sabendo que apenas Mia, Midori e Antoine conseguem ser “os escolhidos”. Os três são de lugares diferentes – a primeira é Norueguesa, a segunda japonesa e o terceiro francês. E eles também são motivados por ideais diferentes. Mia por exemplo é a única que não curtiu a ideia. Ela foi inscrita pelos pais e só aceitou a ideia depois de muito custo por conta das amigas insistirem que seria ótimo para a sua banda de rock. Já Midori se inscreveu porque queria fugir do país opressor em que vivia e ter um futuro livre. Enquanto Antoine queria se afastar para esquecer sua ex – namorada Simone que o trocou por outro.

Relacionamentos deveriam vir estampados com a data de validade para que as pessoas pelo menos tivessem chance de cair fora antes que a coisa ficasse totalmente rançosa.

     Com o passar do tempo, os adolescentes são contagiados pela ideia de viajarem para a lua e ao lado dos outros astronautas, passam por uma série de testes e treinamentos que duram cerca de três meses antes da viagem. Uma coisa que senti falta foi do desenvolvimento dos personagens e do treinamento para os leitores. Só é narrado para quem lê que isso ocorreu, mas não vemos a amizade dos três se desenvolvendo, nem parte do treinamento. Só que antes de embarcarem, uma série de coisas estranhas acontecem como uma espécie de sinal para avisar aos adolescentes a não partirem. E diga-se de passagem que essas partes são bem sinistras. Os sinais são assustadores e deixa os competidores estremecidos e com medo. Mas os três embarcam mesmo assim, ignorando os sinais e de início ocorre tudo bem, apesar da ansiedade pelo acontecimento. A equipe vai passar 172 horas na lua (que dá uma semana e algumas horas, me desculpa sou de humanas) e nesse tempo, vão ficar na base DARLAH 2 no mar da tranquilidade na lua, no mesmo lugar que Neil Armstrong pisou. Tudo está se encaminhando bem até quando uma série de acontecimentos trágicos começa a se desenrolar. Nas primeiras 144 páginas pouca coisa acontece e o leitor tem a sensação de que a história demora a acontecer. Devo confessar que achei o romance entre Mia e Antoine desnecessário. Eles até são fofos juntos, só que o romance não cabe na história. Tanto que ele nem se desenrola. Ao mesmo tempo que dá pra compreender, já que o autor possivelmente fez isso para aproximar o leitor. Só que assim que pisam na base DARLAH 2, o livro começa a se desenvolver e a gente tem a sensação de que entramos em uma montanha russa com tanto plot twist.

Eu e a Barbara depois de terminar de ler o livro

       A escrita do autor é fluída e atraente. Eu fiquei lendo sem parar, pois não conseguia dar uma pausa. Talvez ele pudesse desenvolver mais algumas partes do livro – como mencionei anteriormente – mas o plot twits e o final compensam, pois 172 horas na lua – desculpem o palavreado – é um puta livro. O final é estarrecedor e chocante. Eu previ como o final seria, mas não imaginava que o autor tivesse coragem de ousar tanto. Na hora em que terminei de ler, me vi dividida por muitos sentimentos. Primeiro fiquei muito irritada porque não queria que tivesse terminado daquele jeito. Não basta todas aquelas mortes, todo o desespero, ainda tem que morrer mais uma? Eu jurava que Mia seria a única sobrevivente, até mesmo por conta de uma frase que Midori diz a ela fazendo uma referência a Robinson Crusoe: “- Imagina se você fosse a única a sobreviver e a voltar para a casa?” A frase pode soar meio solta, mas quem escreve sabe que talvez ela não tenha sido colocado ali a toa, mas fiquei triste ao ver que me enganei. Mas depois que se passaram alguns dias, cheguei a conclusão de que mesmo não gostando do final, o livro além de ser maravilhoso, faz muito sentido. Talvez se a Mia verdadeira realmente tivesse sobrevivido não teria tanta graça assim e o livro não teria o mesmo impacto. Uma parte de mim perdoa o autor.

         Assim que terminei de ler, fui comentar com a Barbara e chegamos a várias conclusões. Então todos os comentários e teorias que vão ler aqui são pensamentos e ideias que tivemos a respeito da história. De primeira vale a pena destacar que logo no prólogo, quando pessoas do alto escalão se reúnem para discutir sobre retomar as missões para a lua, eles estavam cientes de que a última viagem tinha tido problemas que o público desconhecia. E eles também dão a entender que estavam cientes de que havia alguma coisa na lua muito perigosa, eles sabiam que pessoas correriam riscos e ainda assim, permanecem com a ideia de levarem adolescentes. Eles não descartam a missão e nem a ideia. Vale também destacar que quem tem a ideia é o Dr. XXXXXX e que em nenhum momento conhecemos a sua identidade. Não falam o nome dele e o leitor não faz ideia de quem ele é. Ficamos totalmente no escuro. O anonimato a respeito do seu nome talvez não tenha sido em vão. Só que fica a dúvida: quem é ele? ele é um doutor mesmo? Lembrando que tanto um médico quanto uma pessoa pós graduada podem ter o título de “Doutor”. O que seria a ele? Fica evidente o quanto ele está animado para a missão, mesmo sabendo que pessoas podem morrer por causa disso e em nenhum momento demonstra estar preocupado com isso. Seria ele então uma cópia que sobreviveu da outra missão e ficou na terra? Ou seria alguém importante, tipo o presidente dos Estados Unidos? Isso não ficou claro e um ponto aberto que o autor deixou.

O tempo era uma lesma grudenta e poderosa. 

Outro detalhe que não entendi foi a respeito do final. Eu li duas vezes e em nenhum momento vi algum indício de que a Mia doppelganger teria vindo para a terra. Só quando ela chega a terra e começa a agir estranhamente é que fica claro de que não se trata da verdadeira Mia. Também não entendi porque a Mia doppelganger assassinou o morador de rua, com quem ela esbarra antes de viajar no início do livro. Seria apenas um recurso narrativo do autor para mostrar ao leitor de que não se tratava da mesma pessoa ou então a Mia cópia teria as mesmas lembranças da original? Ainda assim não sustenta a morte. Também não entendi porque surgem tantas Mias no final – que o funcionário do hotel vê passando – se apenas uma Mia chegou a terra. Então ao doppelganger se multiplicaria? Outra explicação possível seria de que as pessoas atacadas, acabariam virando doppelganger. Outra questão que ficou mal explicada é que logo depois do final do livro, eles relatam que em missão para a lua de 2081, eles encontram o corpo de uma garota de 16 anos com uma carta ao lado de um homem que era o Coleman. A princípio acreditei que se tratava da Midori, pois ela foi pega pelo doppelganger ainda dentro da base DARLAH 2, mas na verdade é a Mia. Aí fica a dúvida no ar: a Mia que correu até a DARLAH 1 com a Midori cópia era um doppelganger? Então quem era a outra Mia que lutou com ela na hora de entrar na cápsula? Outra Mia doppelganger ou a verdadeira? Não faz muito sentido ser a verdadeira, porque ela não tinha mais oxigênio, como Mia conseguiu retornar para a DARLAH 2 e ainda escrever uma carta? Ou a carta seria a do irmão que foi esquecida com ela?  Também não faz sentido porque a carta ficou na Flórida onde ela treinou por 3 meses e acabou esquecendo dentro de um armário. Outro ponto que também não bate é que logo no final enquanto Coleman conversa com Mia e Midori, ele diz que se os doppelganger forem para a terra seria o fim do mundo. E no próprio livro descreve as Mias cópias atacando e matando todo mundo. Como teria sobrado alguém pra viajar em 2081 para a lua?

      Também não vi sentido na escolha de adolescentes para viajarem para a lua. Sim, eu sei que em vários momentos eles se comportaram de forma muito mais madura que os adultos. Tanto é que várias vezes me esqueci que tinham cerca de 16 – 17 anos. Sei que a escolha pode ter sido para criar público alvo para o livro, mas em questão de coerência com a história achei nada a ver. No final das contas, por mais que Mia e Midori foram as últimas a morrer, elas não adicionaram nada a missão. E eu fiquei sentida por isso, queria que eles tivessem mais espaço e conhecimento. Seria interessante ver aqueles adolescentes esfregando na cara dos adultos várias coisas. Outro ponto importante abordar e que não compreendi muito bem foi o velhinho, sr.  Oleg Himmelfarb. Ele era um dos sobreviventes/ espectadores da última missão e um dos poucos que sabia sobre o perigo que havia na lua, mas não sabemos se a memória dele tinha sido alterada e por isso ele pode ter sido considerado um inválido ou se estava mesmo doente, mas ainda lúcido com alguns lapsos de memória. É intrigante a forma como as memórias dele são despertadas e fica a dúvida no ar sobre o que realmente aconteceu com ele.

        Agora algumas questões que não ficaram claras e que adoraria que me explicassem: como o Antoine teve a visão do “QU”? Quem era a pessoa no banheiro com a Midori falando da J5? Quem foi que escreveu o 6E no casaco do morador de rua? Para isso não tem resposta e a gente fica na dúvida se foi algo sobrenatural, como os espíritos das pessoas nas outras missões querendo avisar ou algum tipo de sexto sentido externado. Fica confuso, pois foi como a Bárbara comentou. No caso de Antoine, ele leu e estudou sobre tudo que aconteceu, mas ele não menciona nenhum acidente. Eu acreditava que seria por conta do acidente de “Apollo 13” no qual uma parte onde tinha oxigênio explodiu e eles explicam no final do livro.

         Quando terminei de ler, fiquei confusa sobre qual seria o objetivo da viagem. Em nenhum momento fica claro qual era o principal motivo da missão. Eles dão a entender que seria para procurar tântalo setenta e três, mas a ideia e motivação do Dr. XXXXXX parecem outras (seria a intenção de povoar a terra de cópias?). No final, já estava achando que eles estavam ali para destruir a lua, mas ainda assim é uma ideia remota, uma vez que a missão é quase um reality show com o mundo inteiro voltado com os olhos para lá. Achei muito interesse o autor incluir lendas japonesas na trama. Tenho muito interesse em ler mais sobre isso, apesar de conhecer um pouco e saber que elas são sinistras. O Japão não brinca em serviço quando se trata de terror e a adição das lendas trouxe um charme a mais para a história. A inclusão do “doppelganger” também combinou com o enredo e achei que foi uma grande sacada do autor. Fiquei mais chocada ainda ao descobrir que existem vários relatos na internet sobre isso e em alguns casos bem reais. Aliás, descobri que vários detalhes do livro são reais e eu acho que nunca mais vou conseguir dormir de luz apagada?

Como assim algumas coisas de 172 horas na lua são reais?

          Uma das partes mais sinistras para mim é quando quase no final do livro, Coleman narra para Mia e Midori uma conversa que teve com o seu amigo pastor. Ele fala para Coleman que a lua poderia ser o inferno e é nesse momento em que toda a história faz sentido e isso me deixou literalmente no chão e com muitas vibes sobrenaturais. Um detalhe interessante é a crítica que o autor faz de certa forma velada aos EUA por conta da necessidade da NASA esconder dos soviéticos a existência de DARLAH 1 e 2. É aquela velha história de se preocupar com o próprio umbigo e pouco se importar com as reais consequências ao redor. Um ponto negativo e que vale a pena destacar é que achei um tanto incoerente o fato dos pais não fazerem perguntas para os funcionários da NASA que parecem desviar das delas. Os filhos embarcam e é notório que os pais sabem muito pouco da missão. Como a Jella em prosa diz em seu vídeo sobre o livro: “- Os personagens parecem fazer as perguntas erradas.”

          Apesar de todas essas questões e muitas ressalvas, o livro é muito bem escrito e possui momento eletrizantes que poderiam facilmente ser adaptado para o cinema. O livro possui uma linguagem bem trabalhada para roteiro, já que é um enredo muito visual. A edição é linda, o livro possui várias gravuras e ilustrações com mapas e indicações de situações que se passam na história. Até o presente momento, 172 horas na lua é um stand alone (livro solo) e a princípio não terá uma continuação, mas seria muito bom se o autor criasse um livro spin off explicando os vários pontos em aberto e o que aconteceu depois das cópias terem ido para a terra. Não tem necessidade de um livro dois, mas sim um complemento para essas brechas.

          Acho que depois de todas essas teorias e comentários, não há dúvidas para ler 172 horas na lua. É uma trama completa de suspense, terror e ficção cientifica. Já estou caçando outros livros do autor para ler e eu super indico para a galera que curte esse gênero e tramas como Doctor Who, Perdido em Marte, Star Trek e Interestelar. Cinco estrelas e favoritado.

           Para quem ainda não viu, participei da seção “Livros de Cabeceira” da Revista Geração Bookaholic e listei meus cinco livros favoritos da vida. Corre lá para descobrir quais são. E em Janeiro tive a oportunidade de participar de um bate papo com a Escritora Roxane Norris e Katy Navarro no programa Conversa com o Autor da rádio MEC AM sobre livros, escrita, Maratona Do Terror e romance. Para ouvir é só acessar o site.

A hora do arrepio · Contos de Terror · Halloween · Halloween em noite de lua cheia (A hora do Arrepio) - R. L. Stine · Resenhas · SBT · Sobrenatural · The Nightmare Room · TV · [Anos 90] · [Editora Rocco] · [Leitores] · [Literatura] · [Livros] · [R. L. Stine] · [Séries] · [Terror]

Halloween em noite de lua cheia (A hora do Arrepio) – R. L. Stine

 Tristan acha seu novo professor, Sr. Delua, muito estranho.E está prestes a descobrir o quanto estranho ele é ao ser convidado a participar da sua festa de Haloween… onde todas as portas e janelas são trancadas com barras de ferro… E uivos de lobisomem ecoam por toda a casa!

Olá, sentiram a minha falta? Depois de um longo tempo longe por um turbilhão de motivos, estou aqui de volta com o primeiro post do ano *–* Desejo todos a vocês um BIG 2017 recheado de paz, saúde, amor, felicidades e luz. E como não poderia deixar de ser, mesmo enrolada com TCC e diversas outras coisas, trouxe um post sobre um livro super gostosinho de ler. E se preparem, porque vão ter mais posts durante a semana! Estou na reta final do meu tcc, mas decidi – para me distrair – aparecer por aqui e atualizar com os livros que já li e séries que venho assistindo. Vocês vão adorar as novidades que vamos ter esse ano *O*

A hora do Arrepio (The Nightmare Room) é uma série de livros do escritor R. L. Stine, que muitos de vocês devem conhecer. Stine é autor de Goosebumps, Rua do Medo, The Haunting Hour e Fantasmas à solta. Suas histórias também inspiraram a criação da série Clube do Terror (Midnight Society) que ficou muito famosa nos anos 90 e passava a tarde na TV Record. O autor tornou-se famoso, pois seus livros venderam mais de 300 milhões ao redor do mundo e por conta disso, entrou no guinness book. Antes de Harry Potter fazer história, R. L. Stine fez um marco na literatura.

 Suas séries faziam tanto sucesso que foram adaptadas para a TV e recentemente para o cinema. A série de A Hora do Arrepio passava nas tardes do SBT e contou apenas com 13 episódios. A série de livros teve 15 livros publicados, 11 desses sendo publicados pela Editora Rocco no Brasil. Halloween em noite de lua cheia é um dos meus favoritos da série e possui um episódio que vocês podem assistir no youtube (está no final do post). Grande parte dos livros da série foram adaptados para a tv e com isso, tiveram que mudar algumas coisas – o que é super comum nas adaptações -, mas a essência das histórias ainda são as mesmas.

 Se você nunca leu ou assistiu alguma coisa do universo do R. L. Stine, primeiro tem que entender que o R. L. Stine trabalha com terror psicológico e que escreve para o público infantojuvenil. Ele também têm livros de terror para adultos, mas seu público alvo maior são os teens. E essa é uma das características mais ricas de suas histórias. Nelas, vão encontrar escolas, famílias, crianças, casais de namorados, jogadores de basquete se envolvendo em várias aventuras com monstros, zumbis com muito terror. E claro, sem deixar a diversão de lado!

E em Halloween em noite de lua cheia não poderia ser diferente. Nessa história, temos uma turma de amigos: Rosa, Tristan, Ray e Bella que são convidados pelo misterioso professor Sr. Delua para a festa de Halloween na casa dele. O problema é que o professor é novo na escola e já parece ter uma implicância com esses alunos. Eles ficam mais ressabiados ainda ao descobrirem que os outros alunos da escola não foram convidados. Até o filho do Sr. Delua, Michael tenta convencê-los a não irem. Para completar, o lugar onde moram está sendo alvo de ataques de algum tipo de animal que vem assassinando os bichinhos de estimações da vizinhança. Mas os amigos resolvem não dar corda e acabam embarcando em uma noite misteriosa e cheia de reviravoltas.

O que notei – tanto na história quanto no episódio – é que as partes pesadas da história permaneceu, o que contribuiu para o clima soturno do livro. Mesmo escrevendo para o público infatojuvenil, Stine deixa o teor mais sombrio em suas histórias – sua marca registrada. Halloween assim como grande parte dos seus livros, possui um final intrigante e muito criativo. A leitura é leve, fluída e muito envolvente. É um livro em que é possível ler de uma vez só. Outro detalhe sobre a série é que foi muito influenciada por Twilight Zone com sobrenatural/ terror e ficção científica como tema. Mas isso aí é assunto pra outro post. 

Para a galera que curte terror psicológico com  uma linha mais leve para o público infantojuvenil, as histórias de R. L. Stine sempre serão uma ótima pedida. Assistam o episódio baseado no livro e não esqueçam de me contar o que acharam ❤

Fear Street · Globo Alt · Jogos Macabros · Jogos Macabros lançamento do livro do R. L. Stine pela Globo Alt · Party Games · Rua do Medo · [Livros] · [R. L. Stine] · [Séries] · [Terror]

Jogos Macabros, lançamento do livro do R. L. Stine pela Globo Alt

Eu nem acredito que estou postando isso, mas a Rua do Medo do R. L. Stine está finalmente de volta! Quem me acompanha sabe que sou super fã dele, já fiz vários posts a respeito por aqui e é claro que já garanti o meu exemplar.

O livro já está em pré – venda e disponíveis em várias livrarias virtuais. Para quem não sabe, Jogos Macabros é a tradução de Party Games, livro que foi publicado em 2014 e marca o retorno a famosa Rua do Medo. A série ficou famosa nos anos 90 pela Editora Rocco e agora está sendo publicada pela Globo Alt. Na fanpage da Editora é possível ler o primeiro capítulo. Eu estou DOIDA para ler esse livro há muuuito tempo. Só não li antes, porque não queria ler em eBook. Aproveita que o livro combina com o Halloween que já está se aproximando. É uma super pedida ❤

Confira a sinopse e os quotes da história:

Conhecido mundialmente por seus livros de terror e suspense, com centenas de milhões de exemplares vendidos, R. L. Stine desponta no cenário da ficção juvenil pela genialidade na criação de enredos sinistros. O“Stephen King da literatura juvenil” ficou famoso na década de 1990 com a aplaudida coleção Rua do Medo. Quase duas décadas depois do último volume, Stine atende aos pedidos dos leitores e lança o livro inédito Jogos macabros, publicado no Brasil pela Globo Alt. Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele. Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos. Repleto de reviravoltas, “Jogos macabros” mantém o leitor apreensivo da primeira à última página. Como todo bom enredo de R. L. Stine, a história dá espaço a fantasmas, assassinato, traição e romance, e marca, enfim, um retorno triunfal do autor à Rua do medo. ‘

“Quer um conselho? Não chegue perto da família Fear”

“A maioria das pessoas interpreta isso como um aviso”

“A floresta é linda, perfumada e tranquila. Mas poucos residentes de Shadyside fariam uma caminhada ou um piquenique por ali.”

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